sábado, setembro 10, 2005

Operation Lüttich

Ainda na atmosfera do Dia-D, tropas aliadas se delgadiavam com os alemães para estabalecerem, definitivamente, posições suficientemente sólidas na França. Os comandantes aliados acreditavam que qualquer delize ou desperdício de oportunidades poderia por em risco toda a operação que se inciciara em 6 de Junho. Em meados de julho, os Aliados se depararam com uma frente alemã praticamente desguarnecida. Essa área extendia-se de Carentan até Saint-Lô e foi palco da Operação Cobra, realizada em 25 de julho. Essa operação foi precedida de forte bombardeiro aéreo, o que debilitou mais ainda as fracas defesas alemãs na área. Em 30 de julho, Avranches foi ocupada por tropas do 3º Exército de Patton.

O contra-ataque alemão ocorreu 7 de agosto. Cento e noventa tanques do 67º Corpo Panzer, composto pelas 2º e 116º Divisão Panzer e da 1º e 2º Divisão Panzer-SS tomam parte na Operação Lüttich. Lüttich é a designação alemã para a cidade francesa de Liège.

Sob o comando de Von Kluge, o objetivo básico da operação era a tomada de Avranches, passando por Mortain. Dessa maneira, Patton ficaria isolado do restante das tropas aliadas. Dias antes de se iniciar a Operação, Hitler contatou Von Kluge e reforçou suas unidades com 60 Phanters e 80 Panzers IV para realizar um contra-ataque muito maior. O 67º Corpo Panzer passaria ao controle do General Eberbach e teria como objetivos, após a tomada de Avranches, a limpeza total da Normandia. Era um plano extremamente arriscado para ser realizado em poucos dias, visto que a situação na região de Mortain era perigosa para os alemães. Como os reforços levariam preciosos dias para alcançarem seus destinos, Kluge convenceu Hitler a abortar o grandioso plano para que a Operação Luttich iniciasse imediatamente.


Basicamente, a operação Lüttich foi um fracasso. No entanto, muitos atribuem o fracasso ao Ultra, unidade britânica de decodificação, que decifrava as mensagens encripitadas dos alemães. A organização das Operações alemãs eram feitas através de telefonemas, telegramas ou mensagens particulares entregues pessoalmente. As ordens dadas por rádio* capazes de serem descobertas* ocorriam quando os comandantes davam a orden de ataque para as unidades. O Ultra captou mensagens referentes ao ataque no fim do dia 6. Essas mensagens foram decodificadas e chegaram à frente de batalha somente na manhã do dia 7, horas depois de o ataque alemão ter se iniciado. Dessa maneira, o Ultra não conseguiu alertar a tempo todas as unidades da linha de frente. No entanto, Bradley suspeitava de algum ataque devido as informações retirdas de informes de campo. Unidades de infantaria passaram a tomar as posições em torno de Mortain, o que significa um possível ataque. Dessa maneira, companhias equipadas de rifles anti-tanque foram despachadas para Mortain a fim de reforçar as defesas da cidade.

Os combates da Operação Lüttich ocorreram durante quatro dias, nas localidades de Mortain, Romangny(à SO), Barenton(á SE) e Bion(à SSE). O grande foco de resistência e o fato mais marcante dessa batalha foi a defesa tenaz da colina 314, localizada à leste de Mortain. Essa colina em nenhum monento foi tomada pelos alemães. A partir dessa posição, apenas um batalhão e uma companhia de rigles anti-tanque, juntamente com remanescentes de outras unidades, foi capaz de segurar 3 divisões Panzer e mais de 5 batalhões de infantaria, totalizando algo em torno de 100 tanques e 1200 soldados.

As primeiras movimentações do ataque começaram a ocorrer às 22h do dia 6 de agosto, quando a 2º Divisão Panzer SS "Das Reich" começou a tomar posição nas estradas em volta de Mortain. Horas preciosas foram perdidas devido às más condições das estradas adjacentes, a maior parte delas incapazes de aguentar os pesados PzKpW IV e PzKpw V Phanter. O ataque inicial seria feito pelo 3º Regimento Panzer Granadier "Der Fuhrer", mas teve que aguardar à beira da estrada a passagem dos tanques Panther, que tinham prioridade no percursso.

As hostilidades começaram às 5h do dia 7, quando as unidades do primeiro batalhão do regimento Das Führer partiram para o ataque. De início as tropas alemãs sofreram pesadas perdas, pois os atrasos causados pelos engarrafamentos tiraram todo o elemento surpresa da operação, mais ainda do que ela já estava revelada. A cidade foi tomada às 10h e os batalhões aliados remanescentes buscaram abrigo na colina 314. De lá, os americanos tinham uma vista perfeita sobre toda a área de combate. Um grupo de combate formado pelos elementos da 17º Divisão SS Panzer Granadier tentou tomar a colina, mas não obteve sucesso. A colina foi atacada várias outras vezes durante os combates, mas resistiu a todos ele. Enquanto isso, após a tomada de Mortain, Unidades Das Führer avançaram contra Romangny e tomaram a cidade às 13h.

Ainda absorvendo os choques do ataque alemão, os aliados lançaram uma série de contra-ataques usando recursos e tropas imediatamente dipsoníveis. Ás 15h, os americanos atacaram Romangny com artilharia e ataque de caças-bombardeiros Typhoon, sem obter muito sucesso devido a forte neblina. Em 9 de agosto, os Americanos tentaram novo ataque com Shermans, mas foram repelidos com pesadas baixas. No mesmo dia, outro ataque foi realizado contra Bion e Barenton, sem sucesso. No dia seguinte, tropas americanas tentaram retomar a cidade, mas foram rechaçadas de suas posições. Diversos contra-ataques foram desfechados contra posições alemãs recém-tomadas, mas nenhuma consegue romper as linhas alemãs. Apesar de as posições alemãs estarem consolidadas, os alemães estavam na defensiva e longe do seu principal objetivo, Avranches, à 32km de Mortain.

No dia 11, após forte insistência de von Kluge junto á Hitler, os alemães se retiraram da cidade de Mortain. As baixas foram altíssimas, girando em torno de 150 tanques e mais de 2000 homens. Várias peças de artilharia e veículos foram destruídos e os escassos suprimenos foram desperdiçados. O desfecho da Operação e os acontecimentos posteriores a ela foram desastrosos para os alemães. Além de não ter alcançado seus objetivos, as unidades alemãs ficaram expostas a um cerco, que começou a ocorrer já no dia 7, com a Operação Totalize, desfechada, na sua maioria, com tropas canadenses. Embora não fosse seu objetivo inicial, essa operação acabou sendo a principal movimentação que iria resultar no cerco de Falaise (ou cerco de Chambois). Com a Operação Lüttich, Hitler havia tentado sua última jogada para impedir a avalanche aliada na Europa. E perdeu estrondosamente.



Fontes:
* Memórias da Segunda Guerra Mundial, de Wiston S. Churchill
* O Dia-D - Ponta de lança da Invasão. R.W. Thompson. 1974. Editora Renes.
* Normandia - Do Dia-D á derrocada. David Mason. 1974. Editora Renes
* Axis History Fórum
* Wikipedia
* Americam experiêncie D-Day
* Site oficial da divisão "Das Reich"
* Normandy Battlefield Tours
* Site oficial da 30º Divisão de Infantaria

2 Comentários:

Anonymous Anônimo Disse...

parabéns pela iniciativa de incentivar a cultura e o amplo conhecimento sobre a 2ª Guerra Mundial e os respectivos personagens. Sgt Ligieri
anapspadm@terra.com.br
Ps. tenho grande conteudo sobre a 2ª Guerra Mundial.

10:06 PM  
Anonymous Anônimo Disse...

Por que nao:)

1:14 AM  

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