quinta-feira, setembro 01, 2005

1º de Setembro de 1939 - Começa a Guerra

A invasão da Polônia pelas tropas de Hitler marcou o começo da Segunda Guerra Mundial, na madrugada de 1º de setembro de 1939.

A Alemanha, derrotada na Primeira Guerra Mundial, havia perdido seus territórios ultramarinos, a Alsácia Lorena e parte da Prússia. As altas indenizações impostas pelos Aliados causaram o colapso da moeda e desemprego em massa, fatores que, explorados pelos nazistas, contribuíram para o fortalecimento de Hitler no poder (assumido em 1933).

As relações entre a Alemanha e a Polônia já eram tensas desde a República de Weimar. Nenhum governo do Reich e nenhum partido alemão concordavam com a nova delimitação da fronteira leste do país (com um corredor polonês, neutro, unindo o país com a Prússia Oriental), imposta no Tratado de Versalhes.

Ambicionando as matérias-primas da Romênia, do Cáucaso, da Sibéria e da Ucrânia, Hitler começou a expansão para o Leste. Embora as potências ocidentais temessem o perigo nazista, permitiram seu crescimento como forma de bloqueio ao avanço comunista soviético.

Deustche Welle

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Quando o Parlamento se reuniu á noite, ocorreu um debate curto mas muito acirrado, no qual o pronunciamento contemporizador do primeiro-ministro foi mal recebido pela casa. Quando o sr. Greenwood se ergueu para falar em nome da oposição trabalista, o sr. Amery gritou-lhe dos bancos conservadores: "Fale pela Inglaterra!" Isso foi recebido com altos vivas. Não havia dúvida de que a inclinação da Câmara era favorável á guerra. Cheguei mesmo a considerá-la mais resoluta e unida do que na cena semelhante, em 3 de agosto de 1914, do qual eu também havia participado.
CHURCHILL, Winston Spencer. Memórias da Segunda Guerra Mundial. Rio de Janeiro, 1995, Editora Nova Fronteira. p. 187.

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Ao raiar do sol, no dia 1.º de setembro de 1939, exatamente na data que Hitler fixara em 3 de abril, ao dar as suas primeiras ordens referentes ao "Caso Branco", os soldados alemães transpassaram a fronteira polonesa e convergiram sobre Varsóvia pelo norte, sul e oeste.

[...]

Observei que o povo nas ruas mantinha-se calmo, apesar das notícias que o assaltavam pelo rádio e pelas edições extras. Do Hotel Adlon, via-se passar uma massa de operários que se dirigia para o trabalho no novo edifício da I.G. Farben como se nada tivesse acontecido. Nenhum abandonou as suas ferramentas para comprar as edições extras dos jornaleiros que ás vezes passavam correndo e gritando notícias. Talvez, como pensei, o povo alemão estivesse simplesmente atônito, ao levantar-se nesta primeira manhã de setembro, por achar-se envolvido numa guerra que eles estavam convencidos que o Fuhrer evitaria. Não podiam acreditar que isso tivesse acontecido.

Que contraste, não se podia deixar de notar, entre esta indiferença e a maneira pela qual os alemães foram á guerra em 1914. Naquela época houve um entusiasmo quase selvagem. A multidão nas ruas realizava manifestações delirantes, atirava flores sobre as tropas em marcha e ovacionava freneticamente o Kaiser Guilherme II, Comandante Supremo de Guerra.

SHIRER, Willian S. Ascenção e Queda do Terceiro Reich, vol. 2. Rio de Janeiro, 1964. Editora Civilização Brasileira S.A. p. 442.

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