<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-14761800</id><updated>2012-01-27T15:17:52.588-08:00</updated><title type='text'>Back Wars</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://backwars.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://backwars.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Guilherme Spader</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16819705920755866862</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>42</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14761800.post-6898645316861022262</id><published>2007-05-14T19:07:00.000-07:00</published><updated>2007-05-14T19:12:19.756-07:00</updated><title type='text'>O Torcedor Alcoolizado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É o ponto de partida do texto a notícia do site do Sindicato de Médicos do Rio Grande do Sul (SIMERS) sobre o Projeto de Lei do deputado Miki Breier (PSB) que propõe proibir venda e consumo de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol para reduzir a violência nos jogos. A notícia segue em anexo.&lt;br /&gt;Essa notícia faz parte do debate sobre a venda de bebidas alcoólicas nos estádios e nas suas imediações em dias de partidas. Com o aumento de violência nos estádios, diversas autoridades e diversos membros da sociedade civil passaram a advogar pelo fim da comercialização de bebidas alcoólicas como uma forma de combater a escalada de crimes e confrontos entre torcedores e policiais. Alegam que a bebida é o fator que transforma o simples torcedor em um individuo perigoso, que se envolve em brigas e perpetra atos de vandalismo que, se sóbrio, nunca cometeria. O discurso no Rio Grande do Sul não é novo, mas só agora está tomando sua forma legal. Em outros estados, como São Paulo e Minas Gerais, as bebidas já foram totalmente proibidas ou severamente restringidas.&lt;br /&gt;Nesse tema, vislumbrei uma clara essencialização, a formação de um estereótipo. O alvo é o "torcedor alcoolizado", apontado como a causa geradora da violência. Dessa forma, do empresário ao funcionário, do estudante ao professor, do magistrado ao rapaz com antecedentes, todos eles - enquanto torcedores - estando alcoolizados, são encarados da mesma forma, são essencializados como "o torcedor alcoolizado".&lt;br /&gt;Os favoráveis a proibição explicam que a violência é gerada principalmente pela alteração no estado anímico dos torcedores causada pelas bebidas alcoólicas. Sem essa causa, estar-se-ia eliminando a conduta indesejada, ou seja, estar-se-ia eliminando - ou ao menos diminuindo drasticamente, como que num passe de mágica - a violência nos estádios de futebol.&lt;br /&gt;Esse discurso ignora uma miríade de fatores que também geram violência e são muito mais importantes e determinantes. De início, sem muita investigação, podemos constatar atualmente a falta de aplicação das mais simples leis penais, a falta de preparo das autoridades, as péssimas condições que se encontram os estádios (o que dificulta a ação de policiais, como a revista inicial e a pronta intervenção), a falta de educação e responsabilidade dos torcedores, entre outros. Todos esses fatores geram muito mais violência que as bebidas alcoólicas e, principalmente, são passíveis de combate. Na essencialização do torcedor, no entanto, esses fatores são eliminados ou minorados.&lt;br /&gt;A essencialização da bebida alcoólica nos estádios não resiste a uma mínima análise empírica. A proibição nos estádios de São Paulo não resolveu o problema da violência nos estádios. Torcedores ainda se confrontam, torcedores continuam morrendo, os problemas de violência ainda persistem e as torcidas organizadas são atualmente quadrilhas armadas. O pouco de violência que foi diminuído se deve mais a outras medidas, como aumento de policiamento e diminuição da capacidade dos estádios, do que propriamente a proibição de bebida alcoólicas.&lt;br /&gt;Naturalmente, as bebidas alcoólicas são, sim, parte do problema, e são sim fatores geradores de violência, mas no cômputo geral são um fator pequeno, pertos dos demais. Transpondo para números, o álcool seria 5% do problema, enquanto problemas estruturais dos antigos estádios brasileiros seriam 30%, a falta de educação e responsabilidade das pessoas 30%, a falta de políticas públicas de segurança mais 30% e os 5% restantes para fatores diversos. A proporção de importancia dos problemas pode variar, e pode muito diferir da exposta, mas a importância do álcool como fator gerador de violência perto de outros fatores continua a mesma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Com esse texto não digo que sou contra - nem a favor - da proibição do comércio de bebidas alcoólicas no estádio. Meu argumento é que se alguém deseja combater a violência nos estádios de futebol, ela deve empregar seus esforços proporcionalmente em todos os fatores e então, esgotadas as possibilidades, voltar-se aos fatores menores. Caso contrário, estará respaldado como promotor da paz nos estádios aquele político ou membro da sociedade que lutar e conseguir proibir a venda de bebidas alcoólicas, quando, na verdade, ele atacou o menor dos fatores e não fez virtualmente nada pela sociedade, a não ser privá-la de um Direito.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;test&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14761800-6898645316861022262?l=backwars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://backwars.blogspot.com/feeds/6898645316861022262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14761800&amp;postID=6898645316861022262&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/6898645316861022262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/6898645316861022262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://backwars.blogspot.com/2007/05/o-torcedor-alcoolizado.html' title='O Torcedor Alcoolizado'/><author><name>Guilherme Spader</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16819705920755866862</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14761800.post-7410495833946385494</id><published>2007-04-25T19:35:00.000-07:00</published><updated>2007-04-25T19:42:57.115-07:00</updated><title type='text'>Grêmio, Imortal Tricolor</title><content type='html'>Qualquer que seja a explicação para o que aconteceu na partida de hoje, dia 20 de abril de 2007, ela deve obrigatoriamente começar com a palavra Grêmio. E com o Grêmio deve terminar, pois acontecimentos como esse pertencem tão somente ao universo tricolor de feitos e glórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A façanha por si só dispensa quaisquer palavras, porque elas são insuficienes nestes momentos. Elas alcançam apenas os momentos fugazes da conquista, as meras efemeridades do jogo. À sua essência, sua razão de ser, resta-nos apenas instigar nossas mentes a mentalizar o impossível que hoje ocorreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_YIw9yL-ZOo4/RjAQvx99Y8I/AAAAAAAAAAM/OPOZ4m6C8no/s1600-h/0,,10369129-EX,00.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_YIw9yL-ZOo4/RjAQvx99Y8I/AAAAAAAAAAM/OPOZ4m6C8no/s320/0,,10369129-EX,00.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5057560794590176194" /&gt;&lt;/a&gt;Jogador algum sentiu cansaço. Jogador algum sentiu fadiga. No peito da&lt;br /&gt;cada um bateu, por noventa minutos, o coração de 30 mil torcedores. E&lt;br /&gt;no peito de cada torcedor, por noventa minutos, bateu o coração de 11&lt;br /&gt;determinados jogadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já provamos outrora a nosso valor e garra. Quando ousa a força&lt;br /&gt;esmorecer, o firme pulso que move essa máquina tricolor trata de dar&lt;br /&gt;seu grito mais alto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esse grito se ouviu hoje, dia 20 de abril de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O brado forte gremista há de retumbar por todo o Rio Grande do Sul.&lt;br /&gt;Nos seus ecos estarão a clara mensagem que no Olimpico 30 mil corações&lt;br /&gt;pulsam em 11 e 11 pulsam em 30 mil. Os feitos e glórias com o&lt;br /&gt;Grêmio começam, e com o Grêmio terminam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;test&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14761800-7410495833946385494?l=backwars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://esportes.terra.com.br/futebol/estaduais2007/interna/0,,OI1562945-EI8018,00.html' title='Grêmio, Imortal Tricolor'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://backwars.blogspot.com/feeds/7410495833946385494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14761800&amp;postID=7410495833946385494&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/7410495833946385494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/7410495833946385494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://backwars.blogspot.com/2007/04/grmio-imortal-tricolor.html' title='Grêmio, Imortal Tricolor'/><author><name>Guilherme Spader</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16819705920755866862</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_YIw9yL-ZOo4/RjAQvx99Y8I/AAAAAAAAAAM/OPOZ4m6C8no/s72-c/0,,10369129-EX,00.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14761800.post-116524531009138062</id><published>2006-12-04T07:06:00.000-08:00</published><updated>2006-12-04T07:21:03.856-08:00</updated><title type='text'>Fedor von Bock</title><content type='html'>&lt;a href="http://content.answers.com/main/content/wp/en/0/04/Bock_color3.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://content.answers.com/main/content/wp/en/0/04/Bock_color3.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt; Fedor von Bock (3 de dezembro de 1880 - 4 de maio de 1945) foi um Marechal-de-Campo alemão que combateu na Segunda Guerra Mundial, onde comandou o Grupo de Exércitos do Centro no ataque a Russia, na Operação Barbarossa. Embora reprovasse o nazismo, von Bock sempre se manteve distante de questões políticas, tanto nas tratativas com os dirigentes nazistas tanto com os conspiradores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido em Küstrin, Alemanha, ingressou no Exército em 1898, como Segundo-tenente. Na Primeira Guerra Mundial, inicialmente com a patente de capitão, integrou o Estado-Maior do Exército. Agraciado com a Pour le Mérite, von Bock terminou o conflito com a patente de Major, como Chefe de Operações do Estado-Maior do Grupo de Exércitos Deustscher Kronprinz. Ao longo do conflito, von Bock ainda acumulou diversas funções burocráticas e de gabinete, ao invés de comandar diretamente unidades de campo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o fim do conflito, permaneceu na ativa, onde foi transferido para o Estado-Maior do Exército. Em 1920, alcançou a patente de tenente-coronel, como Chefe do Estado-Maior do Wehrkreis III. Ao longo da década de 20, von Bock foi galgando posições no Exército. Em 1924, comandou o II. Batalhão do 4º Regimento de Infantaria; depois, já com o posto de Coronel, ingressou no Estado-Maior desse mesmo regimento, para logo depois de tornar o comandante. Em 1931, von Bock foi transferido para Stettin, onde assumiu o comando da 2º Divisão e do Wehrkreis II, cargo que ocupou até 1935, com a tomada do poder pelos nazistas e a consequênte reformulação completa do Reichswehr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1935, com a criação da Wehrmacht, von Bock ascendeu de forma mais rápida na hierarquia militar, tornando-se General der Infanterie em 1935 e Generaloberst (General de Grupo de Exércitos) em 1938. Em 1941, recebeu de Hitler, juntamente com outros 12 Generais, o posto de Generalfeldmarschall (Marechal de Campo), em tese a patente mais alto do Exército Alemão. Ao início da guerra, junto com Gerd von Rundstedt, von Leeb e Kleist, von Bock era o mais antigo e experiente comandante de campo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1938, coordenou a invasão da Tchecoeslováquia. Em 1939, na invasão da Polônia, comandou o Grupo de Exércitos Norte, que invadiu a Polônia pelo noroeste, com o 4º Exército e pela Prússia, com o 3º Exército, alcançando em duas semanas a capital polonesa, Varsóvia, e cercanco-a. Varsóvia ainda resistiu por duas semanas ao cerco alemão, mas o destino da batalha já estava definido assim que as tropas alemães quebraram a linha defensiva do inimigo, levando suas forças ao colapso. Pela atuação destacada na campanha polonesa, von Bock foi agraciado, ao fim da campanha, com a Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro (Ritterkreuz des Eisernen Kreuzes, em alemão).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Completada a invasão, a Wehrmacht passou por uma reformulação. Com base na experiência polonesa, a Panzerwaffe foi remodelada e novas metodologias estratégicas foram adotadas. Para a invasão da França, o então Grupo de Exércitos Norte passou a ser denominado Grupo de Exércitos B, contando agora com o 6º Exército, comandado por Walter von Reichenau, e com o 18º Exército, sob o comando de Georg von Küchler. Contando com poucas unidades blindadas e motorizadas, a função de von Bock seria comandar a invasão dos países baixos, para, na Bélgica, atrair as principais forças francesas e britânicas. Uma vez travado o combate, o grosso do exército alemão invadiria a França pelas Ardenas, contornando o flanco direito francês e cortando a linha aliada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora congregasse nas suas fileiras apenas duas divisões Panzer, o Grupo de Exércitos B enfrentou as melhores divisões blindadas francesas, obtendo relativo sucesso, limitado, no entanto, pelo desempenheno dos Panzer I e II que estavam empregados nas tropas de von Bock. Após a rendição belga, o Grupo de Exércitos B continuou atacando, empregando suas forças em direção a Dunquerque, onde as tropas aliadas estavam sendo evacuadas. Com o passo de Calais totalmente dominado, von Bock agrupou alguma de suas forças no Somme, onde a travessia foi feita sem dificuldades. A rendição francesa veio logo após, em 25 de junho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes da invasão a Rússia, nova reformulação ocorreu na Wehrmacht, com o ingresso, na Panzerwaffe, de novos armamentos; a principal mudança não se deu em números mas sim em qualidade. Na invasão da França, 2/3 dos tanques eram leves; para a Operação Barbarossa, 2/3 eram agora tanques médios. O então Grupo de Exércitos B foi renomeado Grupo de Exércitos Centro. Von Bock teria o principal objetivo da operação: capturar Moscou e forçar o armistício, exatamente como os alemães haviam feito nas invasões anteriores. Para tal feito, von Bock contaria com o 4º e 9º Exército e os 2º e 3º Panzergruppen (Guderian e Hoth), que tinham nas suas linhas 7 divisões panzer e 7 divisões motorizadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iniciada a invasão, a arrancada foi espetacular; pegas de surpresa, as forças russas não tiveram outra alternativa a não ser enclausurar-se em bolsões, que eram depois liquidados. As unidades de vanguarda do Grupo de Exército Centro chegavam a cumprir 80 km por dia. Por conta dessa avanço fabuloso, o qual as unidades de infantaria não conseguiam acompanhar, von Bock recebeu, mais de uma vez, orientações do Estado-Maior do Exército para reter seus Panzergruppe até o apoio aproximado da infantaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A medida que as tropas da Wehrmacht avançavam, no entanto, o vigor diminuia. Pesadas baixas, extensão demasiada das linhas e, principalmente, inicio do inverno russo, diminuiam drásticamente o poder combativo das forças blindadas. Somado a esses problemas naturais, havia a ingerência de Hitler sobre os rumos das forças blindadas. No arrancada para Moscou, von Bock por diversas vezes teve suas principais forças remanejadas para outras direções, ora para apoiar as investidas do Grupo de Exércitos Sul, ora para integrar as forças destacas para tomar Leningrado, ao norte. No início de outubro, finalmente, von Bock conseguiu dar início a investida contra a capital russa, e chegaria perto dela no final de novembro, quando algumas unidades de vanguarda, inclusive, chegaram a ver as torres do Kremlin. A feroz defesa russa, somada ao vigor do inverno, fez com que, no entanto, a ofensiva final não lograsse sucesso. Esse revés representava a primeira grande derrota do Exército Alemão, pondo abaixo o mito da invencibilidade. Quando ficou claro que Moscou não seria capturada, Hitler deu início a um expurgo na frente oriental. Von Bock não foi poupado, sendo substituído por von Kluge; junto com ele, outros generais também foram afastados, como Guderian, Hoth, Hoepner, Halder, Brauchitsch, von Leeb, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a demissão, ocorrida em 19 de novembro, von Bock, que já estava com a saúde debilitada, ficou afastado do serviço ativo por um ano, quando assumiu o Grupo de Exércitos Sul e, depois, o Grupo de Exércitos B. A permanência, no entanto, foi curta, pois seis meses depois von Bock se afastou novamente por motivos de saúde. Depois desses cargos, von Bock não mais retornou ao serviço ativo. Em maio de 1945, foi seriamente ferido em um ataque aéreo realizados por caças britânicos. Veio a falecer no dia seguinte, em 4 de maio de 1945, com 64 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;test&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14761800-116524531009138062?l=backwars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://backwars.blogspot.com/feeds/116524531009138062/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14761800&amp;postID=116524531009138062&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/116524531009138062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/116524531009138062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://backwars.blogspot.com/2006/12/fedor-von-bock.html' title='Fedor von Bock'/><author><name>Guilherme Spader</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16819705920755866862</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14761800.post-116178927965667460</id><published>2006-10-25T08:13:00.000-07:00</published><updated>2006-10-25T08:14:39.676-07:00</updated><title type='text'>A Força Normativa da Constituição</title><content type='html'>Resenha do texto A Força Normativa da Constituição, de Konrad Hesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Texto de Hesse aborda diversas questões pertinentes ao Direito Constitucional, muitas delas em discordância com teses anteriores, como a de Lassalle, sobre os fatores de constituição real e os de constituição normativa. Preconiza Hesse que esses dois fatores têm estreita ligação e condicionam-se reciprocamente e "eventual ênfase numa ou noutra direção leva quase inevitavelmente aos extremos de uma norma despida de qualquer elemento da realidade ou de uma realidade esvaziada de qualquer elemento normativo". Dessa forma, é imperioso encontrar o equilíbrio entre uma constituição provida de situações fáticas e uma constituição normativa, com toda a sua pretensão de eficácia que se calcará (1) na vinculação aos fatores reais do presente que se pretende regular e ser regulada e  (2) nas disposições materiais e normativas de seu conteúdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na vinculação aos fatores reais, serão observados se a substância da qual trabalha a Constituição está em consonância com seus pressupostos normativos. A Constituição deve, como ponto de partida, trabalhar sobre a substância do presente, e a partir daí abstrair seus objetivos e metas. Para tal, deve levar em conta fatores políticos, econômicos, sociais, etc. Isso contradiz a tese de Lassalle, que afirma que esses fatores, por si só, constituem uma real constituição, e que a constituição normativa ("o pedaço de papel") obrigatoriamente sucumbe em caso de conflito entre ambas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro aspecto que Hesse aborda compreende um aspecto mais fechado, que são as disposições materiais e normativas da constituição. Em relação ao conteúdo, afirma que quanto mais "uma Constituição lograr corresponder à natureza singular do presente, tanto mais seguro há de ser o desenvolvimento de sua força normativa". Como a constituição fica fundamentada em fatores mutáveis, deve ser susceptível a adaptações. Para evitar o engessamento de seu conteúdo e a perda de sua eficácia, deverão constar, somente, "poucos princípios fundamentais", que, com o passar do tempo e a decorrência de mudanças, sempre permanecem atuais e pertinentes. Por fim, a constituição não deverá dirigir-se a extremos nos seus pressupostos sob pena de sacrificar os princípios que busca concretizar. Dessa forma, a constituição que queira consagrar o federalismo deverá dosar um pouco de unitarismo e a divisão de poderes, caso desejada, deverá ter incorporada, na sua estrutura, alguma forma de concentração de poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em referência às disposições normativas, Hesse considera temerário à constituição a tendência naturalmente exarcebada de alteração, o que coloca em risco sua força normativa e sua confiança. Por fim, aborda o aspecto da interpretação, que tem significado decisivo para a "consolidação e preservação de sua força normativa". A interpretação a que se fala, no entanto, não segue rigorosamente os meios fornecidos por outras práxis jurídicas, como a subsunção lógica e construção conceitual. Como a constituição está condicionada a fatores reais, que fogem da realidade estritamente jurídica, cabe a interpretação contemplar esses condicionantes e correlacioná-los com as proposições normativas da constituição.O resguardo desses princípios basilares constitui tarefa prima do Direito Constitucional e da doutrina em geral, pois é na constituição que se cristaliza a história, a cultura, a sociedade e, principalmente, espírito de um povo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;test&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14761800-116178927965667460?l=backwars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://backwars.blogspot.com/feeds/116178927965667460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14761800&amp;postID=116178927965667460&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/116178927965667460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/116178927965667460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://backwars.blogspot.com/2006/10/fora-normativa-da-constituio.html' title='A Força Normativa da Constituição'/><author><name>Guilherme Spader</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16819705920755866862</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14761800.post-115025591716964541</id><published>2006-06-13T20:30:00.000-07:00</published><updated>2006-06-13T20:31:57.183-07:00</updated><title type='text'>Quatro novas estratégias de marketing</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Nunca consumidores tiveram tanto poder de escolha em relação aos produtos que desejam comprar e nunca as empresas investiram tanto em saber e entender seus clientes. Essa tem sido a tendência que resultou em conseqüências profundas para as empresas que se dispõem a competir para valer. O tema pode ser encarado de várias maneiras. Recentemente, quatro novas constatações surgiram, cada qual com uma abordagem diferente.&lt;br /&gt;A primeira abordagem trata de um novo padrão de consumo constatado em consumidores emergentes. A constatação básica foi que diversos clientes estão dispostos a pagar preços altos por determinado produto em determinada área e, por outro lado, em outras categorias, está disposto a pagar o menos preço possível. Trata-se de um processo de escolha seletiva; em uma parte se gasta mais, que seriam o trading-up, e para equilibrar o orçamento, pensa-se mais no preço, trading-down. A categoria de trading-down movimenta uma quantidade muito maior desses recursos, de forma que é nessa área que grandes empresas e corporações atuam. Essa modalidade exige uma postura diferente dos modelos anteriores. Nesse caso, não basta cortar custos para reduzir o preço ou retirar certos atributos do produto para barateá-lo. Para se beneficiar nessa categoria é necessário seguir alguns princípios, como: evitar o "meio", ou seja, sair da linha intermediária de consumo e ir ao extremo, ao trading-down; manter constante a busca de melhor qualidade pelo menor preço; ouvir sempre os clientes e manter um comprometimento constante e mudar as regras do jogo.&lt;br /&gt;O trading-up também pode ser uma opção, que, diferente da categoria anterior, representaria uma nova modalidade, uma espécie de "novo luxo". Com as mudanças econômicas ocorridas em diversos países, passe-se por um aumento de renda que permite às pessoas de renda intermediária adquirir produtos de luxo. Ou seja, uma vez adquirido os artigos de necessidades básicas, as pessoas estão dispostas a adquirir produtos que satisfaçam suas demandas emocionais. É aí que atua o trading-up. Trata-se de se posicionar logo abaixo das marcas tradicionais de luxo, vendendo em volumes muito maiores que os habituais, com uma margem de lucro superior ás empresas de condição intermediária. Isso alia mark-up e exigência alta em um plano novo, o que, de certa forma, evita os efeitos da curva de demanda.&lt;br /&gt;Para se beneficiar disso, são necessárias medidas importantes, como busca constante pela liderança no mercado, sempre estar com a iniciativa de inovar, sempre buscar o melhor custo benefício, romper com a curva de demanda com preços altos e demandas elevadas, ser dono ou coordenar a cadeia de valor e não se acomodar no sucesso inicial da empreitada.&lt;br /&gt;Os exemplos de empresas que adotaram o trading-up apelando para o emocional obtiveram bons resultados. Quatro espaços se distinguem, como o espaço de espaço de conexão, de busca, de cuidados pessoais e de estilo individual. O trading-up e trading-down são um processo globalizado, que atinge todos os continentes. Embora cada região guarde suas peculidariedades, o processo se dá de maneira uniforme e homogênea. A conclusão que se tira dessa nova constatação é que não há formas de domesticar o consumidor. O que se deve fazer é mudar, inovar e oferecer sempre o melhor, sempre com o intuito de que a opção é do cliente e não o contrário.&lt;br /&gt;A segunda abordagem trata dos modelos mentais dos consumidores. Embora o pensamento inicial leve a idéia de que cada segmento consumidor tem suas particularidades, existe um modelo básico e padronizado muito semelhante. E não se trata somente de regiões limitadas ou só em um país e sim de uma forma global de comportamento, o que faz com que um cliente da França, do Egito, do Japão e dos Estados Unidos se porte de maneira semelhante. Isso ocorre porque, antes de mais nada, o modelo de consciente e subconsciente – o foco dos modelos mentais – está alheio a influências culturais e sociais e se prende mais à condição humana, comum a todos.&lt;br /&gt;Essa abordagem vai ao lado mais introspectivo do consumidor, explorando áreas muito subjetivas. Para perceber essa percepção, o estudo deve contar com uma análise criteriosa do comportamento do consumidor e a sua associação dos produtos às imagens que se formam no cérebro, normalmente na forma de metáforas, e disso se depreende um arquétipo. Para conceber uma determinada mensagem, o consumidor pode fazer várias associações metafóricas, mas todas elas dirigem-se ao arquétipo padrão. O objetivo é interpretar essas associações e discernir, dentre elas, as diferenças e semelhanças em modelos mentais. Em posse dessas dados, a empresa poderá focar sua estratégia de marketing e direcionar melhor os investimentos a serem feitos no produto e no cliente.&lt;br /&gt;A terceira abordagem envolve os processos de decisão de um cliente na hora da compra. Saber por que ele optou por determinado produto ou empresa e por que ele fez isso é crucial para atingir bons resultados de venda. Uma forma de se estudar o processo é o CDP, sigla em inglês de Processo de Decisão do Consumidor. O CDP decompõe o processo de decisão do consumidor em milhares de elementos táticos que afetam as decisões: das atitudes dos consumidores à influência de preços competitivos, das mensagem publicitárias às estratégias de venda, das emoções dos consumidores às características dos produtos. Em seguida, utiliza todos os dados para medir a importância de cada fator na decisão do consumidor. Para obter essas informações, são necessários cinco passos. O primeiro envolve entrevistas individuais e pormenorizadas que fornecem o entendimento primário da questão. O segundo passo é utilizar as informações do primeiro em mapas e estabelecer as fases da compra, que são incubação – período em que o consumidor trabalha a idéia de compra, o que pode durar vários anos – gatilho, pesquisa e compra, e pós-compra. No terceiro passo, as fases de compra são divididas em subitens e submetidas a pesquisas de opinião, abordando cada item. Na penúltima fase, estabelece-se qual fator é mais importante em uma compra e qual a forma de dar prioridade a ele em uma estratégia de marketing, que pode ser desde o período de incubação até o pós-compra. Por fim, no ultimo passo, os dados obtidos por meio do CDP são alavancados para impulsionar as oportunidades de receita. Ou seja, após a constatação de todo o processo, a empresa pode desfrutar das opções que tem e tornar seus investimentos mais eficazes.&lt;br /&gt;O quarto texto envolve o comportamento do cliente na loja. Os gestos e os movimentos feitos na hora da compra permitem identificar os padrões que regem os hábitos de consumo. Uma forma de analisar isso é usar imagens de câmeras de vídeo para observar os consumidores na loja e, caso necessário, ligar o comportamento constatado com outros fatores. Isso vai diagnosticar, por exemplo, como uma loja pode dispor suas mercadorias no espaço ou o que o cliente faz enquanto espera na fila. Ir às comprar é encarado de maneira diferente em várias regiões do mundo. Na América Latina, por conta da insegurança, as compras são feitas em shoppings, enquanto na Europa predominam muito as lojas de departamentos. Outra mudança importante trata da composição demográfica dos compradores, que influi muito na hora da compra.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;test&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14761800-115025591716964541?l=backwars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://backwars.blogspot.com/feeds/115025591716964541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14761800&amp;postID=115025591716964541&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/115025591716964541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/115025591716964541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://backwars.blogspot.com/2006/06/quatro-novas-estratgias-de-marketing.html' title='Quatro novas estratégias de marketing'/><author><name>Guilherme Spader</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16819705920755866862</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14761800.post-114931058054295298</id><published>2006-06-02T21:54:00.000-07:00</published><updated>2006-06-02T21:56:20.553-07:00</updated><title type='text'>Pausa para a poesia</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O vernáculo conosco a troçar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Disso poucos teriam percebido&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Só trocar o I pelo U e deixar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;o lixo e luxo tão parecidos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quando um T errante tropeçou&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Em dois vocábulos perdidos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E no fim das contas nem notou&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;que Pária e Pátria são parecidos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Seguir em frente planejando&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Em regra como tal concebido&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Exceção a comprovar, constatando&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Que fato e flato não são parecidos&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;test&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14761800-114931058054295298?l=backwars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://backwars.blogspot.com/feeds/114931058054295298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14761800&amp;postID=114931058054295298&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/114931058054295298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/114931058054295298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://backwars.blogspot.com/2006/06/pausa-para-poesia.html' title='Pausa para a poesia'/><author><name>Guilherme Spader</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16819705920755866862</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14761800.post-114755014682854854</id><published>2006-05-13T12:54:00.000-07:00</published><updated>2006-05-13T12:55:46.846-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A Sociologia no Brasil&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não se pode conceber o exato momento em que a Sociologia surgiu no Brasil, pois a inserção dessa nova ciência ocorreu de forma gradual e por vezes de forma inconsciente. A vinda da Sociologia ao Brasil está ligada às transformações sócios-políticas ocorridas na Europa. O desenvolvimento, consolidação e reconhecimento do capitalismo como sistema econômico – no caso, em sua fase monopolista –, a ascenção da burguesia nas classes sociais, o processo de urbanização brasileiro e a Europa como referência cultural e intelectual fez com que a Sociologia chegasse ao Brasil.&lt;br /&gt;Os primeiros pensadores brasileiros nessa área não foram propriamente sociólogos, mas deixaram sua marca nos estudos da sociedade brasileira. Os Sertões, de Euclides da Cunha e os livros de Aluísio de Azevedo, notadamente o Cortiço, são obras que abordam diretamente a questão social no Brasil. A referência de pensadores europeus nessas obras é clara; no romance O Cortiço, Aluísio de Azevedo, o determinismo do meio é exarcebado na trama que se desenvolve em torno de um conjunto de habitações no Rio de Janeiro, onde personagens de diferentes origens e personalidades acabam assemelhando-se tanto em virtudes como em vícios em pura e única razão do meio em que vivem.&lt;br /&gt;Esse período que antecedeu a Primeira Guerra Mundial poderia ser considerado a origem do pensamento sociológico no Brasil, embora ainda sem definição, propósito e objetivo claros. Ainda assim, as condições existentes no período seriam cruciais para o florescimento de teóricos que, anos depois, focalizariam seus estudos com o foco na Sociologia, mesmo sem formação científica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O advento da Sociologia no Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Sociologia como matéria na classe escolar é decorrência de uma reforma do ensino brasileiro, promovida em 1925 pelo médico Juvenil da Rocha Vaz, que estabeleceu a sociologia como cadeira da formação clássica. Muitas escolas surgiram com a sociologia no ensino, mas essa mudança só atingia o que hoje é conhecido como Ensino Médio.&lt;br /&gt;No entanto, não demorou muito para a Sociologia alcançar um nível maior, o ensino superior. Na início década de 30, surgiram três centros de estudo universitários; dois em São Paulo e um no Rio de Janeiro. Dessa maneira, os trabalhos intelectuais de pensadores brasileiros da área – Gilberto Freyre, Caio Prado Júnior, Fernando de Azevedo, Sérgio Buarque de Holanda – passaram a aparecer no cenário nacional, aprimorando o debate sociológico e trazendo-o para a esfera científica e nela estabelecendo, inclusive, objetivos e metas para o pensamento sociológico, que era agir para a mudança e modernização de uma estrutura social arcaica.&lt;br /&gt;As primeiras escolas superiores buscaram no exterior professores que viriam a preparar os primeiros sociólogos brasileiros. A Escola Livre de Sociologia e Política, de São Paulo, recebeu a influência da sociologia norte-americana através dos Profs. Donald Pierson, Radcliff-Brown (britânico), Horace Davis, Samuel Lowrie, entre outros. Na Faculdade  de Filosofia, Ciências e Letras da USP predominou, inicialmente, a influência francesa de professores como Roger Bastide, Lévi-Strauss, Fernand Braudel, Georges Gurvitch, Paul Arbousse-Bastide, Jacques Lambert, entre outros.&lt;br /&gt;Na década de 30 e 40, esses professores formariam a primeira geração de sociólogos brasileiros, além de consolidar a atividade no Brasil. Além disso, foram definidos os rumos da Sociologia brasileira e atuou de forma importante na formação das gerações seguintes. Da primeira geração de intelectuais destacaram-se, entre outros, Florestan Fernandes, Maria Isaura Pereira de Queiroz, Aziz Simão, Antonio Candido, Gilda de Mello e Souza e Rui Galvão, em São Paulo, e Guerreiro Ramos e Hélio Jaguaribe, no Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeira Geração – Florestan Fernandes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pensamento da primeira geração e os estudos desenvolvidos posteriormente tem a marca e influência predominante de Florestan Fernandes, que se formou na USP e foi aluno de Roger Bastide e Fernando de Azevedo. Florestan, em sua atividade, foi um dos poucos intelectuais que conseguiu aliar o trabalho teórico-científico rigoroso com o engajamento político, tendo sempre se colocado como um sociólogo militante. Em torno dele, formou-se um núcleo de pensadores que viriam a formar o cerne do pensamento sociológico da USP, que, posteriormente, agregaria sociólogos da segunda geração, entre eles Fernando Henrique Cardoso.&lt;br /&gt;O traço mais marcante desse estudo trata da condição de capitalismo dependente e a condição de país subdesenvolvido. Ao contrário de outros pensadores, Florestan, ao contrário de considerar essa condição um estágio para o desenvolvimento, caracterizou o subdesenvolvimento como uma formação histórica peculiar, com traços nítidos e talvez definitivos. Segundo Celso Frederico, para Florestan, “a peculidariedade da formação social brasileira deixou de herança ‘uma sociedade civil não civilizada’, uma burguesia débil, incapaz de propor um projeto nacional e ampliar a democracia”. Dessa maneira, ao invés de uma revolução burguesa clássica deu-se uma transformação diferente, com as classes dominantes acomodadas e concebidas em torno de uma democracia restrita, com todos os seus subprodutos (patrimonialismo, mandonismo, paternalismo, clientelismo e fisiologismo político).&lt;br /&gt;Em relação a essa ordem social brasileira, Florestan adotou uma prática intelectual/política que lhe permitisse transformar a sociedade, sempre com o objetivo de abrir ou aprofundar rupturas com a ordem capitalista vigente. Ao contrário de outros pensadores nacionalistas da década de 50, Florestan não via sucesso no desenvolvimento econômico nacional dentro da ordem capitalista e sim preconizava o rompimento com ela.&lt;br /&gt;A crise do capitalismo dependente brasileiro começou a ocorrer na década de 50 e seu fim culminaria no golpe militar de 64, que, que representou a opção de desenvolvimento com segurança para o capital. Essa opção também significou o fim virtual da produção sociológica brasileira. Como um dos eminentes pensadores da realidade brasileira, Florestan Fernandes foi um dos primeiros sociólogos a sofrer com a repressão do regime militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda Geração – Fernando Henrique Cardoso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o golpe de 1964 e o advento do Regime Militar, inúmeros sociólogos foram perseguidos e aposentados pelos militares. Isso influenciou, atrapalhou e até extinguiu as discussões então em andamento.&lt;br /&gt;Destaca-se, na época, Fernando Henrique Cardoso, que desenvolveu, junto com Enzo Faletto, a Teoria da Dependência, que não é a mesma abordada anteriormente por Florestan Fernandes, o capitalismo dependente. A tese abordava a relação de subordinação e dependência dos países subdesenvolvidos – as economias periféricas – aos países desenvolvidos – as economias centrais.&lt;br /&gt;Dentre as várias considerações pertinentes dessa teoria, destaca-se a controversa argumentação de que a dependência econômica, por si só, não era um impedimento ao desenvolvimento econômico dos países periféricos. Além disso, apontava que os países, através de mudanças internas, podiam se integrar à ordem econômica vigente. Tudo isso, no entanto, não estava diretamente ligado ao desenvolvimento social e a distribuição de riqueza, ou seja, os países subdesenvolvidos ainda assim poderiam crescer, mas o crescimento econômico não implicava nas melhorias sociais esperadas tampouco na extinção de um modelo de país subdesenvolvido. Isso, mais do que nunca, é válido para a realidade brasileira de hoje, uma vez que nosso modelo de Estado e de Sociedade não necessita apenas de crescimento econômico e sim de mudanças mais profundas na ordem social e principalmente estatal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Sociologia após a abertura política&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na década de 80, com a abertura política, a sociologia brasileira refloresceu. Logo no início, ocorreu a regulamentação da profissão. Com a evolução acelerada da conjuntura brasileira, a década de 80 foi o ponto onde diversos caminhos começaram a ser abertos e trilhados por diferentes correntes político-ideológicas.&lt;br /&gt;Além dos já existentes centros de estudos e universidades, surgiram dois novos centros, que congregariam boa parte dos novos sociólogos e pensadores. No Cebrap, fundado em 1969, as diferentes convicções ideológicas e as divergências políticas geraram, de início, dois outros centros de estudo: o Centro de Estudos de Cultura Contemporânea (Cedec), e Instituto de Estudos Sociais, Econômicos e Políticos (Idesp). O primeiro, fundado por Francisco Weffort e José Álvaro Moisés, voltou-se mais para estudos críticos e políticos, de onde surgiu grande parte da corrente intelectual que fundaria o Partido dos Trabalhadores, Já o Idesp, liderado por Bolívar Lamounier, deixou as discussões ideológicas em segundo plano e se centrou em pesquisas sobre eventos políticos e eleitorais, de cunho pragmático-descritivo.&lt;br /&gt;Na década de 90, o estudo da sociologia enveredou, também, para a análise microssociológicas, abordando objetos delimitados e de dimensão específica, inserido em um contexto conhecido e também delimitado. Por outro lado, outros sociólogos, como Octávio Ianni, abordaram a problemática social brasileira, que envolve, entre tantos fatores, o processo de globalização.&lt;br /&gt;Em relação a ele, a sociologia deu atenção especial em perceber a relação disso com as condições sociais e distribuição de riqueza no Brasil, uma marca indelével na sociedade brasileira que atravessa décadas, estudos e regimes.&lt;br /&gt;É inegável que a globalização representa um desafio à sociologia, pois torna a realidade muito mais complexa e difícil de ser analisada, além de abalar as referências clássicas dos sociólogos, como Marx e Weber. Nesse sentido, tudo do que é novo necessita ser repensado e rediscutido, tendo a sociologia a característica de disciplina da modernidade que permite a reflexão sobre as novas relações sociais.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;test&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14761800-114755014682854854?l=backwars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://backwars.blogspot.com/feeds/114755014682854854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14761800&amp;postID=114755014682854854&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/114755014682854854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/114755014682854854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://backwars.blogspot.com/2006/05/sociologia-no-brasil-no-se-pode.html' title=''/><author><name>Guilherme Spader</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16819705920755866862</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14761800.post-114454513584722867</id><published>2006-04-08T18:07:00.000-07:00</published><updated>2006-04-08T18:18:15.490-07:00</updated><title type='text'>Dresden 1945 -- Just Another Raid?</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dr&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;esden 1945 -- Just Another Raid?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;by Group Captain Peter W. Gray, Director of Defense Studies (RAF)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt; Bomber Command of the Royal Air Force was active throughout the Second World War and, for a significant proportion of the time, was the only means by which we could carry our resistance into the heartland of the enemy and his conquered territories. Over one third of a million sorties were flown over the course of the war in Europe alone with some 9,000 aircraft lost and 50,000 allied personnel killed or reported as missing in action.[1] Targets for the heavy bomber force varied from Berlin, through the V1/V2 rocket sites at Peenemunde, to German Army positions opposing the Normandy landings. On numerous occasions, the area attacked consisted of little more than arable fields - particularly when decoys had been deployed or bombing accuracy was suspect. Some raids, such as the attacks on the dams, have entered the annals of history and legend; others have faded from the memories of all but the remaining survivors. Yet the combined Bomber Command/ USAAF Eighth Air Force raids on Dresden on 13-14 February 1945 have probably occasioned more impassioned debate than the rest put together. This debate has inevitably been fuelled by retrospective moralising, self-conscious justification of positions and an unhealthy dose of Cold War propaganda. The scope for rational discussion has been further reduced by the furore surrounding the author of the first monologue on the subject - Mr David Irving.[2] The fact that his book has admirably stood the test of time and is not, contrary to popular suggestion, an essay in Nazi apologia has been lost in the heat.[3]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dresden has been represented as the epitome of all that was immoral, unethical and illegal about the allied strategic bombing campaign in World War II. Even in the immediate aftermath of the raids, the talk was increasingly of 'acts of terror and wanton destruction'.[4] The casualty figures have been debated, revised and contested. And even those responsible for the planning and execution of strategic and operational policy have sought to distance themselves from the horror of what was, in reality, an eminently successful raid. In his memoirs, Marshal of the RAF Sir Arthur Harris points out that the attack on Dresden was 'at the time considered a military necessity by much more important people than himself'. This was a very muted response considering the many efforts to make him the scapegoat. Air Marshal Sir Robert Saundby, who was Deputy Commander-in-Chief at Bomber Command and was therefore directly involved in the planning for the raid, provided the foreword to Irving's book. He wrote:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;`That the bombing of Dresden was a great tragedy none can deny. That it was a military necessity few, after reading this book, will believe. It was one of those terrible things that sometime happen in wartime, brought about by an unfortunate combination of circumstances. Those who approved it were neither wicked nor cruel, though it may well be that they were too remote from the harsh realities of war to understand fully the appalling destructive power of air bombardment in the spring of 1945.'[6]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;This paper will attempt to situate the combined raids on Dresden in the wider geo-political strategic framework prevailing in 1944-45. It will then look briefly at the raid itself and then examine the legal and ethical issues that have arisen, both from the raid in isolation and from the broader context of the strategic bombing campaign. Documentary sources have been used wherever possible. Oral evidence has been eschewed, partly because much of it is concerned with detail. With no disrespect for those involved at the time, or subsequently, there is also the risk that oral sources may alter their standpoint to suit more appropriately the moral or ethical views of the age in which they were asked to testify.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Strategic Context and Bomber Command Policy&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notwithstanding the debate that has ensued over the years concerning the differences of opinion between Harris (as C-in-C Bomber Command) and Portal (Chief of the Air Staff), it is important to remember that the Strategic Bombing Policy was not the brainchild of one man and his staff. Rather it was an iterative process guided, from time to time, from the grand strategic level. The primacy of the strategic bomber had been a cornerstone of British and American air power thinking for much of the inter-war period. After Dunkirk, and for the next three years, it became the only feasible method by which Britain could strike back at Germany. Churchill promised in 1940 that there would be a 'continuous and relentless air offensive'. Technology, or the lack of it, ensured that the doctrinal imperative of attacking the morale of the people was adhered to due to the impracticality of more precise targeting. Improvements in navigation aids, and the increases in bomb loads, resulted in a gradual improvement in Bomber Command efficiency. The emphasis, however, was on the incremental nature of the change. Watersheds were few and far between.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A key opportunity for a major re-evaluation of policy came with the American entry into the conflict. Strategic bombing policy was discussed at the Casablanca Conference in 1943. But it was not the top item on the agenda — a key strategic area for discussion was confirmation of `Germany first' and the ensuing argument over the desirability of an early land offensive in Northern Europe versus a Mediterranean policy.[7] The resulting bombing directive read:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;`The primary objective will be the progressive destruction and dislocation of the German military, industrial and economic system, and the undermining of the morale of the German people to a point where their capacity for armed resistance is fatally weakened'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Biddle has pointed out, this contained something for everyone and gave the commanders a deal of latitude,[8] both in target sets and methodology.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Some unity of purpose was imposed on the scene in the lead-up to the Normandy landings with the attacks on the German transportation system. Once the land offensive was established, however, differences of opinion again surfaced over priorities. Tedder (as Deputy to Eisenhower) advocated that priority continue to be given to transportation and communications targets. Spaatz (Commander of the USAAF Eighth Air Force) favoured attacks on oil, while Harris continued to insist on the maintenance of area bombing.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In late 1944 and into early 1945, it was increasingly evident to military planners that the defeat of Germany was a matter only of time and/or resources. There was, however, no room for complacency. The Germans were far from beaten and showed no sign whatsoever of merely rolling over. The Ardennes offensive in the dying days of December 1944 badly rattled the Allies,[9] not least because they had hoped to have won the war by Christmas of that year. Furthermore the threat of new terror weapons, and even the deployment of nuclear bombs, was a very real consideration at the time.[10] The Russians had already lost huge numbers of men killed and the Allies were facing mounting casualty lists as they fought their way into the heartland. Every means was therefore sought to shorten the war.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Allies and the Russians had accepted, as early as 1943, that the strategic bomber offensive would continue to play a key role in operations against Germany.[11] By the time of the Octagon Conference in September 1944, the British Chiefs of Staff considered that it might become 'desirable in the immediate future to apply the whole strategic bomber effort to the direct attack of German morale'.[12] They also agreed that attacks could usefully be undertaken in support of the Russian armies.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;These discussions culminated in the formulation of a plan entitled Thunderclap. The Chief of the Air Staff, Sir Charles Portal, presented this to his fellow Chiefs of Staff in August 1944.[13] This envisaged a massive attack on Berlin at about the time that the German Army had been defeated in the field. The strategic bomber force would then deliver the coup de grace ending further resistance. By 1945, the Air Staff considered that Thunderclap might well appear to the Germans as an excellent example of close co-ordination with the Russians thereby greatly increasing the morale effect.[14] In January 1945, the Joint Intelligence Committee (JIC) played down the possibility of German resistance crumbling, but highlighted the scope for confusion in the movement of reinforcements and refugees if, by implication, critical towns in the infrastructure were attacked.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The JIC report coincided with preparations for the Allied discussions in Malta that were the precursor to the Yalta conference with the Soviets. In the meantime, Churchill had asked the Secretary of State for Air, Sir Archibald Sinclair, what plans the Royal Air Force had for 'basting the Germans in their retreat from Breslau'. Portal's advice was that Thunderclap would be both costly and indecisive. He recommended that oil targets should have absolute priority along with Me 262 factories and submarine yards. Portal also echoed the sentiments of the JIC report recommending attacks on Berlin, Dresden, Leipzig, Chemnitz, 'or any other cities where a severe blitz will not only cause confusion in the evacuation from the East, but will also hamper the movement of troops from the West'.[15] Sinclair replied to Churchill in a cautious tone on 26 January suggesting that oil targets should remain the priority with attacks on East German cities as a secondary option when the weather was too poor. The Prime Minister was obviously not satisfied that sufficient emphasis was being given to his wish that support be given to the Russian advance. His blistering response is worthy of quotation in full:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;`I did not ask you last night about plans for harrying the German retreat from Breslau. On the contrary, 1 asked whether Berlin and no doubt other large cities in East Germany, should not now be considered especially attractive targets. I am glad that this is 'under examination'. Pray report to me tomorrow what is going to be done.'[16]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Without further ado, the Deputy Chief of the Air Staff, Sir Norman Bottomley, wrote to C-in-C Bomber Command formally instructing him to carry out these attacks. Sinclair confirmed this to Churchill on 27 January: this minute was acknowledged and elicited no further comment. After a series of meetings involving Portal, Bottomley, Tedder and General Carl Spaatz it was agreed that oil would remain the number one priority for strategic bomber forces operating from the UK. This would be followed in priority by attacks on Berlin, Dresden and Leipzig; destruction of communications feeding the respective fronts; and finally the Me 262 plants.[17] In London, the Vice-Chiefs confirmed these priorities with the addition of a more sustained effort against tank factories.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The plot now moves to Yalta where the debate over who said what to whom becomes complex. Cold War Soviet propaganda has emphasised that the Russian delegation in the Crimea had no responsibility for the bombing of Dresden.[18] The Allies were unequivocal in their inclusion of Dresden in the target list, in particular with its importance on the Berlin - Leipzig - Dresden railway. The Russian Deputy Chief of Staff, General Antonov, submitted a formal memorandum to the Allies requesting, inter alia, that air attacks against communications should be carried out 'in particular to paralyse the centres: Berlin and Leipzig'.[19] The use of the wording 'in particular' makes it, at best, disingenuous for the Russians subsequently to suggest that they had not requested action at Dresden. Although the documentary evidence from the Russian perspective is limited, it is highly improbable that informal or non-minuted discussions had left them in any doubt as to Allied intentions. It is worthy of note at this stage that Harris's role had been no more sinister than as a recipient of very high-level instructions.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Raids&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dresden had a pre-war population of about 600,000. By 1944, this had been swollen by refugees, prisoners of war and undoubtedly a number of folk seeking to exploit the city's reputation as being exempt from air raids. For what was Germany's 7th largest city to have escaped until 7 October 1944 had not gone unnoticed. The city and its environs hosted numerous targets or military and industrial significance. These included an optical factory, a glass works, two plants producing radar components, an arsenal and finally a poison gas factory. Dresden had become a key nodal point in the German postal and telegraph system.[20] In addition, the infrastructure of Saxony was such that Dresden was indeed a key point in the communications of the region for refugees and the military. It was the hub connecting the two major rail lines between Berlin and Leipzig and accordingly was a troop concentration area. There was therefore no logical reason -- other than its distance from Lincolnshire — for it to have been exempt from air attack. The USAAF Eighth Air Force first visited Dresden on 7 October 1944 with 30 effective sorties against the industrial areas. This attack was followed with a raid on the marshalling yards 16 January 1945 (133 effective sorties).[21]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;By early 1945, German night fighter defences had become threadbare. The crews were tired and aviation spirit was at an absolute premium. Even though the area of the homeland and occupied territory that had to be defended had shrunk considerably under Allied and Soviet attack, the scale of air attacks was steadily increasing. The impact of the combined bomber offensive with its escorting long-range fighters had taken its toll on the Luftwaffe. Furthermore, the demand for heavy calibre artillery was huge; it has been estimated that even though over 20,000 artillery pieces were deployed for air defence purposes (and therefore not available for land warfare), there were still insufficient guns to protect everything.[22] Dresden was comparatively low on the priority list, hence its earlier escape from air attack contributed to its eventual demise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Harris planned his attack on Dresden accordingly. He elected to use a double blow. The first wave would convince the Luftwaffe that it was the main raid and their fighters would be back on the ground refuelling when the second and larger raid would have unfettered access to the target. The gap between waves was to be three hours during which time the defences and rescue services would be swamped, and still in the open when the main raid arrived. Over 800 aircraft were launched on the two raids with devastating effect. These were followed the next day by the USAAF with over 200 sorties against the marshalling yards. In terms of precision targeting, `marshalling yards' have been used by the USAAF as a euphemism for area bombing. But by early 1945, accuracy had improved to the point whereby such targets could be defined with a reasonable expectation that they would be hit. The importance and scale of the yards made them a worthwhile target in their own right.[23] Furthermore, the designated MPIs (mean points of impact) for the 92nd Bomb Group show seven precise targets (five based on the rail network and two industrial) with the centre of the city as an eighth 'target of opportunity'.[24] For Bomber Command, contemporary maps held by the Air Historical Branch unequivocally show the aiming point as the centre of the Old Town.[25]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerable areas of the city were devastated by the ensuing firestorm with its attendant hurricane force winds. Most public buildings along with all of the Old Town were gutted. The arms plants were reduced to about 20% of their earlier capacity. Casualty figures have been extremely contentious,[26] but it is estimated that some 25,000 people were killed and at least the same injured. More emotive estimates are ten times these figures. The Eighth Air Force was to revisit Dresden on 2 March and 17 April. For Bomber Command it was a highly successful raid and the city dropped to 62nd on their target list and was not revisited.[27]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Immediate Aftermath&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;For those directly involved in the planning of Bomber Command operations, the immediate response to the raids was almost certainly one of relief that the casualty lists were relatively low, followed by satisfaction over its success. The whole issue was, however, compounded by a press release and interview given by Air Commodore C M Grierson at the Supreme Headquarters Allied Expeditionary Force in Paris.[28] The ensuing Associated Press (AP) despatch stated that Allied Air Chiefs had made the 'long awaited decision to adopt deliberate terror bombing of German population centres as a ruthless expedient to hastening Hitler's doom'.[29] This was widely published in America and was broadcast in Paris. Public opinion in the US had hitherto been fed a diet that emphasised the precision of the American bombing campaign. Concern was only partly alleviated by Marshall's statement that it had been carried out at Russian request.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The despatch gained a brief exposure in London prior to heavy censorship. The matter was subsequently raised in parliament on 6 March 1945 by Mr Richard Stokes MP.[30] As he rose to speak in the House, Sinclair rose from his seat and pointedly left the Chamber. Stokes read out the AP despatch in full and then accused the government of hiding the true nature of the bombing campaign from the British public. Sinclair replied some hours later that the government was not wasting its time on purely terror tactics. Although criticism was relatively muted, the seeds had been sown for later outbursts of conscience.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;At a more elevated level, the Prime Minister put pen to paper in what has been described variously as among the `least felicitous... of the long series of war-time minutes'[31] and 'an astonishing minute'.[32] He wrote:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'It seems to me that the moment has come when the question of bombing German cities simply for the sake of increasing terror, though under other pretexts, should be reviewed. Otherwise we shall come into control of an utterly ruined land.... The destruction of Dresden remains a serious query against the conduct of Allied bombing. I am of the opinion that military objectives must henceforth be strictly studied in our own interests rather than that of the enemy.'[33]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portal immediately instructed Bottomley to ask for Harris's comments. His personal letter to the C-in-C is reproduced in full in Saward's 'Bomber' Harris. Bottomley summarised the Prime Minister's note, reiterated extant policy and invited the C-in-C to comment. Harris's reply was prompt and predictably pungent. He pointed out in characteristically blunt terms that the suggestion that the Bomber offensive had been conducted for the 'sake of increasing terror, though under other pretexts' was an insult both to the Air Ministry policy and to the crews that had carried it out. Harris went on to highlight the misperceptions over Dresden that would be obvious to any psychiatrist - 'it is connected to German bands and Dresden shepherdesses'. Rather, 'Dresden was a mass of munition works, an intact government centre and a key transportation point to the East. It is now none of those things.' He went on to discuss the policy underlying the Bomber offensive, concluding with the warning that such scruples as the Prime Minister was considering would lengthen the war and increase the task facing the army both in Germany and against Japan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portal strongly backed the stance taken by his C-in-C and Churchill withdrew his minute. The revised version made no mention of Dresden. The attack, however, was something of a turning point in that the genie was now out of the bottle and the role and purpose of the offensive was subject to rather more debate - on both sides of the Atlantic. In the UK, this increased as it became more obvious that the war was going to be won and that such destruction would require to be more rigorously justified. In America, the USAAF had to go to considerable lengths to disguise the extent to which area bombing had been undertaken. Webster and Frankland suggest that Dresden represented something of a turning point in terms of the morale of the German people. They point out the Gestapo had maintained 'an artificial morale' until word got out as to the scale of the destruction[35] in Dresden. They admit, however, that unwillingness to admit defeat remained widespread until the bitter end.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Legal and Ethical Factors&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;At first sight, it must appear to be faintly ridiculous for legal and ethical issues to feature at all in what, at the time, was total war against the most obnoxious regime ever to challenge world peace. A quick glance, however, at the indexes of a wide range of books on international legal issues and ethics shows that Dresden features as almost as regularly as does debate on the wider strategic bombing campaign. As stated above, the AP Despatch effectively ensured that the genie was let out of the bottle at this point even though other raids (such as those on Hamburg) could have provided the turning point if it had been based on tangible criteria such as the use of firestorm tactics.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The presentational aspects of warfare as an extension of political activity have considerable importance for those involved, especially at the higher levels, in the prosecution of a campaign. Adherence to the tenets of international law was, and remains, an integral part of this process — notwithstanding the ephemeral nature of the discipline as it was understood prior to the formation of the United Nations. In the relatively calm pre-war (and hence pre-Warsaw, Rotterdam and Coventry) days of June 1938, Neville Chamberlain cited international law in his formal guidelines to Bomber Command. He stated unequivocally that:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'1. It is against international law to bomb civilians as such and to make deliberate attacks on the civilian population.&lt;br /&gt;2. Targets which are aimed at from the air must be legitimate military objectives and must be capable of identification.&lt;br /&gt;3. Reasonable care must taken in attacking those military objectives so that by carelessness a civilian population in the neighbourhood is not bombed.'[36]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamberlain went on to state in the House of Commons that not only was bombing civilian populations contrary to international law, but that in his opinion such action would not be a successful war winning tool. His ethical and legal approach was heavily influenced by the practicalities of the matter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;These statements on the understood legal principles of the time were entirely consistent with those laid down by Trenchard in 1928 in what effectively became his 'last will and testament'. In a paper that started as a presentation to the Imperial Defence College and was then circulated to fellow Chiefs, he dealt at length with the need to target military objectives and avoiding `indiscriminate bombing of a city for the sole purpose of terrorising the civilian population'.[37]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The air staff, a decade later, was more concerned with expediency than with the legalities. Slessor points out that our capabilities were such that decisive results could not then be achieved. Chamberlain's directives were translated, after much debate, into operations orders that could be issued to the Command; considerable doubt remained as to what could be reasonably described as military objectives. Slessor dismissed the Draft Hague Rules (see below) out of hand and concluded that, without doubt, 'sooner or later, the gloves would have to come off'.[38]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Attempts to regulate the conduct of warfare had gathered pace towards the end of the 19th Century with, inter alia, the formal prohibition of the bombardment of undefended towns. By 1907, the possibility of bombardment from the air led to the inclusion of the clause 'by whatever means'.[39] The Hague Conference of 1925 had no hesitation in banning chemical and biological forms of warfare, but the regulation of air warfare was left in draft form. The 1923 Draft Hague Rules were never adopted in binding form, but at the time they were regarded (by lawyers if not by the Air Staff) as an authoritative attempt to clarify and formulate rules for the conduct of air warfare. They were based on the customary rules and principles underlying the laws of war on land and at sea. Article 22 precluded the use of 'Aerial bombardment for the purpose of terrorising the civilian population, of destroying or damaging private property not of military character'.[40] Notwithstanding the absence of formal ratification the Draft Rules did acquire a positive standing and were generally taken to be authoritative at the 1932-34 Geneva Disarmament Conference. Efforts to ban military aviation in toto were to no avail and binding resolutions were not forthcoming.[41] As war spread through Europe, all of the rules, however imprecisely formed, were broken by all sides. What adherence there was, such as to the prohibition of chemical warfare, was more out of fear of the opposition's capability than for jurisprudential considerations.[42] Geoffrey Robertson QC has suggested that Allied embarrassment over the RAF's use of area bombardment 'against Dresden and other German cities' resulted in this form of warfare not being specifically outlawed in the 1949 Geneva Conventions.[43] It could be argued, however, that this had more to do with post-war reliance on nuclear weapons, which would flatten cities, than concern over Dresden. It nevertheless shows the frequency with which the raid appears in such work.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;By winter 1944, with the war far from won,[44] international legal considerations were barely worthy of note. Ethical issues, if considered at all, were dominated by the need to win the war as quickly as possible. As has been suggested, the AP Despatch was probably the catalyst for the formation of post-war ethical stances. The advent of the Cold War greatly exacerbated the temperature of the rhetoric. The annual tolling of bells throughout East Germany to correspond to the duration of Bomber Command raid on Dresden is evidence of the propaganda effect sought and achieved - especially when it was mimicked in West Germany. The ethical and philosophical debate has continued ever since. To some extent, this is understandable and even beneficial. Clark has argued that just because a principle is ignored in practice, there is no reason to question its philosophical force.[45] Clark does not mention Dresden in this context - he talks more generally about strategic bombing before going on to the nuclear debate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;This more general approach to the whole ethical debate has much to commend it - raising the issues at stake to the big picture rather than taking a raid in isolation. Talking only of Dresden invites emotive debate as forewarned by Harris with his pithy comments on `Dresden shepherdesses'. Garrett in Ethics and Airpower in World War II, adopts a broader approach in advocating that alternatives to the area bombing campaign, as a means of attacking Germany and utilising assets, could have been explored at the military strategic level or above. Examples include transfer of Bomber Command assets to the anti-U boat campaign. Walzer in Just and Unjust Wars[46] places Dresden in its wider context, pointing out that not only should the raid be seen in the context of other attacks against cities such as Hamburg and Berlin, but also in the light of the numbers killed during the siege of Stalingrad.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Allied bombing raids on Dresden have remained the subject of intense debate ever since the publication of the AP Despatch with its connotations of 'terror bombing'. A possible cause of the interest may have been the remarkable results of the operation in comparison with other raids. Hamburg and Berlin were devastated, but had to be revisited many times. Nuremberg was attacked, but is remembered more for the scale of Bomber Command losses than the devastation wrought below.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It could be argued, however, that the extent of the ensuing debate alone has ensured that Dresden has been consigned to a category of its own. The result of this has been an inflationary spiral in which scholars have become increasingly wound up in the minutiae. This paper has sought to bring a sense of perspective to the whole, rather than to concentrate on detail. The decision to attack key communications cities as 'targets of first importance' was not only taken at the highest levels but tardy behaviour was criticised by the Prime Minister. The attacks on these cities were entirely consistent with Allied bombing policy of the time - on both sides of the Atlantic. Furthermore, the planning, execution and weapon selection were consistent with the standard procedures of the time. There is no question of the scheme having been hatched within Bomber Command, the Air Staff and certainly not by Harris in isolation.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Much has been made as to whether or not the Russians specifically requested attacks on Dresden. The controversy was largely fuelled by Cold War propaganda rather than the merits of the answer per se. Even if surviving documentary evidence does not specifically include Dresden by name, its strategic importance would guarantee its inclusion de facto. Unless Allied and Soviet discussion had specifically excluded the city, its fate was sealed. Dresden was in any event a strategic target in its own right. Its industry as well as its communications links made Germany's seventh largest city vulnerable to attack.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In retrospect, Dresden may have appeared to those at political and military strategic levels to have been a turning point in their pragmatic, ethical or legal thinking about the prosecution of the war. At the time, it was more likely that it was just another event in the long process of bringing the war to a speedy conclusion. Admittedly it came at a time when thoughts were turning increasingly to the management of the post-war mess and the likely advent of the Cold War. That the destruction of a fine city should have become a propaganda tool does justice to neither the plight of the victims on the ground nor the bravery of the crews for whom Dresden was the 'target for tonight'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;To the operational commanders, the formation commanders and the crews in their charge, the raids on Dresden, and other East German cities, were part of the complex tapestry that represented their part in waging war against the most odious regime then known to mankind. To them, it was just another raid.[47]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] Figures taken from Martin Middlebrook and Chris Everitt, The Bomber Command War Diaries: An Operational Reference Book 1939-1945, Midland Counties Publications, Leicester, 1996, page 11.&lt;br /&gt;[2] David Irving, The Destruction of Dresden, Kimber, 1963.&lt;br /&gt;[3] See for example, Roger Boyes, 'Dresden Strafing Myth is Shot Down', The Times, April 19 2000. page 18.&lt;br /&gt;[4] Alexander McKee, The Devil's Tinderbox. Dresden 1945, London, Souvenir Press. 1982, Chapter 11. An attempt to produce a book review of this volume was the catalyst for this paper. Much of it is highly emotional and air power students should not necessarily regard it as a 'standard historical work',&lt;br /&gt;[5] MRAF Sir Arthur Harris, Bomber Offensive, London, Greenhill Books. page 242. First published by Collins in 1947.&lt;br /&gt;[6] Air Marshal Sir Robert Saundy, Foreword to David Irving, The Destruction of Dresden, Elmfield Press, Morley, 1974.&lt;br /&gt;[7] For a full discussion on the Casablanca Conference from a non air power perspective see David Fraser, Alanbrooke, Harper Collins, London, 1997, pages 283 - 298.&lt;br /&gt;[8] Tami Davis Biddle. 'British and American Strategic Bombing', in John Gooch (ed), Air Power Theory and Practice, Cass, London, 1995, page 120.&lt;br /&gt;[9] B H Liddell Hart, History of the Second World War, Cassell, London, 1970, page 639 describes the £5 bet between Eisenhower and Montgomery that the war would be over before Christmas 1944. The American was destined to lose by a considerable margin.&lt;br /&gt;[10] Sir Maurice Dean, The Royal Air Force and Two World Wars, Cassell, London, 1979, page 287.&lt;br /&gt;[11] Confirmed in the Tehran Conference 28 November - 11 December 1943.&lt;br /&gt;[12] CCS.520/3 (Octagon)&lt;br /&gt;[13] Sir Charles Webster and Noble Frankland, Strategic Air Offensive Against Germany 1939 -1945, Vol III, Part 5, HMSO. London, page 100.&lt;br /&gt;[14] Webster and Frankland, (bid, page 101.&lt;br /&gt;[15] Webster and Frankland, bid, page 101.&lt;br /&gt;[16] Webster and Frankland, ibid, page 103.&lt;br /&gt;[17] Webster and Frankland, ibid, page 104 and David R Mets, Master of Air Power; General Carl A Spaatz, Presidio Press, California, 1988, page 274.&lt;br /&gt;[18] For an example of the lengths to which the post-war Allies had to go to counter such propaganda, see the declassified USAF study carried out by the Historical Division of the Research Studies Institute of the Air University, Historical Analysis of the 14 -15 February 1945 Bombings of Dresden, 13 April 1953. It runs to 37 pages plus supporting documents.&lt;br /&gt;[19] Winter and Frankland, ibid. page 105.&lt;br /&gt;[20]  Irving, /bid, page 71.&lt;br /&gt;[21] Figures taken throughout from the Eighth Air Force Target Summary cited in Webster and Frankland, page 109.&lt;br /&gt;[22] Figures kindly supplied by Sob Cox, Head of the Air Historical Branch (RAF;.&lt;br /&gt;23 Biddle, ibid. page 125.&lt;br /&gt;[24] Mark A Clodfelter, 'Culmination Dresden: 1945', in Aerospace Historian, September 1979, page 135.&lt;br /&gt;[25] Dresden and Freital District Map No 82 A.1.9: Zone Map of Dresden Air Ministry No 484/29: Bomber Command Report N585. Also night photographs Nos 558 &amp; H2S photo No 30.&lt;br /&gt;[26] See the discussion in Dudley Saward, 'Bomber Harris. Sphere Books, London. 1985, page 392. Irving Initially estimated the death toll as being between 35,000 and 220,000. in a letter to The Times on 7 July 1966, he revised these figure downwards to 18,375.&lt;br /&gt;[27] Clodfelter, ibid, page 136.&lt;br /&gt;[28] Clodfelter. ibid, page 136.&lt;br /&gt;[29] Webster and Frankland, ibid. page 113.&lt;br /&gt;[30] Stephen A Garrett. Ethics and Airpower in World War II - The British Bombing of German Cities: St Martin's Press, New York, 1993, page 118. It should be noted that this book does not command universal approval as a balanced survey on the ethical debate of the era.&lt;br /&gt;[31] Webster and Frankland, ibid. page 112.&lt;br /&gt;[32] Saward, ibid, page 382.&lt;br /&gt;[33] Prime Minister to General Ismay (for Chiefs of Staff Committee) and the Chief of the Air Staff; 28 March 1945.&lt;br /&gt;[34] Saward. ibid, page 383.&lt;br /&gt;[35] Webster and Frankland, ibid. page 224.&lt;br /&gt;[36] Garrett, ibid, page 28.&lt;br /&gt;[37] The full text, along with the responses from CIGS and the First Sea Lord can be found in Webster and Frankland, IV, pages 71 - 83. See also H Montgomery Hyde. British Air Policy between the Wars 1918 — 1939, Heinemann, London, 1976, page 223.&lt;br /&gt;[38] MRAF Sir John Slessor. The Central Blue: Recollections and Reflections, Cassell,&lt;br /&gt;London, 1956. pages 213 -214.&lt;br /&gt;[39] For a full discussion on this area see Frits Karshovan, Constraints on the Waging of War, International Committee of the Red Cross, Geneva. 1991. Chapter 2.&lt;br /&gt;[40] Reproduced in full in Adam Roberts and Richard Guelff, Documents or? the Laws of War, Oxford University Press, Oxford, 1989. page 121 et seq.&lt;br /&gt;[41] Roberts and Guelff, ibid. page 122 and Philip S Meilingar, 'Clipping the Bomber's Wings: The Geneva Disarmament Conference and the Royal Air Force, 1932 1934', War in History 1999 -6 -3.&lt;br /&gt;[42] Geoffrey Roberston QC, Crimes Against. Humanity: The Struggle for Global Justice, Penguin, London, 2000, page 174.&lt;br /&gt;[43] Robertson, ibid. page 185.&lt;br /&gt;[44] The casualty figures for February -194;5 onwards — and 'the Russian statistics in particular — bear eloquent testimony to this bland statement.&lt;br /&gt;[45] Ian Clark, Waging War: A Philosophical Introduction, Clarendon, London, 1988, page 90.&lt;br /&gt;[46] Michael Walzer, Just and Unjust Wars: A Moral Argument with Historical Illustrations, Harper Collins, 1977, page160.&lt;br /&gt;[47] The title for 'this paper and its ending comments were based on the statement by MRAF Sir Michael Beetham made in a newspaper report (Alan Evans 'RAF Top Brass stay away from Dresden event', The Times, 13 Feb 95) marking the 50th Anniversary of the raid; he commented 'It may seem a bit cynical but Dresden was just another target. It was a devastating blow to German morale and contributed to Hitler's defeat'.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;test&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14761800-114454513584722867?l=backwars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.raf.mod.uk/downloads/documents/airpowerspr01.pdf' title='Dresden 1945 -- Just Another Raid?'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://backwars.blogspot.com/feeds/114454513584722867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14761800&amp;postID=114454513584722867&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/114454513584722867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/114454513584722867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://backwars.blogspot.com/2006/04/dresden-1945-just-another-raid.html' title='Dresden 1945 -- Just Another Raid?'/><author><name>Guilherme Spader</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16819705920755866862</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14761800.post-114454473716558781</id><published>2006-04-08T18:02:00.000-07:00</published><updated>2006-04-08T18:16:11.530-07:00</updated><title type='text'>Guido Knopp</title><content type='html'>Guido Knopp, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Unser Jahrhundert -Deutsche Schicksalstage&lt;/span&gt;, 1998 C. Bertelsmann Verlag, München, p. 258. Obtive essa tradução do alemão no fórum AxisHistory. Ei-la:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Standard military arguments, coupled with the demonstration of alliance solidarity and a show-off presentation of [the Bomber Command’s] capacities, cost the lives of about 25,000 people in the night from the 13th to the 14th of February, 1945.&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; This figure results from recent investigations of the Dresden city archive and is based on documents, assessed for the first time, of the departments of the city of Dresden which had been in charge of recovery and burial of the victims at the time. The city administration continued to function even after the attack, the recovery and burial of the dead was by no means carried out in a chaotic manner, there was accurate registration. The number mentioned includes 6,865 dead who were burned on the Altmarkt in order to prevent the spread of diseases. Former rescue workers consider it a myth that dead should have been burnt to ashes in cellars with flame throwers. The figure also includes 1,557 dead bodies which were found in 1957 under the ruins during construction works in Dresden. These data coincide with other official documents which in March of 1945 had contained detailed listings of the dead, but thereafter been crudely manipulated and thus lead to confusion after the war - a forger had added a naught to all the figures&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;When discussing the total balance of the horror, the question is often put how many refugees were in the city at the time of the attack. It is widely maintained that these people, unknown in Dresden, died in their tens of thousands in the firestorm. Yet no eyewitness confirms that caravans of refugees crossed Dresden in the middle of February on horse carriages. Neither could massive lodgings in Dresden households be established. Only such a measure would have made it possible to accommodate hundreds of thousands of externals in a city that still had about 600,000 inhabitants. Great numbers of refugees could be seen, however, in the vicinity of the railway stations; many were also lodged in restaurants, hotels, schools and other centers of reception. Serious estimates consider that, including the about 30,000 prisoners of war and forced laborers, there were about 100,000 externals inside the city; other sources mention 200,000 people from abroad in the city itself and in the surrounding area.&lt;br /&gt;Some controversies about the number of victims in the past took the form of macabre technical considerations. It was considered possible, for instance, that many people were burned in the firestorm into heaps of ash so small that they could not be found. Fire department experts and forensic medics have in the meantime responded to this question very clearly – hardly a human body burns completely to ashes. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;This means that six digit numbers of victims that have been talked about for decades must be seen as pure speculations&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(grifos meus)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;test&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14761800-114454473716558781?l=backwars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://backwars.blogspot.com/feeds/114454473716558781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14761800&amp;postID=114454473716558781&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/114454473716558781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/114454473716558781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://backwars.blogspot.com/2006/04/guido-knopp.html' title='Guido Knopp'/><author><name>Guilherme Spader</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16819705920755866862</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14761800.post-114135565367928835</id><published>2006-03-02T19:05:00.000-08:00</published><updated>2006-03-02T19:14:13.700-08:00</updated><title type='text'>88mm x 75mm</title><content type='html'>O KwK42 75mm/L70 e KwK36 88mm/L56 foram dois canhões largamente usados pelos alemães nos tanques, respectivamente, PzV Phanter e PzVI Tiger I.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O KwK 42, inicialmente cogitado para equipar o próprio Tiger, foi designado para o Phanter e entrou em operação no início de janeiro. O 88mm/L56 (Tiger I), se tornou disponível em fins de 1942, sendo que alguns exemplares combateram na África.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O KwK42 tinha uma durabilidade apróximada de 2000 disparos, contra 6000 do KwK36. Em contrapartida, o canhão de 75mm era mais barato e fácil de ser produzido:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;KwK 42 x KwK 36&lt;br /&gt;Custo em RM: 12,000 x 18,000&lt;br /&gt;Horas: 1500 x 2500&lt;br /&gt;Aço: 3885 x 5550 kg&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As taxas de penetração AP(armour piercing) do KwK 42 é ligeiramente maior, sendo capaz, inclusive, de atingir alvos a 2000 metros com mais facilidade que o 88mm. Em compensação, o projétil mais pesado do KwK 36 era mais eficiente contra a blindagem mais inclinada à longas distâncias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no quesito HE o 88mm tem vantagem devido ao maior calibre. Um projétil de 75mm continha 640 gramas de explosivo, contra 860 de um 88mm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tamanho do KwK 42 era menor, exigindo uma torre menor e mais leve, o que implica mais agilidade e melhor precisão na hora de operar o canhão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A função básica do KwK 36 não era a capacidade AP, enquanto o KwK 42 tinha seu desenvolvimento voltado exatamente para isso, indo equipar um tanque feito, de fato, para abater outros tanques.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Opinião deste que vos fala: nem sempre o maior calibre é a arma mais potente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;test&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14761800-114135565367928835?l=backwars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://backwars.blogspot.com/feeds/114135565367928835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14761800&amp;postID=114135565367928835&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/114135565367928835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/114135565367928835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://backwars.blogspot.com/2006/03/88mm-x-75mm.html' title='88mm x 75mm'/><author><name>Guilherme Spader</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16819705920755866862</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14761800.post-113725546807493383</id><published>2006-01-14T08:04:00.000-08:00</published><updated>2006-01-14T08:17:48.116-08:00</updated><title type='text'>Semi-lagartas</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.panzerphotos.dk/sdkfz251.html"&gt;&lt;/a&gt; As semilagartas seriam os veículos de tração mista, ou seja, tração dianteira com rodas e tração traseira com lagartas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse veículo foi concebido a partir de estudos feitos na década de 30. Previam os especialistas que os veículos de tração convencional não seriam capazes de acompanhar as forças blindadas por terrenos acidentados, comuns nos campos de batalha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os veículos disponíveis, na maioria caminhões, já patinavam na lama em condições normais (ou seja, fora de combate) e descarregados. No calor do combate, carregado de tropas ou de suprimentos, e ainda com o risco de ser atingido por fogo inimigo, seria impraticável usar esses veículos convencionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa maneira, surgiram os veículos de tração mista, que teriam o objetivo de servir de transporte para a infantaria motorizada (Os Panzergranadier, por exemplo) e também de elemento de ligação e suprimento para os tanques de vanguarda com sua retaguarda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois países usaram largamente os "meia-lagarta": EUA(M3) e Alemanha(Sd.Kfz.251 "Hanomag"). A demanda por esses veículos era grande; a indústria americana conseguiu produzi-los em quantidades suficientes, ao contrário dos alemães, que nunca tiveram os Hanomags em quantidades satisfatórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desempenho desses veículos foi excepcional, cumprindo todos os requisitos para que foram projetados. Além disso, eram extremamente versáteis, podendo, com algumas modificações, desempenhar várias funções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns problemas decorreram por parte dos alemães porque esses veículos tiveram que cumprir uma função tática de batalha, função para qual simplesmente não tinham blindagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas fotos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sd.Kfz.251&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.panzerphotos.dk/sdkfz251.html"&gt;http://www.panzerphotos.dk/sdkfz251.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.panzerworld.net/mspw.html"&gt;http://www.panzerworld.net/mspw.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;M3&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.fightingiron.com/JonsM3/HT-FightingIron_FrontOn.jpg"&gt;http://www.fightingiron.com/JonsM3/HT-FightingIron_FrontOn.jpg&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.fightingiron.com/TownFair/P8200316-a.jpg"&gt;http://www.fightingiron.com/TownFair/P8200316-a.jpg&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.panzerphotos.dk/sdkfz251.html"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;test&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14761800-113725546807493383?l=backwars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://backwars.blogspot.com/feeds/113725546807493383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14761800&amp;postID=113725546807493383&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/113725546807493383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/113725546807493383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://backwars.blogspot.com/2006/01/semi-lagartas.html' title='Semi-lagartas'/><author><name>Guilherme Spader</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16819705920755866862</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14761800.post-113539424759953950</id><published>2005-12-23T19:13:00.000-08:00</published><updated>2005-12-23T19:21:57.000-08:00</updated><title type='text'>Um Feliz Natal!</title><content type='html'>Como esse blog está há tempos demais com o texto ultraconservador do post abaixo, escrito pelo membro da Opus Dei, Padre Jonathan, achei melhor por uma mensagem diferente. Em oposição à lenda do Papai Noel, BackWars ainda assim deseja um Feliz Natal e também uma boa temporada de caça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://69.93.119.51/12062002154459183g.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://69.93.119.51/12062002154459183g.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;test&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14761800-113539424759953950?l=backwars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://backwars.blogspot.com/feeds/113539424759953950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14761800&amp;postID=113539424759953950&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/113539424759953950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/113539424759953950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://backwars.blogspot.com/2005/12/um-feliz-natal.html' title='Um Feliz Natal!'/><author><name>Guilherme Spader</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16819705920755866862</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14761800.post-113401646922289344</id><published>2005-12-07T20:33:00.000-08:00</published><updated>2005-12-07T20:37:27.263-08:00</updated><title type='text'>Moda</title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;Estava eu, há três semanas atrás, numa entrevista de emprego conjunta, daquelas onde são postas pessoas numa sala e duas mulheres começam a fazer perguntas para os entrevistados. Pois bem, foi perguntado meu gosto musical, ao qual respondi serem eles um tanto eclético. Conversa vai, conversa vem, entramos no assunto funk (não me perguntem como) e fui questionado por que não gostava de funk. Acabei por escutar uma das mulheres da empresa me falar que sua filhinha de três anos adorava funk e dançava enquanto escutava. Fiquei horrorizado, pois poderia trabalhar com ela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Indo para casa, me perguntei o porquê realmente todos escutam funk, e cheguei à palavra chave: MODA. Tentei relembrar o que definiria essa moda e, então, lembrei da novela das oito ( que começa ás nove ) e tinha uma patricinha ouvindo funk o dia inteiro, dançando e indo a bailes funk's. Provavelmente isso teria criado essa moda, mas me pergunto se sempre as pessoas a seguiram. A resposta: sim! Nos anos noventa a moda era Dance e Techno, raves enormes, muito néon e gente bonita dançando. Na época dos meus catorze anos, surgiram as “boy bands”, e era aquela febre nos colégios ouvindo os "Backs", o Five e o N'sync. Felizmente, passou rápido, e fomos para o reggae. Verão chegando, todo mundo de verde, amarelo e vermelho dizendo amar o "Bob", alguns sem sequer saber muita coisa (procuraram no Google). As férias foram isso: a mulherada dando em cima dos "Bobs", e eles com seus rastas sem lavar a dias se achando a última bolacha do pacote. Passamos dessa fase e adentramos o ano ouvindo Bonde do Tigrão e suas variáveis, mas que felizmente duraram apenas o verão. E então vieram os rappers. Nossos amigos "Bobs" se tornaram "Eminems" e "50cents" da noite para o dia: todo mundo passou a virar "mano" e usar roupas parecidas. Era o caos? Não, era a Moda! Passamos um bom longo ano ouvindo os “Manos” e para ajudar vendo filmes como "Mais velozes e mais furiosos", que ensinaram a eles que "Tunar" carros era legal. Então começamos a ver os "Manos" andando na rua com seus carrinhos ouvindo rap num volume não muito aceitável. Então veio a desgraça (motivo do inicio deste artigo): o funk. Juro que não acreditei quando liguei a TV um dia e vi um travesti loiro intitulado "Lacraia" rebolando e sendo aplaudido, enquanto um homem, intitulado "MC Serginho" (já sabia que não era um lanche) cantava letras que, no mínimo, deveriam ser proibidas, como a "Eguinha pocotó" e suas derivadas. O ápice foi quando passei pela sala duas semanas depois e vi num desses programas de auditório o concurso "Eguinha pocotó", onde mulheres seminuas dançavam vestindo “tomara-que-caia” para serem eleitas a "Eguinha pocotó" do programa. Admito que eram lindas e foi um prazer olhá-las dançando vendo seus seios saindo da blusa , os quais elas tentavam por de volta; mas fiz isso com a TV no mudo. Então veio a novela, com suas personagens dançando funk em bailes, o que, acho, alastrou a moda e fez surgirem MC's da moita, apenas botando um ritmo numa letra "meia-boca", chamando umas "tchutchucas" para dançar e formando um "Bonde".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Acho que a moda sempre estimulou e vai estimular a maioria. A mídia emprega o que quer, alguém define o que vai fazer sucesso, isso vai para a novela e , pronto, temos nossa Moda sendo feita. Talvez aquela propaganda da MTV: "Desligue a TV e vá ler um livro" seja a melhor, pois atualmente desligar a TV tem sido um descanso, não só pelos programas de nível praticamente inaceitável mas também por esse excesso de gente bonita e sem cultura querendo ditar a moda, e outro excesso de ignorantes querendo copiar. Ao invés de fazer um protesto ou algo parecido, resolvo transformar meus pensamentos em artigos; ao menos eu me divirto escrevendo e não vendo tantas bobagens. A propósito, será que se eu vender minha TV, consigo comprar uma bicicleta? Quem sabe...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;test&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14761800-113401646922289344?l=backwars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://backwars.blogspot.com/feeds/113401646922289344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14761800&amp;postID=113401646922289344&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/113401646922289344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/113401646922289344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://backwars.blogspot.com/2005/12/moda.html' title='Moda'/><author><name>Jonathan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/_YzQaNCpPQOE/STU9Z5VWP4I/AAAAAAAAABo/ySI2jrOdnhs/S220/23.efeito.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14761800.post-113322280381457871</id><published>2005-11-28T16:05:00.000-08:00</published><updated>2005-11-28T16:10:31.156-08:00</updated><title type='text'>Inteligência Google</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;Você chega no colégio em plena quinta-feira, um dia para o fim de semana, combinando futebol e cervejada com os amigos quando aparece aquele professor e larga a frase: "Trabalho para semana que vem!". Pronto, os planos por água abaixo. Noites estudando e fazendo resumos. Então você lembra daquela ferramenta mágica, aquela a que você sempre recorreu nas horas de maior desespero (não, não é sua mãe): o Google. Rápido como uma raposa, você digita o trabalho nele, abre os dois primeiros links, copia o conteúdo e pronto, um fim de semana ganho e de quebra uma notinha a mais no fim do bimestre. O assunto do trabalho pouco importa, pois você já tem sua nota garantida e agora quer mais é beber e aproveitar o fim de semana.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;Imagino quantas vezes isso já não aconteceu com alunos de colégio e curso técnico – onde esse tipo de pesquisa ainda é aceitável. Me preocupo com o que está sendo criado a partir disso. Antigamente, não existia google; as pessoas procuravam em livros, liam a matéria, resumiam, e mesmo não querendo, acabavam aprendendo só pelo fato de copiar. E claro, ainda tinha os conhecidos NERDs, que além de lerem N livros, ainda buscavam mais; eles não copiavam e sim tentavam entender o que estavam falando e algumas vezes até embaraçavam o professor com seus trabalhos. Mas isso não acontece mais; temos hoje em dia o nosso grande amigo Ctrl + C/Ctrl + V que, como num passe de mágica, transfere todo o conteúdo de qualquer site para o Word e pronto, um 10 em menos de 10 minutos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;Ou ainda mais, quando você começa uma discussão em algum fórum on-line, ou MSN mesmo, é onde mais vemos a "inteligência Google" entrar em ação. Você entra num post onde o assunto é informática, Segunda Guerra ou qualquer outro e sempre&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;- digo SEMPRE - haverá pessoas que digitaram o assunto do post no Google, deram uma lida e pronto, se acham um expert no assunto e vão postar, dando uma de "peixe-grande" no fórum. Felizmente, quem realmente entende do assunto e estuda para isso, reconhece um post desses, e simplesmente ignora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;O que assusta é a geração que está sendo criada; uma geração que não gosta de estudar, uma geração que não procura saber, mas sim copiar o que está pronto. Pode não parecer ruim agora, pois é um simples trabalhinho de colégio, mas esses googlemaníacos, esses alunos que não gostam de estudar, essas pessoas de mentes preguiçosas, serão nossos futuros profissionais - e ai meu amigo - é onde se separam os homens dos guris.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;Espero que com o a informática nesse avanço, com o PC popular chegando e os preços de banda larga baixando, os pais tomem consciência de que o método educacional deve mudar; eles devem influenciar e mostrar para os filhos que o computador é uma ferramenta de estudo, e não de trabalhos prontos que não deve ser usado para apenas copiar textos e sim, ler, reler e entender ao invés de copiar os dois primeiros links achados no google, que - por sinal - renderam um zero para o amigo do inicio do texto, aquele que abriu os dois primeiros links, como metade da turma inteira fez e recebeu um belo zero por trabalho copiado.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;test&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14761800-113322280381457871?l=backwars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://backwars.blogspot.com/feeds/113322280381457871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14761800&amp;postID=113322280381457871&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/113322280381457871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/113322280381457871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://backwars.blogspot.com/2005/11/inteligncia-google.html' title='Inteligência Google'/><author><name>Jonathan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/_YzQaNCpPQOE/STU9Z5VWP4I/AAAAAAAAABo/ySI2jrOdnhs/S220/23.efeito.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14761800.post-113223876711610715</id><published>2005-11-17T05:58:00.000-08:00</published><updated>2005-11-17T14:05:34.123-08:00</updated><title type='text'>A Guerra de Um Homem contra Hitler</title><content type='html'>Ao longo da década de 30, diversos artistas do mundo todo e principalmente da Alemanha manifestaram seu repúdio a Hitler e ao nazismo através das artes. A forma de expressão mais comum da época foram as tiras de jornais ou ilustrações de revistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre o grupo todo, o que mais se destaca e merece de forma inconteste o título de inimigo número um de Hitler é John Heartfield. Através de pinturas, ilustrações, caricturas e principalmente fotomontagens, Heartfield atacou impunemente Hitler, seus asseclas e o nazismo durante todo periodo de existência do III Reich.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido em Berlin, em 19 de junho de 1891, Heartfield teve uma infância um pouco conturbada, basicamente por causa dos problemas políticos enfrentados pelos seus pais, o escritor socialista Franz Herzfeld e a ativista política Alice née Stolzenburg. Os envolvimentos políticos de Franz e Alice obrigaram-os a migrar para a Suíça, deixando Heartfield e seus três irmãos com um tio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://img430.imageshack.us/img430/9666/johnheartfieldbig9zp.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand" alt="" src="http://img430.imageshack.us/img430/9666/johnheartfieldbig9zp.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Desde cedo Heartfield demonstrou um dom para as artes. Desde então, seu estudo foi direcionado para essa área. Em 1908, ele mudou-se para Munique para estudar na Köngliche-Bayerische Kunstgewerbeschule (Escola Real de Artes Bávara), onde conheceu Albert Weisberger e Ludwig Hohlwein, duas pessoas que influenciaram a obra de Heartfield.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a Primeira Guerra Mundial eclodiu, Heartfield morava em Berlin. Serviu como soldado até 1915, quando fingiu um colapso nervoso e conseguiu baixa do exército. Seu irmão, Weiland, viria também a ser desligado do exército por insubordinação. Livres do serviço militar, os irmãos passaram a viver em Berlim, onde passaram a manter uma amizade maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1916, uma forte campanha anti-britânica tomava conta da Alemanha, onde lemas como "Deus ataque a Inglaterra" e "Que Deus puna a Inglaterra" eram usados. Em protesto á isso, Heartfield mudou seu nome de nascença, juntamente com diversos amigos seus. De Helmut Herzfeld - seu nome de nascença - ele mudou para Jonh Heartfield, nome pelom qual ficou conhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminada a guerra, Heartfield passou a ter um engajamento político maior. Juntou-se ao Clube Dada de Berlim e ao Partido Comunista Alemão (KPD), apoiou um protesto geral contra a morte de Karl Liebknecht e Rosa Luxemburg que lhe custou o emprego no Serviço Militar de Filmes Educacionais e teve seu jornal banido pelo governo local, indo, então, juntar-se a seu irmão e a George Grosz no Die Plaite - famosa revista política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo da década de 20, o envolvimento político de Heartfield só viria a aumentar, normalmente tomando parte em diversas publicações comunistas, fazendo uso "da fotografia como arma", segundo dizia. De 1931 a 32, Heartfield permaneceu na Rússia, onde ajudou a estruturar diversos jornais comunistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a ascenção de Hitler ao pode em janeiro de 1933, Heartfield se viu obrigado a sair da Alemanha, indo parar na Tchecoeslováquia. De 1933 à 38, participou ativamente de dois encontros anuais de caricturas, em Manes, onde ele se esforçou em especial em atacar Hitler e fazer de tudo para abalar as relações diplomáticas existentes entre a Alemanha e a Tchecoeslováquia, o que, de fato, ele conseguiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a ocupação dos Sudetos, temendo a ocupação total dos nazistas, teve de sair emigrar novamente, dessa vez indo achar abrigo na Inglaterra. Lá chagando, publicou algumas de suas melhores obras na exposição intitulada A Guerra de Um Homem contra Hitler. Com o recrudescimento das hostilidades na França e o envolvimento final do Reino Unido, Heartfield foi internado em um campo de imigrantes por ter ascendência germânica. Em Lutton, Huyton, and York - os campos onde permaneceu - sua saúde declinou drásticamente e a partir de então seu quadro só viria piorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1948, ainda vivendo na Ingleterra, Heartfield recebeu o convite da Universidade de Humbolt, na Alemanha Oriental, para ser professor. Com a ajuda de seu irmão, Wieland e seu antigo amigo Berrolt Brecht, ele se mudou para Leipzig. Anos depois, começaria, através da inciativa de Stefan Heym, o reconhecimento oficial da Alemanha com as obras de Heartfield e sua trajetória de luta contra o nacional-socialismo. Em 1956, foi eleito membro da Academia Alemã de Artes e aos poucos sua obra foi sendo retomada. Em 1957, ocorreu a Heartfield und die Künst der Fotomontage(Heartfield e a Arte da Fotomontagem na Akademie, em Berlin, onde os melhores trabalhos foram expostos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A despeito do seu estado de saúde regular, Heartfield continuou na ativa, indo, inclusive,  viajar para a China. Em 1964, após anos de espera, seu nome adotado em protesto na Primeira Guerra foi reconhecido. Viria a falecer em 1968, com 77 anos de idade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obras de John Heartfield (para associar o título, posicionar o cursor do mouse em cima)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://img478.imageshack.us/img478/9158/johnheartfieldthecrosswasnothe.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand" alt="" src="http://img478.imageshack.us/img478/9158/johnheartfieldthecrosswasnothe.jpg" border="0" /&gt;The Cross was not Heavy Enough&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://img478.imageshack.us/img478/1783/johnheartfieldadolfthesuperman.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand" alt="" src="http://img478.imageshack.us/img478/1783/johnheartfieldadolfthesuperman.jpg" border="0" /&gt;Adolf, the Superman: Swallows Gold and Spouts Junk&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://img478.imageshack.us/img478/269/johnheartfieldgoeringtheexecut.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand" alt="" src="http://img478.imageshack.us/img478/269/johnheartfieldgoeringtheexecut.jpg" border="0" /&gt;Goering, The Executioner of the Third Reich&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://img478.imageshack.us/img478/4585/savegatarian3bw.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand" alt="" src="http://img478.imageshack.us/img478/4585/savegatarian3bw.jpg" border="0" /&gt;Don't be Frieghtened, He's a Vegatarian&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://img478.imageshack.us/img478/2818/johnheartfieldheilhitler5zk.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand" alt="" src="http://img478.imageshack.us/img478/2818/johnheartfieldheilhitler5zk.jpg" border="0" /&gt;Heil, Hitler!&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://img478.imageshack.us/img478/739/johnheartfieldthemurdererscruc.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand" alt="" src="http://img478.imageshack.us/img478/739/johnheartfieldthemurdererscruc.jpg" border="0" /&gt;The Murderer's Crucifix&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://img478.imageshack.us/img478/5403/johnheartfieldmillionsstandbeh.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand" alt="" src="http://img478.imageshack.us/img478/5403/johnheartfieldmillionsstandbeh.jpg" border="0" /&gt;Millions Stand Behind Me&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://img478.imageshack.us/img478/6969/johnheartfieldbloodandiron4yb.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand" alt="" src="http://img478.imageshack.us/img478/6969/johnheartfieldbloodandiron4yb.jpg" border="0" /&gt;Blood and Iron&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://img358.imageshack.us/img358/303/johnheartfieldwar3dp.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand" alt="" src="http://img358.imageshack.us/img358/303/johnheartfieldwar3dp.jpg" border="0" /&gt;War&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://img478.imageshack.us/img478/741/johnheartfieldthethousandyearr.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand" alt="" src="http://img478.imageshack.us/img478/741/johnheartfieldthethousandyearr.jpg" border="0" /&gt;The Thousand Year Reich&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;test&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14761800-113223876711610715?l=backwars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://backwars.blogspot.com/feeds/113223876711610715/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14761800&amp;postID=113223876711610715&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/113223876711610715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/113223876711610715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://backwars.blogspot.com/2005/11/guerra-de-um-homem-contra-hitler.html' title='A Guerra de Um Homem contra Hitler'/><author><name>Guilherme Spader</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16819705920755866862</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14761800.post-113173985908168742</id><published>2005-11-11T12:10:00.000-08:00</published><updated>2005-11-11T12:25:59.783-08:00</updated><title type='text'>Um processo imbecilizante chamado vestibular</title><content type='html'>Escrevo esse artigo em uma sexta feira, após completar aproximadamente dez horas de estudo na semana somente sobre geometria analítica. Foram 193 exercícios de toda minha apostila, somado a mais alguns exemplos feitos em aula e mais outras questões de vestibulares anteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo da semana, estudei também zoologia e o Reino Animalia, desde as características gerais de cada filo até os detalhes mais avançados, como a glândula uropigiana presente nas aves e a importância da linha lateral para o peixe. Outro tema que tratei de estudar foi a formação geológica do Rio Grande do Sul e também eletrólise, com foco na eletrólise aquosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo esse estudo está sendo feito para o vestibular de 2006 da UFRGS, onde meus conhecimentos serão testados. Junto comigo, aproximadamente 3000 candidatos estarão competindo por apenas 140 vagas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais curioso de tudo é o curso que disputo. Não se trata de nenhuma área biológica, bem como dista anos-luz de qualquer matemática. Da mesma forma, sequer conhece a química e da física pouco houve falar. Trata-se do Direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É simplesmente broxante estudar um milhão de coisas sabendo que não vai usar quase nada disso. E o que você realmente precisa no Direito, que seria, partindo do vestibular, História, Português, Redação e alguma geografia política representam uma pequena parte de todo o desempenho, ofuscada por aprofundamentos extremamente avançados em física, matemática e química.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito se argumenta que embora a pessoa não vá mais usar o conhecimento adquirido, é necessário que ela seja testada de forma ampla, avaliando sua capacidade cognitiva. Ou seja, estaria aprendendo por aprender, apenas para ser avaliado nesse quesito. De fato, não discordo disso; acho válido, no entanto, isso deve ser usado com moderação. As coisas têm chegado a níveis imbecilizantes de testar o candidato, apelando para formas de avaliação patéticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo disso é usar sinônimos inimágináveis para coisas triviais. Em uma questão de química, arrotar foi denominado eructação. Em reações eletroquímicas, ao invés de se acumularem em placas, os átomos evoluiriam e o singelo plano cartesiano vira sistema ortogonal de retas. Enfim, por ae seguem as empulhações que acabam tornando tudo uma questão de decorebas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior disso tudo é que o processo avaliativo acaba não selecionando totalmente os melhores. Muitos professores já comentaram isso em aula: todo ano uma penca de pretendentes às vagas de humanas deixa de cursar uma faculdade por não dominarem noções de exatas, o que é um absurdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas mesmo eles não tem noção do processo todo. O vestibular que nossos professores prestaram foram para os cursos pouco concorridos que são as matérias do currículo escolar, como matemática, física, química, história, biologia, etc. Quem passa nos cursos mais difíceis como medicinas, odontos, direito, ciências da computação, nunca vai acabar dando aula em cursinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil existem inúmeras faculdades focadas nas áreas das exatas que não tem no seu vestibular provas de História, Literatura, Geografia, Biologia, etc. É óbvio: a um engenheiro esses conhecimentos são desnecessários. No entanto, o oposto não ocorre: as aáreas humanas são penalizadas com um conhecimento de exatas que só atrapalha na hora da avaliação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao invés de aprimorar o vestibular ou melhorar o ensino básico(como alegam as bancas se defendendo do mau desempenho dos pretendentes), a solução disso tudo é simplesmente aumentar as vagas das universidades públicas ou pagar a faculdade de quem se propõe a se formar no ensino superior. Provas dispostas a selecionar um número gigantesco de pretendentes para um ínfimo número de vagas só beneficia os mais ricos, que tem dinheiro para estudar a vida toda em uma universidade particular e ao fim, cursar um pré-vestibular caríssimo que vai lhe permitir passar na prova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem enriquece mesmo são os donos de cursinho. Sequer o ensino médio ou a educação em geral se beneficia desse proceso. Quem consegue passar no fim acaba achando justa toda essa avaliação e acaba apoiando a perpetuação de um sistema extremamente elitista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milhares de pessoas deixam de fazer faculdade por que, sendo barradas às universidades que deveriam ser publicas, acabam tendo que cursar universidades particulares muitas vezes caras e de baixa qualidade. Como a maioria não tem dinheiro para isso, acaba não cursando nada e ficando à margem do mercado de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem resolver criticar essa situação será chamado de recalcado, pois não passará de um frustrado incompetente que, não tendo inteligência o suficiante para passar na avaliação, acaba se voltando contra a avaliação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo continua na mesma...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;test&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14761800-113173985908168742?l=backwars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://backwars.blogspot.com/feeds/113173985908168742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14761800&amp;postID=113173985908168742&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/113173985908168742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/113173985908168742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://backwars.blogspot.com/2005/11/um-processo-imbecilizante-chamado.html' title='Um processo imbecilizante chamado vestibular'/><author><name>Guilherme Spader</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16819705920755866862</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14761800.post-113132997909113214</id><published>2005-11-06T18:18:00.000-08:00</published><updated>2005-11-06T18:19:39.103-08:00</updated><title type='text'>A Hierarquia do Alfabeto o outras nulidades</title><content type='html'>Ao pensar em escrever esse pequenito(era para ser, cresceu demais) texto, eu tinha apenas um objetivo em mente, que era versar sobre a ordem - por vezes injusta - das letras dispostas no alfabeto. Observando o uso das letras, bem como a frequência com  que elas aparecem a quem escreve, sera interessante propor uma mudança. Esse assunto, de extrema importância para a vida nacional, certamente seria aceito com os mais calorosos vivas no Congresso Brasileiro, onde, na verdade, os políticos já discutem há anos o tema usualmente falando "Questão de Ordem, Sr. Presidente".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, ao imaginar o início desse texto, espontaneamente me veio à mente introduzir a primeira linha com um "Cá estava eu a pensar...". De fato, não sei por que acabei pesnando nisso, nem sei por que sempre que queremos divagar, usamos expressões dos nossos colegas portugueses. Não deixa de ser uma posição cínica, pois um lado gargalhamos com piadas dos lusos, e por outro, copiamos suas expressões para dar alguma seriedade ou passar a idéia de divagar com erudição nas letras, exatamente como eu queria fazer há pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, divagar parece ter se tornado uma moda, um charme, ou mesmo um vício em começar um texto se propondo a falar de algo importante e ir-se perdendo aos poucos, de leve, para então chegar ao clímax do texto, que teria como assunto principal, simplesmente nada(de importante). Para quem escreve, divagar é otimo, afinal, divagando como estou agora, não preciso falar nada de importante mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, voltando ao assunto da ordem das letras, considero-a injusta, ao menos para o idioma português. O exemplo mais gritante é a posição do K no que se poderia considerar a elite das letras. Ao contrário dos seus nobres pares que lhe antecedem, o K só tem algumas funções de pouca importância, como servir de variável K em equações matemáticas onde X e Y já estão ocupados, ser usado em keynesianismo ou começar algum infeliz nome próprio, com a exceção de Kátia, que é legal. Pode-se argumentar que, com o furacão Katrina, o K tenha ganho importância, mas essa fama é tão passageira quando o furacão em si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo minha catilinária, agora me volto contra o J, par indefectível do K. Com certeza deve haver alguma ligação entre esses dois intrusos, talvez uma clara ligação de nepotismo: o K, aspirante da política alfabética, emprega o J, seu poderosíssimo amigo(afinal, Jesus lhe dá um belo cacife), próximo a ele, para se passarem de normais em meio à elite das letras para cada vez mais se diferenciar do rebotalho que habita as últimas posições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ataque das letras mal intencionadas é barrado no G(de Guilherme, evidente), onde o H, outro safado, ficou parado. Devo, no entanto, elogiar certos posicionamentos, como o U, que além de soar mal educado, usualmente acaba sendo afonético. As posições do L, M, N, O e P, também, merecem muitos elogios, pois não estão nem muito na classe alta, nem pertencentes ao nível inferior, sendo, portanto, a classe média do alfabeto, normalmente taxada com muitos impostos, como pagar taxa de perna extra ao N para preceder o P.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está aí, portanto, um importantíssimo debate, como revisar a ordem das letras, sempre divagando sobre, ora misturando assuntos, ora levantando acusações levianas contra as pobres letras. Ou seja, debater tudo, menos o assunto em questão...que é qual mesmo? Ah, sim, os portugueses. Por falar neles, cá estava eu a pensar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;test&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14761800-113132997909113214?l=backwars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://backwars.blogspot.com/feeds/113132997909113214/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14761800&amp;postID=113132997909113214&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/113132997909113214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/113132997909113214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://backwars.blogspot.com/2005/11/hierarquia-do-alfabeto-o-outras.html' title='A Hierarquia do Alfabeto o outras nulidades'/><author><name>Guilherme Spader</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16819705920755866862</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14761800.post-113115284624660119</id><published>2005-11-04T16:49:00.000-08:00</published><updated>2005-11-04T17:07:26.256-08:00</updated><title type='text'>Luz às trevas</title><content type='html'>Bueno, aqui vou contestar algumas tolices ditas por fóruns afora por pessoas que adoram tirar conclusões precipitadas (ou tendenciosas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em negrito estão as colocações equivocadas. Depois vem a minha parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Polônia: depois que mais 30.000 civis alemães foram vítimas de perseguições e de centenas de violações de fronteira por parte dos poloneses e diante do impasse do corredor polonês além da informação de que o exército polonês pretendia invadir Berlin com sua cavalaria (?!) Hitler atacou aquele país, dando início à II GM. A isso, diz-se que Hitler INVADIU a Polônia.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há nenhum trabalho ou estudo históricamente reconhecido que aponte evidências documentais suficientemente relevantes para se chegar a conclusão de que haviam perseguições sistemáticas sendo tocadas contra cidadães alemães.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, a área reclamada pelos alemães era jurisdição da ONu e a reclamação para tal deveria ser feita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, os protestos alemães não assumiram nenhum caráter formal com força diplomática(nem contra a ONU nem contra a Polônia) e só tomaram força anos depois, quando queria se achar uma justificativa plausível para a invasão da Polônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão é que Hitler queria invadir a Polônia e precisava de uma desculpa. Tanto é que a causa oficial foi um "pronunciamento" polônes contra a Alemanha, que foi feito, na verdade, pelos próprios alemães.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ameaças de os Polôneses invadirem Berlim constavam em jornais - normalmente em tiras - e não representavam uma posição(nem disposição) oficial(ou não-oficial) do governo polones. Pelo contrário, a mobilização as forças polonesas se deu a partir da informação de que a própria Alemanha concentrava nas suas fronteiras sua Força Armada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A própria ordem de invadir foi dada e horas depois cancelada várias vezes, e em diversas situações ocorreu de muitas tropas de vanguarda não terem sido informadas do cancelamento e seguir em diante, entrando em combate com as forças poloneses, alertando-as.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, a Alemanha INVADIU sim a Polônia sem motivo justo algum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bélgica: após a declaração de guerra dos Franceses e dos Britânicos em conseqüência do ataque à Polônia (os três países tinham um pacto de cooperação militar que NUNCA foi cumprido), a Alemanha, tendo a Linha Maginot pela frente, simplesmente a contornou pela Bélgica e pegou os franceses com as calças na mão. A isso, diz-se que Hitler INVADIU a Bélgica.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada menos que o Grupo de Exércitos B(von Bock) inteiro entrou na Bélgica. É o equivalente(em média) a 500.000 soldados e uns 1500 AFVs. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;URSS: chegamos ao ponto ! Depois de tomar todas as precauções com o ocidente, Hitler finalmente pode se concentrar na URSS, que já tinha invadido a Polônia e tinha mais de 100 divisões concentradas na fronteira, além de outras 400 que os russos chegaram a ter. Ambos os países tinham um pacto de não-agressão (mais ou menos um pacto entre a raposa e a galinha), e Hitler, sabendo dessa guerra longamente prevista desde os tempos de Nietzsche, atacou primeiro, pra forçar que as batalhas fossem travadas nas estepes e lodaçais da URSS, em vez das largas e pavimentadas ruas da Alemanha, que seria o paraíso pras divisões motorizadas inimigas. A isso, diz-se que Hitler INVADIU a URSS...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A URSS invadiu a Polônia com a anuência alemã, combinada anteriormente. A URSS não teria condições, não tão cedo, de invadir a Alemanha. Mesmo assim, nada justifica o ataque, rompendo um acordo escrito e assinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Da mesma forma que Israel atacou o Egito pra não ser atacado, outros já fizeram isso, MAS, Israel foi "inteligente" e a Alemanha foi "imperialista"  :roll: &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As situações são totalmente diferentes. As motivações são totalmente diferentes. O contexto é totalmente diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querer comparar as duas situações é querer direcionar o raciocínio para uma lógica equivocada, a de que as invasões alemãs foram justas da mesma forma que as de Israel foram.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;test&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14761800-113115284624660119?l=backwars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://backwars.blogspot.com/feeds/113115284624660119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14761800&amp;postID=113115284624660119&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/113115284624660119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/113115284624660119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://backwars.blogspot.com/2005/11/luz-s-trevas.html' title='Luz às trevas'/><author><name>Guilherme Spader</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16819705920755866862</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14761800.post-113070093680489224</id><published>2005-10-30T11:33:00.000-08:00</published><updated>2005-10-30T11:35:36.820-08:00</updated><title type='text'>Hitler e a Economia do Entre-guerras</title><content type='html'>Em 30 de janeiro de 1933, Hitler foi apontado como Chanceler da Alemanha pelo Presidente Hindenburg. No poder, Adolf Hitler finalmente poderia por em prática seus planos para a Alemanha, embora não se saiba exatamente quais eram os verdadeiros planos do então Chanceler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No espectro político, deu-se aumento da repressão política e, após a morte de Hindenburg, o sepultamento da democracia de Weimar. Portanto, em 1934, Hitler era o líder supremo e inconteste da Alemanha, tendo sobre o seu controle todo o Estado, desde a segurança até a economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É no plano economico, no entanto, onde se dão as maiores controvérsias sobre as medidas de Hitler. Por muitos anos, diversos historiadores sustentaram que Hitler havia reerguido a econômia alemã, tirado-a da depressão, suprimido o desemprego, controlado a inflação e criado as bases para o rápido rearmamento alemão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, nada disso aconteceu na sua plenitude. Hitler ascendeu ao poder sem um plano definido - ou se o tinha, não o seguiu - e suas atitudes foram sendo tomadas de acordo com a situação momentânea. O único princípio - e único mesmo - que ele manteve, desde o primeiro dia como Chanceler até seu derradeiro fim, foi manter-se no poder, não importando as conseqüências dessa condição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um de seus primeiros discursos, por exemplo, Hitler pediu ao povo alemão quatro anos para reformar o país e alça-lo á sua antiga posição. Tais promessas se davam em um periodo muito conturbado, não só na Alemanha mas em todo o mundo. Os reflexos da crise de 1929 ainda se faziam presentes e as perspectivas econômicas para o futuro não eram animadoras. Para tal, era necessário mudar e logo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido a crise e á pressa com que as mudanças econômicas foram adotadas, a econômia alemã desenvolveu-se intencionalmente. Seu objetivo básico em 1933-32 era erradicar o desemprego. Para tal, os nazistas estabeleceram políticas de crédito facilitado, altíssimos gastos públicos, frentes de trabalho, erradicação do mercado de trabalho de judeus, imigrantes, eslavos e inimigos políticos do regime, incentivo ao casamento para tirar mulheres do mercado de trabalho e maquiagem de estatísticas. Foi dessa maneira que o já declinante desemprego de 5,6 millhões de pessoas de 33 despencou para 2,5 milhões em 1936 e virtualmente deixou de existir em 1939. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até então liberal, a econômia, no plano interno, passou a sofrer uma forte intervenção do Estado, e em certos aspectos se assemelhando ou sendo igual ás mudanças ocorridas na Rússia a partir de 1917. Um exemplo foi a gradual extinção da econômia de mercado, sendo substituida pelo gerenciamento completo do Estado em todas esferas econômicas. Conselhos, autarquias, escritórios centrais e tantas outras ferramentas passaram a controlar tudo que era produzido e consumido no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora a propriedade privada não tenha sido nacionalizada, a iniciativa passou a ser toda do Estado. Muitas empresas sofreram taxações absurdas e outras foram simplesmente confiscadas. A crescente interferência do govêrno na economia nacional levou ao um ponto em que no ano de 1937, 80% de todos os edifícios construídos na Alemanha e 50% de toda a indústria tinha participação do governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A agricultura não tivera destino diferente. A política de centralizar a produção de alimentos e cortar importações para evitar perda de reservas resultou em aumento de preços. A inflação acumulada até 1935 apontava a subida de preço do trigo (15%), ovos(50%), manteiga(40%), batatas(75%), carnes em geral(50%). No mesmo periodo, o salário do trabalhador alemão permanecia na mesma linha de 1932, ou seja, 18 Reichsmarks, que seria um salário abaixo da linha de pobreza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mesmo periodo, já estava em andamento o rearmamento alemão, que estava exigindo uma assombrosa quantidade de matéria-prima, das quais a Alemanha não tinha condições de suprir. Para tal, era necessário importar, o que causava uma drenagem de divisas insustentável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de Hitler assumir, já haviam planos para a expansão das Forças Armadas, mas eles eram mais sóbrios e organizados. Em 1933, a Alemanha tinha um exército de aproximadamente 100 mil homens, que seria ampliado de 7 divisões para 21. No entanto, já em fevereiro de 1933, Hitler havia dito a von Fritsch para "criar um exército da maior força possível", o que significava carta branca para a ampliação desenfreada. Em 1935, foi anunciado o recrutamento compulsório e a força militar havia passado para 36 divisões, e posteriormente para 71 em 1938. Á época da invasão da Polônia, haviam 103 divisões na Wehrmacht, ou seja, um crescimento de 32 divisões em um ano, apenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expansão das demais armas também foi rápida - e também mais custosa. A produção de aviões, desprezível em 1932, passou para pouco mais de 5.000 aeronaves em 1936. Na Marinha, embora os números não fossem tão impressionantes quanto às demais armas - em parte porque Marinhas de Guerra não surgiam só com pesados investimentos em curtos espaços de tempo - a Kriegsmarine contava com um efetivo cinco vezes maior do que em 1933 e gastando doze vezes mais que no mesmo ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ânsia rearmamentista de Hitler, no entanto, estava exaurindo as reservas alemãs. Em 1938, nada menos que 52% das despesas governamentais e 17% do PNB eram destinados ao rearmamento alemão. Esses gastos eram maiores que os orçamentos da Grã-Bretanha, França e Estados Unidos juntas. As reservas do Reichsbank, em janeiro de 1933, totalizavam 937 milhões de Reichsmarks. Quatro anos depois, em 1937, haviam somente 72 milhões de Reichsmarks.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisando-se tantos indicadores negativos, questiona-se como o regime nazista se sustentaria dessa maneira. A resposta é clara: não se sustentaria nem a médio prazo. Ciente de sua situação, Hitler tinha dois caminhos bem claros a seguir: ir á guerra em busca do que lhe faltava e adiar a solução do problema, que era falta de reservas, mercados, produtos e matérias-primas - ou seja, quase tudo - ou frear os gastos governamentais, cortar despesas, desfazer a burocracia estatal e aguentar a crise que inexoravelmente viria, basicamente na forma de forte desemprego. A segunda opção implicava, quese que com certeza, a queda de Hitler - e ele sabia disso, ciente dos fracassos de seus antecessores, notadamente Muller, Brüning e Papen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, portanto, sabe-se o caminho adotado por Hitler, embora suas intenções já estivessem claras no Mein Kampf. A adoção da guerra e da econômia de guerra foi, portanto, o caminho encontrado para se manter no poder a alcançar seus objetivos. Embora a Alemanha tenha sido a última nação a declarar o estado de Econômia de Guerra, suas ações já vinham perto desse padrão desde meados de 1935, quando, a despeito de inúmeros protestos de Goerdeler (posteriormente demitido) e Schacht (renunciante do cargo de presidente do Reichsbank), Hitler decidira manter as importações tanto de matéria-prima quanto de alimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comportamento deficitário de Hitler havia consumido todas as reservas de moeda estrangeira da Alemanha, e isso explica em parte sua avidez em invadir países vizinhos. A alegação mais conhecida do Anschluss(anexação) era a teoria do Lebesraum(Espaço Vital), preconizada por geopolíticos como Haushofer e Ratzel muitos anos antes de Hitler subir ao poder. Ao Lebesraum estão ligados fatores como novas áreas de produção agrícola, espaço para a população, busca de novos mercados, etc. e parte desses fatores motivaram as invasões alemãs que antecederam o início da Segunda Guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, a principal motivação alemã era um pouco mais simples e prosaica. Precisava-se, mesmo, era de dinheiro para obter matérias-primas para a indústria bélica e armamento. Os planos do Espaço Vital, propriamente, só poderiam ser postos em prática após a eliminação ou neutralização dos inimigos da Alemanha, segundo Hitler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Áustria foi a primeira vítima da expansão nazista. Os alemães dela obtiveram diversas divisões militares que foram incorporadas á Landwehr, 100 toneladas de ouro retiradas do Banco Central Austríaco, bem como toda a moeda corrente do Estado austríaco depositada, que - no valor de $1,5 bilhões de schillings - foi convertida em Reichsmarks.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a pilhagem da Áustria, os nazistas se voltaram para a Tchecoeslováquia. Até ser dominada por Hilter, esse país detinha uma eficiente e invejável indústria bélica, que, em 1935, era a maior produtora e exportadora de armas para o mundo. As reservas de ouro da Tchecoeslováquia eram de aproximadamente 94 toneladas, mas esse montante fora gradualmente transferido para bancos no exterior devido a ameaça nazista. Mesmo assim, o Tratado de Munique garantia um repasse de 14,5 toneladas de ouro tcheco para a Alemanha como forma de compensar a circulação da moeda alemã nos recém anexados sudetos. Outras 23 toneladas de ouro ainda seria pilhadas pela Alemanha em 1939, com a transferência desse montante de contas no exterior para Berlim, passando por Londres, debaixo do nariz de seu complacente governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No campo militar, destacavam-se as fábricas da Skoda, que produziam os tanques LT vz 35(mais tarde Panzer 35(t)) e o TNH P-S(mais tarde Panzer 38(t)). A qualidade desses dois tanques rivalizava com os alemães, e em relação ao último, que em 1938 recém iniciava sua produção, era superior em todos os aspectos ao então principal tanque alemão, o Panzer II.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Panzer 35(t) foi largamente usado na invasão da Polônia, e sem esses efetivos essa invesão teria ocorrido com muito mais dificuldade. Já o Panzer 38(t) seria importante parte da força blindada alemã que, em maio de 1940, cruzaria as Ardenas e contornaria os exércitos aliados. O Panzer 38(t) foi o principal tanque da 7º e 8º Divisão Panzer, sendo a primeira comandada pelo célebre general Erwin Rommel, que sem os excelentes equipamentos que tinha dificilmente teria alcançado resultados tão satisfatórios. As indústrias tchecas ainda supririam a Alemanha até o fim da guerra, produzindo cerca de 1400 Panzer 38(t), outros tantos carros de combate, bem como imprescindiveis toneladas de munição que iriam suprir as armas alemãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Situações semelhantes ainda se repetiriam na Polônia, Dinamarca, Noruega, Holanda, Bélgica, França, Ioguslávia, em menor ou maior grau, variando também a maneira de pilhagem. A diferença entre esses casos é que eles foram invadidos pelos Alemães na base da força, já em estado de guerra. No caso da Áustria e Tchecoeslováquia, essas invasões não perturbaram nem um pouco os aliados. Pelo contrário, contou com a ajuda e mediação dos ingleses e franceses. O caso mais notótio é o tratado de Munique, que entregou as regiões fronteiriças da Tchecoeslováquia para a Alemanha, tornando-a militarmente vulnerável, já que a região dos Sudetos era uma defesa estratégia dos tchecos devido ao seu relevo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, as consequências das políticas econômicas de Hitler o precipitou iniciar uma guerra onde ele deveria conquistar praticamente toda a Europa para satisfazer as necessidades de uma população de 80 milhões de habitantes. O grande erro dos aliados foi não perceber e não dar ouvidos a quem percebeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alexandre, o Grande, já havia dito séculos atrás "Povos foram escravos por que não aprenderam a pronunciar a palavra &lt;em&gt;Não&lt;/em&gt;". Essa máxima nunca foi tão adequada para os conturbados anos 30.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Referências:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;KENNEDY, Paul. Ascenção e Queda das Grandes Potências. Editora Campus. Rio de Janeiro, 1989.&lt;br /&gt;CHURCHILL, Winston Spencer. Memórias da Segunda Guerra Mundial. Editora Nova Fronteira. Rio de Janeiro, 1995.&lt;br /&gt;LUKACKS, John. O Duelo – Churchill x Hitler. Ed. Jorge Zahar Editor. Rio de Janeiro, 2002.&lt;br /&gt;LUKACKS, John. Cinco dias em Londres. Ed. Jorge Zahar Editor. Rio de Janeiro, 2001.&lt;br /&gt;SCHACHT, Hjalmar. Setenta e seis anos de minha vida. Editora 34. São Paulo, 1999.&lt;br /&gt;WYKES, Alan. Hitler. Editora Renes. Rio de Janeiro, 1973.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.axishistory.com"&gt;Axis History Factbook&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.historylearningsite.co.uk/nazis_and_the_german_economy.htm"&gt;Nazis and the German Economy&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www2.sjsu.edu/faculty/watkins/german1.htm"&gt;The Economy of Germany&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.papillonsartpalace.com/nazi.htm"&gt;Nazi Economics  &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://members.tripod.com/~american_almanac/woytins.htm"&gt;The American Almanac&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mises.org/etexts/mises/og/chap9b.asp"&gt;Ludwig von Mises Institute&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.atimes.com/atimes/Global_Economy/GE24Dj01.html"&gt;Asia Times Online&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://news.bbc.co.uk/1/hi/special_report/1997/nazi_gold/35981.stm"&gt;BBC News&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://encarta.msn.com/sidebar_461500439/1938_International_Banking.html"&gt;Encarta&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.oenb.at/en/ueber_die_oenb/bankh_archiv/geschichte_der_oenb/1938_bis_1945/19381945.jsp"&gt;Oesterreichische Nationalbank&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cereview.org/00/11/brown11.html"&gt;Central Europe Review&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;test&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14761800-113070093680489224?l=backwars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://backwars.blogspot.com/feeds/113070093680489224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14761800&amp;postID=113070093680489224&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/113070093680489224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/113070093680489224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://backwars.blogspot.com/2005/10/hitler-e-economia-do-entre-guerras.html' title='Hitler e a Economia do Entre-guerras'/><author><name>Guilherme Spader</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16819705920755866862</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14761800.post-112967971388685989</id><published>2005-10-18T16:54:00.000-07:00</published><updated>2005-10-18T16:55:13.893-07:00</updated><title type='text'>Heterofobia e Racismo</title><content type='html'>O racismo e o preconceito tiveram, no início do século XX até o fim da Segunda Guerra, seu verdadeiro ápice. Desde então, essas duas atitudes tornaram-se condenáveis pela sociedade e pela justiça. No entanto, de nada vale taxar preconceitos e suprimir tais sentimentos se não se sabe suas origens e porque, após anos de conscientização e várias amargas experiências, o racismo ainda encontra espaço na sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autores abordam o racismo focado na origem do relacionamento entre homens e o aparente nascimento do racismo, ainda que inconsciente. Embora o sentimento racista tenha recebido essa nomenclatura muito recentemente, ele é praticado desde os tempos em que os Europeus passaram a explorar o mundo e se deparar com pessoas diferentes. Desde então, o envolvimento de povos com culturas tão distintas passou a ser regido por regras, e a partir delas é que se basearam todos os preconceitos aplicados aos elementos. A base dessa mentalidade baseia-se no Um – o normal, o padrão - e no Outro – o diferente, o inferior, o que não é o Um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A necessidade de estabelecer uma diferença entre os seres é um atavismo impregnado no espírito humano; esse comportamento passou a adquirir proporções maiores quando a relação entre Um e Outro passou a ser crucial para o desenvolvimento de toda uma sociedade e de um modo de vida, ainda que incipiente. A forma que o Um encontra para tornar-se singular é diferenciar-se dos demais elementos, mas sem extingui-lo, pois isso significaria a perda de sua singularidade. Portanto, preso ao paradoxo de manter-se único, o Um necessita do Outro para sê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A relação entre Um e Outro foi, ao longo do tempo, estabelecida em níveis de superioridade e inferioridade, como forma de classificar todos os elementos. É nesse caso que surge, segundo o autor, a necessidade ou a justificativa do Um de subjugar e oprimir o Outro. O exemplo mais claro dessa relação de superioridade foi a perseguição aos judeus que culminou no Holocausto. Baseado em teorias científicas que justificavam sua superioridade, o pretenso arianismo preconizava a aniquilação total dos povos inferiores (eslavos, semitas, etc.). Manifestava-se, portanto, o Um na forma de opressor exercendo sua superioridade sobre o Outro, inferior, diferente.&lt;br /&gt;As péssimas experiências racistas ocorridas ao longo do século incentivaram o surgimento de discursos anti-racistas como forma de combater esse mal. Ainda que perdido e sem uma determinada meta, esse discurso adquiriu grandes proporções e permeia toda a mentalidade atual. A principal justificativa anti-racista elimina o mais forte atavismo do racismo: a diferença entre os elementos. O conceito de raça, usado ao longo do século XX, começou a ser derrubado na década de 70 e hoje é praticamente como uma regra. Essa terminologia prega que não há nenhuma diferença entre qualquer grupo humano e mesmo o conceito de etnia fica cientificamente comprometido. Segundo estudiosos, essa nova teoria não elimina o principal problema, pois inegavelmente existe uma diferença, positiva ou não, importante ou não.&lt;br /&gt;Embora o racismo seja tema freqüente de estudos e teses, suas principais motivações ainda são um desafio a ser superado. A constatação de que o racismo surge na formação intelectual de um indivíduo pode ser um caminho para a explicação de suas razões, bem como uma forma de combatê-lo. Permanece, no entanto, a triste de sina de superar um atavismo de bilhões de anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;test&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14761800-112967971388685989?l=backwars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://backwars.blogspot.com/feeds/112967971388685989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14761800&amp;postID=112967971388685989&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/112967971388685989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/112967971388685989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://backwars.blogspot.com/2005/10/heterofobia-e-racismo.html' title='Heterofobia e Racismo'/><author><name>Guilherme Spader</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16819705920755866862</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14761800.post-112804145052785890</id><published>2005-09-29T17:49:00.000-07:00</published><updated>2005-09-29T17:50:50.533-07:00</updated><title type='text'>Desarmamento</title><content type='html'>Assisti ontem a uma palestra entre Dempsey Magaldi(contra) e Marcos Rolim(á favor).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Magaldi é delegado, dono de uma das maiores escolas de tiro do país e consultor na área de segurança pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcos Rolim foi ex-deputado estadual pelo PT que não conseguiu se reeleger. Viveu um ano na Inglaterra estudando o desarmamento naquele país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No debate, em termos de fluência, Rolim se saiu melhor, até porque tem toda aquela lábia de político. No entanto, nos argumentos, Magaldi - ainda que de forma um pouco trancada - conseguiu mostrar os embustes que vem nesse referendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O incrível disso tudo é que Rolim, ao longo da palestra, não disse que o desarmamento tem como função principal diminuir a violência e sim para evitar mortes que estão fora da esfera da criminalidade, como acidentes domésticos, ações precipitadas, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema do Marcos Rolim é que ele põe a culpa na sociedade em geral por algo que é de atribuição do Estado e de políticos como ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, reagir a um assalto é perigoso. Não reagir também é. O problema não está em reagir e sim em ser assaltado e estar sob a mira de um delinqüente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Armas de fogo em casa causam acidentes, principalmente com crianças. Carros também. Fogões também. Facas, muito mais. Pela lógica do Rolim, pais armados singificam filhos mortos em casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro argumento banal que Rolim afirmou é dizer que, em situações de stress e enfrentamento, pessoas armadas tendem a usar sua arma de maneira precipitada. Segundo Rolim, os brasileiros todos são uns javalis descontrolados que, na primeira incomodação ou discussão, fuzilam o desafeto sem perdão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, ele mostrou dados de países como Inglaterra, Japão e Canadá - por sinal, países bem parecidos com o Brasil - para demonstrar que o desarmamento funciona. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, o Magaldi não refutou totalmente essas besteiras, mas chamou a atenção para fatores muito mais importantes, como a inconstitucionalidade do referendo, a real efetividade do desarmamento e suas consequências sobre quem já tem armas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Legal foi conversar depois, pessoalmente, com o Magaldi e ouvir dele certas histórias engraçadas. Maria do Rosário já afirmou para ele que defende o desarmamento apenas por ser a posição do partido, enquanto Jussara Cony (um dinossauro do PCdoB) o acusou de racismo quando ele disse que "a proibição do comércio de armas vai ser ótima para o mercado negro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, o porte de arma não é o cerne da questão. Aboli-lo ou não definitivamente não vai diminuir a criminalidade nem ajudar a diminuir. Marcos Rolim, um dos maiores apoiadores do desarmamento, concorda com isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;test&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14761800-112804145052785890?l=backwars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://backwars.blogspot.com/feeds/112804145052785890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14761800&amp;postID=112804145052785890&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/112804145052785890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/112804145052785890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://backwars.blogspot.com/2005/09/desarmamento.html' title='Desarmamento'/><author><name>Guilherme Spader</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16819705920755866862</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14761800.post-112770207325382348</id><published>2005-09-25T19:33:00.000-07:00</published><updated>2005-09-25T19:34:33.260-07:00</updated><title type='text'>Bons tempos de jovem</title><content type='html'>O hábito de criticar as novas gerações é algo muito comum. Isso é um assunto muito, mas muito antigo. Numa palestra de um histoiador inglês do qual não lembro o nome, iniciou dizendo algumas frases: "Os jovens de hoje não tem fibra para suportar os desafios que o futuro exige" e "A nova geração não se interessa por coisas importantes e é levada aos prazeres materiais sem se preocupar com as responsabilidades" e mais frases criticando cáusticamente os jovens e as futuras gerações. A platéia, formada por muitos pais e avós, concordou tácitamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, o historiador falou dos autores delas: Platão, Horácio e uma outra havia sido encontrada num vaso babilônico. Ou seja, é uma tradição milenar as gerações mais antigas criticarem as novas, acusando-as de não ter os valores morais, éticos e responsáveis que as gerações antigas tinham. É o velho saudosismo do passado, os "bons tempos". Eu tenho 18 anos e olho para trás e vejo jovens(crianças!) de 10 anos jogando em Lan Houses e me vencendo em jogos de computador. A primeira reação que eu tenho é dizer "essa geração não tem futuro, com 10 anos jogando computador; eu com essa idade tava na praça jogando bola". Ao mesmo tempo meu pai me critica pois com 18 anos eu jogo em Lan Houses enquanto ele, com essa idade, jogava bola na praça. Ou seja, criticar as novas gerações é ser intolerante com as mudanças que ocorrem no mundo. É querer que as coisa sejam para os outros exatamente como era para você no passado. Isso se explica em parte porque temos um atração absurda pelos "bons tempos". Já vi o cumulo de dizerem "bons tempos de Sarney". Credo! Até eu, que não vivi na época, sei que ele foi um desastre. Bons tempos de ditadura, também, é frequente de se ouvir. Em outras situações, as pessoas dizem, "ah, mas naquele tempo não tinha essa robalheira e poca vergonha que existe hoje". Existia sim, só que os defeitos dessa épocas são apagados pelo passar dos anos, sobrando, somente, os "bons tempos".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;test&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14761800-112770207325382348?l=backwars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://backwars.blogspot.com/feeds/112770207325382348/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14761800&amp;postID=112770207325382348&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/112770207325382348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/112770207325382348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://backwars.blogspot.com/2005/09/bons-tempos-de-jovem.html' title='Bons tempos de jovem'/><author><name>Guilherme Spader</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16819705920755866862</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14761800.post-112717908144637737</id><published>2005-09-19T18:14:00.000-07:00</published><updated>2005-09-20T13:48:55.606-07:00</updated><title type='text'>Günther von Kluge</title><content type='html'>Já tinha feito um texto sobre Kluge. Esse é uma versão ampliada e mais completa sobre o personagem. Espero que esteja bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Günther von Kluge foi um importante general alemão da Segunda Guerra Mundial e um grande teórico e incentivador da Blitzkrieg.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido em Poznam, Alemanha, em 30 de outubro de 1882, ele ingressou no exército Alemão e lutou durante a Primeira Guerra Mundial como tenente de uma unidade de artilharia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No período entre guerras, eles ascendeu rapidamente na hierarquia militar, alcançando o posto de coronel em 1930, major-general em 1933 e tenente-general no ano seguinte. Após 1936, Kluge recebeu o comando de um Grupo de Exércitos. Seu interesse por guerra móvel logo aproximou-o de Hitler, o que contribuiu mais na sua ascenção militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, ele foi reconvocado e assumiu o 4º Exército na invasão da Polônia. Em 1940, sob o comando desse mesmo exército, tomou parte na invasão da França e Rússia. Na invasão dessa última - já com o posto de marechal-de-campo obtido em junho de 1940 com 12 doze outros generais - von Kluge tornou-se, em 18 de dezembro, comandante do grupo de exércitos do centro com a destituição de von Bock, após a malograda ofensiva contra Moscou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após assumir o comando na Rússia, ele teve com Hitler ásperas discussões a respeito das exigências feitas ao Grupo do Centro e ás condições sob as quais ele estava submetido. Hitler esperava que Kluge fosse capaz de conquistar Moscou com exércitos congelados sem qualquer condições de se locomover.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 27 de outubro de 1943, von Kluge sofreu um grave acidente de carro. Seriamente ferido, somente pôde voltar à ativa em julho de 1944. No retorno, assumiu o comando das forças alemãs no oeste no lugar do marechal-de-campo Gerd von Rundstedt.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.wilhelm-radkovsky.de/kluge.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://www.wilhelm-radkovsky.de/kluge.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt; Embora não estivesse envolvido no complô contra Hitler, ocorrido em 1944, von Kluge tornou-se suspeito imediato. Ele tinha contatos com os conspiradores desde que tinha assumido o comando do Grupo de Exércitos do Centro, na Rússa, e, á despeito dos freqüentes assédios de Beck, Tresckow e Witzleben, sempre se esquivou do tomar participação ativa nos golpes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kluge tinha esse problema pois havia prestado juramento militar ao Führer e nutria por esse grande admiração, devoção e respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, pesava na sua consciência o fato de perceber que a guerra já estava perdida e que, á despeito de todos os acontecimentos, Hitler não pretendia solicitar um armistício. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa maneira, a existência de Hitler era um impedimento a Kluge para solicitar um armistício ao general Eisenhower. No início da conspiração, ele quase o fez, quando recebeu as notícias do atentado e uma ordem geral de Witzleben, como comandante da Wehrmacht - ordem essa que muito o surpreendeu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora relutasse em participar, Kluge aliou seu destino aos conspiradores. Horas depois, no entanto, recuou rapidamente quando recebeu a notícia de que Hitler não estava morto. Sua medida seguinte foi sustar as ordens já tomadas pelos generais conspiradores em Paris, como a prisão de 2000 membros da SS/SD/Gestapo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A decisão de Kluge foi o principal motivo pelo qual o golpe de 20 de julho não deu certo em Paris. Seu chefe do Estado-Maior, Blumentritt, e tantos outros militares no Ocidente, estavam inclinados a participar, mas precisavam da ordem e da autoridade de Kluge, que, junto com Rommel, poderiam influenciar o desenrolar do golpe na França.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o fracasso do golpe, von Kluge tornou-se suspeito e as investigações feitas pela polícia de Himmler inexoravelmente acabaram envolvendo o nome do marechal-de-campo. A primeira delas veio através do coronel Hofacker, que, submetido á tortura, acabou revelando nomes como o de Kluge, Rommel e Stuelpnagel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A suspeita sobre o marechal-de-campo foi encarada por Hitler de forma pessoal. Ao fazer 60 anos, em 1942, Kluge havia recebido do Führer um cheque de 250.000 marcos (100.000 dólares á taxa oficial de câmbio) e uma licença especial para gastar metade desse montante em melhoramentos na sua propriedade particular. O insulto pessoal à honra de um militar não foi problema para Kluge, que aceitou o presente sem maiores constrangimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A despeito do ressentimento pessoal de Hitler e da desconfiança que sobre ele pairava, Kluge continuou como Comandante-em-Chefe no Oeste. A situação militar da região não era nada agradável. Em 30 de julho, notificou o quartel-general de Hitler: "Toda a frente ocidental foi rompida...O flanco esquerdo desmoronou-se".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hitler, então, já planejava uma contra-ofensiva no Oeste. Ordenou um ataque ás posições aliadas, que ficaria conhecida como a Operação Lüttich. Os resultados dessa operação foram desastrosos e só pioraram as relações com Hitler. A operação estava fadada ao fracasso devido à insistência em se manterem posições insustentáveis (linha Caen-Avranches), em atacar sem condições favoráveis(Operação Lüttich) e de não recuar(bolsão ao redor de Falaise), e não propriamente da qualidade de comando de von Kluge. Quando ficou evidente que os objetivos da operação não seriam alcançados, Hitler ordenou o recuo das tropas e a destituição de Kluge do seu posto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o envio imediato de Model para substituí-lo e a convocação de Hitler a voltar para a Alemanha em 16 de agosto, Kluge pressentiu que seria punido pelo líder nazista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de dar fim à própria vida, no entanto, redigiu a seguinte carta destinada ao Führer: "&lt;em&gt;Quando receberdes estas linhas não existirei mais. [...] A vida nada mais significa para mim. [...] Rommel e eu [...] previmos o presente desenrolar dos acontecimentos. Não nos deram ouvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se o marechal-de-campo Model, que se distinguiu em todas as esferas, dominará a situação. [...] Caso isso não se dê e vossas armas, ás quais dispensais tão grande carinho, não forem coroadas de êxito, tomai então, meu Führer, a decisão de por paradeiro a esta guerra. O povo alemão tem suportado tão incomensurável sofrimento, que é tempo de por um ponto final a esse horror.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre admirei vossa nobreza... Se o destino é mais forte que vossa vontade e vosso gênio, assim também é a Providência. [...] Mostrai-vos agora, também, bastante magnânimo para terminar uma luta sem esperanças, quando necessário. [...]&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hitler leu a carta em silêncio e - segundo declarou Jodl em Nuremberg - entregou-lhe sem comentários. Dias depois, em uma conferência militar, em 31 de agosto de 1944, Hitler, comentou a respeito de von Kluge: "Eu, pessoalmente, o promovi duas vezes, dei-lhe as mais altas condecorações, uma grande propriedade...e uma grande quantia suplementar a seu soldo de marechal-de-campo..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de toda a colaboração e subserviência, Kluge não foi poupado acabou tendo o mesmo fim que os demais conspiradores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cometeu suicídio, perto de Metz, em 19 de agosto, ingerindo cianureto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminava de maneira deprimente a carreira de um brilhante marechal-de-campo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fontes:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;* Ascenção e Queda do Terceiro Reich (4 vol.). Willian L. Shirer. Rio de Janeiro, 1964. Editora Civilização Brasileira S.A.&lt;br /&gt;* O Dia-D - Ponta de lança da Invasão. R.W. Thompson. 1974. Editora Renes.&lt;br /&gt;* Normandia - Do Dia-D á derrocada. David Mason. 1974. Editora Renes&lt;br /&gt;* &lt;a href="http://www.joric.com/Conspiracy/Center.htm"&gt;Conspirancy Center&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;* &lt;a href="http://www.britannica.com/eb/article-9045771"&gt;Encyclopædia Britannica&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;* &lt;a href="http://forum.axishistory.com/index.php"&gt;Axis History Fórum&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;* &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/G%C3%BCnther_von_Kluge"&gt;Wikipedia&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;test&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14761800-112717908144637737?l=backwars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://backwars.blogspot.com/feeds/112717908144637737/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14761800&amp;postID=112717908144637737&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/112717908144637737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/112717908144637737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://backwars.blogspot.com/2005/09/gnther-von-kluge.html' title='Günther von Kluge'/><author><name>Guilherme Spader</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16819705920755866862</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14761800.post-112638840225656501</id><published>2005-09-10T14:29:00.000-07:00</published><updated>2005-09-10T14:40:02.270-07:00</updated><title type='text'>Operation Lüttich</title><content type='html'>Ainda na atmosfera do Dia-D, tropas aliadas se delgadiavam com os alemães para estabalecerem, definitivamente, posições suficientemente sólidas na França. Os comandantes aliados acreditavam que qualquer delize ou desperdício de oportunidades poderia por em risco toda a operação que se inciciara em 6 de Junho. Em meados de julho, os Aliados se depararam com uma frente alemã praticamente desguarnecida. Essa área extendia-se de Carentan até Saint-Lô e foi palco da Operação Cobra, realizada em 25 de julho. Essa operação foi precedida de forte bombardeiro aéreo, o que debilitou mais ainda as fracas defesas alemãs na área. Em 30 de julho, Avranches foi ocupada por tropas do 3º Exército de Patton.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O contra-ataque alemão ocorreu 7 de agosto. Cento e noventa tanques do 67º Corpo Panzer, composto pelas 2º e 116º Divisão Panzer e da 1º e 2º Divisão Panzer-SS tomam parte na Operação Lüttich. Lüttich é a designação alemã para a cidade francesa de Liège.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob o comando de Von Kluge, o objetivo básico da operação era a tomada de Avranches, passando por Mortain. Dessa maneira, Patton ficaria isolado do restante das tropas aliadas. Dias antes de se iniciar a Operação, Hitler contatou Von Kluge e reforçou suas unidades com 60 Phanters e 80 Panzers IV para realizar um contra-ataque muito maior. O 67º Corpo Panzer passaria ao controle do General Eberbach e teria como objetivos, após a tomada de Avranches, a limpeza total da Normandia. Era um plano extremamente arriscado para ser realizado em poucos dias, visto que a situação na região de Mortain era perigosa para os alemães. Como os reforços levariam preciosos dias para alcançarem seus destinos, Kluge convenceu Hitler a abortar o grandioso plano para que a Operação Luttich iniciasse imediatamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basicamente, a operação Lüttich foi um fracasso. No entanto, muitos atribuem o fracasso ao Ultra, unidade britânica de decodificação, que decifrava as mensagens encripitadas dos alemães. &lt;a href="http://ww2photo.mimerswell.com/person/d/army/01022.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://ww2photo.mimerswell.com/person/d/army/01022.jpg" border="0" alt=""/&gt;&lt;/a&gt; A organização das Operações alemãs eram feitas através de telefonemas, telegramas ou mensagens particulares entregues pessoalmente. As ordens dadas por rádio* capazes de serem descobertas* ocorriam quando os comandantes davam a orden de ataque para as unidades. O Ultra captou mensagens referentes ao ataque no fim do dia 6. Essas mensagens foram decodificadas e chegaram à frente de batalha somente na manhã do dia 7, horas depois de o ataque alemão ter se iniciado. Dessa maneira, o Ultra não conseguiu alertar a tempo todas as unidades da linha de frente. No entanto, Bradley suspeitava de algum ataque devido as informações retirdas de informes de campo. Unidades de infantaria passaram a tomar as posições em torno de Mortain, o que significa um possível ataque. Dessa maneira, companhias equipadas de rifles anti-tanque foram despachadas para Mortain a fim de reforçar as defesas da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os combates da Operação Lüttich ocorreram durante quatro dias, nas localidades de Mortain, Romangny(à SO), Barenton(á SE) e Bion(à SSE). O grande foco de resistência e o fato mais marcante dessa batalha foi a defesa tenaz da colina 314, localizada à leste de Mortain. Essa colina em nenhum monento foi tomada pelos alemães. A partir dessa posição, apenas um batalhão e uma companhia de rigles anti-tanque, juntamente com remanescentes de outras unidades, foi capaz de segurar 3 divisões Panzer e mais de 5 batalhões de infantaria, totalizando algo em torno de 100 tanques e 1200 soldados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As primeiras movimentações do ataque começaram a ocorrer às 22h do dia 6 de agosto, quando a 2º Divisão Panzer SS "Das Reich" começou a tomar posição nas estradas em volta de Mortain. Horas preciosas foram perdidas devido às más condições das estradas adjacentes, a maior parte delas incapazes de aguentar os pesados PzKpW IV e PzKpw V Phanter. O ataque inicial seria feito pelo 3º Regimento Panzer Granadier "Der Fuhrer", mas teve que aguardar à beira da estrada a passagem dos tanques Panther, que tinham prioridade no percursso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As hostilidades começaram às 5h do dia 7, quando as unidades do primeiro batalhão do regimento Das Führer partiram para o ataque. &lt;a href="http://img157.exs.cx/img157/144/mortain127me.gif"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://img157.exs.cx/img157/144/mortain127me.gif" border="0" alt=""/&gt;&lt;/a&gt; De início as tropas alemãs sofreram pesadas perdas, pois os atrasos causados pelos engarrafamentos tiraram todo o elemento surpresa da operação, mais ainda do que ela já estava revelada. A cidade foi tomada às 10h e os batalhões aliados remanescentes buscaram abrigo na colina 314. De lá, os americanos tinham uma vista perfeita sobre toda a área de combate. Um grupo de combate formado pelos elementos da 17º Divisão SS Panzer Granadier tentou tomar a colina, mas não obteve sucesso. A colina foi atacada várias outras vezes durante os combates, mas resistiu a todos ele. Enquanto isso, após a tomada de Mortain, Unidades Das Führer avançaram contra Romangny e tomaram a cidade às 13h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://img157.exs.cx/img157/6166/mortain30yz.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://img157.exs.cx/img157/6166/mortain30yz.jpg" border="0" alt=""/&gt;&lt;/a&gt; Ainda absorvendo os choques do ataque alemão, os aliados lançaram uma série de contra-ataques usando recursos e tropas imediatamente dipsoníveis. Ás 15h, os americanos atacaram Romangny com artilharia e ataque de caças-bombardeiros Typhoon, sem obter muito sucesso devido a forte neblina. Em 9 de agosto, os Americanos tentaram novo ataque com Shermans, mas foram repelidos com pesadas baixas. No mesmo dia, outro ataque foi realizado contra Bion e Barenton, sem sucesso. No dia seguinte, tropas americanas tentaram retomar a cidade, mas foram rechaçadas de suas posições. Diversos contra-ataques foram desfechados contra posições alemãs recém-tomadas, mas nenhuma consegue romper as linhas alemãs. Apesar de as posições alemãs estarem consolidadas, os alemães estavam na defensiva e longe do seu principal objetivo, Avranches, à 32km de Mortain.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 11, após forte insistência de von Kluge junto á Hitler, os alemães se retiraram da cidade de Mortain. As baixas foram altíssimas, girando em torno de 150 tanques e mais de 2000 homens. Várias peças de artilharia e veículos foram destruídos e os escassos suprimenos foram desperdiçados. O desfecho da Operação e os acontecimentos posteriores a ela foram desastrosos para os alemães. Além de não ter alcançado seus objetivos, as unidades alemãs ficaram expostas a um cerco, que começou a ocorrer já no dia 7, com a Operação Totalize, desfechada, na sua maioria, com tropas canadenses. Embora não fosse seu objetivo inicial, essa operação acabou sendo a principal movimentação que iria resultar no cerco de Falaise (ou cerco de Chambois). Com a Operação Lüttich, Hitler havia tentado sua última jogada para impedir a avalanche aliada na Europa. E perdeu estrondosamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fontes:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;* Memórias da Segunda Guerra Mundial, de Wiston S. Churchill&lt;br /&gt;* O Dia-D - Ponta de lança da Invasão. R.W. Thompson. 1974. Editora Renes.&lt;br /&gt;* Normandia - Do Dia-D á derrocada. David Mason. 1974. Editora Renes&lt;br /&gt;* &lt;a href="http://forum.axishistory.com/index.php"&gt;Axis History Fórum&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;* &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Main_Page"&gt;Wikipedia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;* &lt;a href="http://www.pbs.org/wgbh/amex/dday/m"&gt;Americam experiêncie D-Day&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;* &lt;a href="http://www.dasreich.ca"&gt;Site oficial da divisão "Das Reich"&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;* &lt;a href="http://www.normandybattlefields.com/battle_sites.htm"&gt;Normandy Battlefield Tours&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;* &lt;a href="http://www.30thinfantry.org/about.shtml"&gt;Site oficial da 30º Divisão de Infantaria&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;test&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14761800-112638840225656501?l=backwars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://backwars.blogspot.com/feeds/112638840225656501/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14761800&amp;postID=112638840225656501&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/112638840225656501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/112638840225656501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://backwars.blogspot.com/2005/09/operation-lttich.html' title='Operation Lüttich'/><author><name>Guilherme Spader</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16819705920755866862</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14761800.post-112559823962057887</id><published>2005-09-01T11:04:00.000-07:00</published><updated>2005-09-01T11:10:39.626-07:00</updated><title type='text'>1º de Setembro de 1939 - Começa a Guerra</title><content type='html'>&lt;strong&gt;A invasão da Polônia pelas tropas de Hitler marcou o começo da Segunda Guerra Mundial, na madrugada de 1º de setembro de 1939. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Alemanha, derrotada na Primeira Guerra Mundial, havia perdido seus territórios ultramarinos, a Alsácia Lorena e parte da Prússia. As altas indenizações impostas pelos Aliados causaram o colapso da moeda e desemprego em massa, fatores que, explorados pelos nazistas, contribuíram para o fortalecimento de Hitler no poder (assumido em 1933).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As relações entre a Alemanha e a Polônia já eram tensas desde a República de Weimar. Nenhum governo do Reich e nenhum partido alemão concordavam com a nova delimitação da fronteira leste do país (com um corredor polonês, neutro, unindo o país com a Prússia Oriental), imposta no Tratado de Versalhes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambicionando as matérias-primas da Romênia, do Cáucaso, da Sibéria e da Ucrânia, Hitler começou a expansão para o Leste. Embora as potências ocidentais temessem o perigo nazista, permitiram seu crescimento como forma de bloqueio ao avanço comunista soviético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.dw-world.de/dw/article/0,1564,619968,00.html"&gt;Deustche Welle&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+++&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Quando o Parlamento se reuniu á noite, ocorreu um debate curto mas muito acirrado, no qual o pronunciamento contemporizador do primeiro-ministro foi mal recebido pela casa. Quando o sr. Greenwood se ergueu para falar em nome da oposição trabalista, o sr. Amery gritou-lhe dos bancos conservadores: "Fale pela Inglaterra!" Isso foi recebido com altos vivas. Não havia dúvida de que a inclinação da Câmara era favorável á guerra. Cheguei mesmo a considerá-la mais resoluta e unida do que na cena semelhante, em 3 de agosto de 1914, do qual eu também havia participado.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CHURCHILL, Winston Spencer. Memórias da Segunda Guerra Mundial. Rio de Janeiro, 1995, Editora Nova Fronteira. p. 187.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+++&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ao raiar do sol, no dia 1.º de setembro de 1939, exatamente na data que Hitler fixara em 3 de abril, ao dar as suas primeiras ordens referentes ao "Caso Branco", os soldados alemães transpassaram a fronteira polonesa e convergiram sobre Varsóvia pelo norte, sul e oeste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observei que o povo nas ruas mantinha-se calmo, apesar das notícias que o assaltavam pelo rádio e pelas edições extras. Do Hotel Adlon, via-se passar uma massa de operários que se dirigia para o trabalho no novo edifício da I.G. Farben como se nada tivesse acontecido. Nenhum abandonou as suas ferramentas para comprar as edições extras dos jornaleiros que ás vezes passavam correndo e gritando notícias. Talvez, como pensei, o povo alemão estivesse simplesmente atônito, ao levantar-se nesta primeira manhã de setembro, por achar-se envolvido numa guerra que eles estavam convencidos que o Fuhrer evitaria. Não podiam acreditar que isso tivesse acontecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que contraste, não se podia deixar de notar, entre esta indiferença e a maneira pela qual os alemães foram á guerra em 1914. Naquela época houve um entusiasmo quase selvagem. A multidão nas ruas realizava manifestações delirantes, atirava flores sobre as tropas em marcha e ovacionava freneticamente o Kaiser Guilherme II, Comandante Supremo de Guerra.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SHIRER, Willian S. Ascenção e Queda do Terceiro Reich, vol. 2. Rio de Janeiro, 1964. Editora Civilização Brasileira S.A. p. 442.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+++&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;test&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14761800-112559823962057887?l=backwars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://backwars.blogspot.com/feeds/112559823962057887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14761800&amp;postID=112559823962057887&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/112559823962057887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/112559823962057887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://backwars.blogspot.com/2005/09/1-de-setembro-de-1939-comea-guerra.html' title='1º de Setembro de 1939 - Começa a Guerra'/><author><name>Guilherme Spader</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16819705920755866862</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14761800.post-112518046103122482</id><published>2005-08-27T15:05:00.000-07:00</published><updated>2005-10-09T09:51:04.943-07:00</updated><title type='text'>Blitzkrieg alemã na Invasão da França</title><content type='html'>Na manhã sombria de 10 de maio de 1940 os alemães deslancharam sua força militar sobre a França com o objetivo de dominá-la por completo, o que foi alcançado em 25 de junho, com a assinatura do armistício francês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Batalha da França é o verdadeiro clímax da Blitzkrieg alemã, onde ela esteve no seu ápice tático e estretégico, contrastando com a &lt;strong&gt;hoje&lt;/strong&gt; visível defasagem não só francesa mas também aliada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, existem considerações importantíssimas a respeito dessa batalha que servem para explicar o desenrolar posterior dos acontecimentos bélicos que iriam ocorrer no teatro europeu de guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os alemães tinham completo domínio da Blitzkrieg, desde sua concepção tática no campo de batalha á estratégia geral de uma invasão relâmpago. O que acontece é que os alemães nunca tiveram produção suficiente para suprir a demanda do seu exército. É por isso que a tração hipomóvel, por exemplo foi usada até o fim da guerra, pois sempre havia falta de veículos que substituissem os equinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, a indústria alemã em nenhum momento (em nenhum mesmo), conseguiu satisfazer a demanda pelos SdKfz. 251, que era um veículo extremamente versátil e perfeitamente adequado ás táticas alemãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O StuG, mais tarde desenvolvido, foi outro exemplo da falta de produção alemã. Baixo, veloz, bem armado, o StuG foi desenvolvido para dar apoio aproximado á infantaria, o que fazia muito bem devido ás suas diminutas dimensões. Com a necessidade de ter mais veículos anti-tanques, os StuGs produzidos passaram a ter canhões anti-carro, de maneira que a infantaria ficou sem o seu carro de apoio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, são vários os exemplos onde os alemães tinham bons projetos, tinham um bom comando, tinham boas tropas mas não tinham a produção industrial adequada para suprir as demandas de batalha. E essa circustância não começou a ocorrer quando os aliados começaram a bombardear a Alemanha e sim já em 1939, no início da guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tomada da França, por exemplo, se deu basicamente com forças blindadas tchecas tomadas em 1938. Alguns historiadores afirmam que o cerco alemão ás tropas aliadas não teria ocorrido sem os Panzer 38(t).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;test&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14761800-112518046103122482?l=backwars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://backwars.blogspot.com/feeds/112518046103122482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14761800&amp;postID=112518046103122482&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/112518046103122482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/112518046103122482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://backwars.blogspot.com/2005/08/blitzkrieg-alem-na-invaso-da-frana.html' title='Blitzkrieg alemã na Invasão da França'/><author><name>Guilherme Spader</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16819705920755866862</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14761800.post-112454857257548204</id><published>2005-08-20T07:33:00.000-07:00</published><updated>2005-08-20T07:36:12.580-07:00</updated><title type='text'>Os Vencedores da Guerra</title><content type='html'>O grande historiador Décio Freitas, já falecido(e faz falta!), escreveu certa vez um artigo na Zero Hora sobre o desfecho da Segunda Guerra, que é bem interessante sobre a maneira que ele argumentou. Até hoje me penitencio por não ter guardado esse texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro deve-se atentar para dois tipos de vitória, a militar e a econômica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da Segunga Guerra, o único vencedor, nesses dois aspectos, segundo Décio Freitas, foram realmente os EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;URSS venceu militarmente, mas após o conflito se viu forçada a combater na Guerra Fria, o que ela não tinha condições. O resultado foi a derrota que, embora tenha demorado a acontecer, já tinha um final certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alemanha, a grande perdedora militar, teve um espantoso crescimento no pós-guerra e seu PIB ultrapassou os valores antes da guerra em aproximadamente vinte anos. Não demorou muito a se tornar novamente uma potência européia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o Japão foi diferente. Bastaram 10 anos e seu PIB já se equipavarava ao que ele era em 1941, sem contar que á essa data ele já era uma potência econômica de respeito. Cabe salientar que em 45 o Japão tinha duas cidades dizimadas e uma população de 80 milhões de habitantes passando fome, sem nenhuma perpesctiva de poder abastecê-la com a produção interna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da França pode-se dizer que ela perdeu duplamente, pois se viu ocupada militarmente e depois libertada por terceiros. Enfraquecida, começou a perder suas colônias além mar e ver sua influência na geopolítica diminuir drásticamente. Os fiascos na Indochina e Argélia só provam que embora os franceses tenham tentado, não conseguiram manter seus domínios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Inglaterra, vencedora no campo militar, também não se saiu bem no pós-guerra. Seriamente abalada pelos gastos da guerra, teve ainda que arcar com os custos de uma forte ocupação militar na Alemanha, bem como manter sua poderosa força militar permanentemente ativada, o que representou sucessivos déficits nas suas contas. Embora o Império Britânico estivesse já em declínio ao início da Segunda Guerra, esse conflito marca definitivamente o fim de seu longo reinado, posição essa conscientemente passada aos EUA em nome da própria sobrevivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma certa lógica em toda essa análise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os países derrotadas viraram uma espécie de campo de batalha ideológico entre Comunismo e Capitalismo, onde valia a influência geopolítica. Os americanos derramaram dinheiro nos países derrotados por muitos motivos, mas o principal deles era tornar esses países fortes e independentes para que não sucumbissem ao comunismo, como já estava acontecendo com os países da Cortina de Ferro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já aos países vencedores, não havia essa necessidade, de maneira que seguiram a seus próprios pés e só se reergueram mais tarde, com muito custo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, soa irônico, mas os vencedores do pós-guerra foram aqueles derrotados militarmente; e como dizem alguns radicais anti-americanos, "humilhados".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem dera ser assim humilhado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;test&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14761800-112454857257548204?l=backwars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://backwars.blogspot.com/feeds/112454857257548204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14761800&amp;postID=112454857257548204&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/112454857257548204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/112454857257548204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://backwars.blogspot.com/2005/08/os-vencedores-da-guerra.html' title='Os Vencedores da Guerra'/><author><name>Guilherme Spader</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16819705920755866862</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14761800.post-112414301155110674</id><published>2005-08-15T14:51:00.000-07:00</published><updated>2005-08-15T14:56:51.556-07:00</updated><title type='text'>Pausa para a poesia</title><content type='html'>* Minha veia de poeta...dando uma de Boca do Inferno. Ao menos é atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que não falta a quem governa? ... Soberba&lt;br /&gt;Que mais pela arrogância? ... Intolerância&lt;br /&gt;E por que não somem então? ... Mensalão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para bem roubar e dizer não&lt;br /&gt;Onde mais a grana exalta&lt;br /&gt;Num país onde não falta&lt;br /&gt;Soberba, Intolerância e Mensalão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que fazem os que acusam? ... Excusam&lt;br /&gt;O dinheiro a que roubam? ...Subornam&lt;br /&gt;E o que a todos prometiam? ... Desviam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que não pagam atrasados? ... Deputados&lt;br /&gt;Não negam sem pudores? ... Senadores&lt;br /&gt;E quais são os preferidos? ... Ministros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais assusta, é sinistro&lt;br /&gt;No país somente de eleição&lt;br /&gt;Os verdadeiros ladrões são&lt;br /&gt;Deputados, Senadores e Ministros&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;test&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14761800-112414301155110674?l=backwars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://backwars.blogspot.com/feeds/112414301155110674/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14761800&amp;postID=112414301155110674&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/112414301155110674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/112414301155110674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://backwars.blogspot.com/2005/08/pausa-para-poesia.html' title='Pausa para a poesia'/><author><name>Guilherme Spader</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16819705920755866862</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14761800.post-112386774634845108</id><published>2005-08-12T10:26:00.000-07:00</published><updated>2005-08-12T10:36:22.156-07:00</updated><title type='text'>Mouse de bolinha - onde você vai parar?</title><content type='html'>*Ae, um texto mais relax...pra não ficar só na História.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente troquei meu mouse analógico por um óptico, sem alarde. Embora seja uma troca aparentemente desimportante, eu fico abismado com essa desimportância. O mouse foi o principal fator que tornou o computador acessível a leigos(tanto que existem pessoas que se orgulham de saber atalhos de teclado) e por anos esteve ao nosso lado, quieto e obediente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada dia novas tecnolgias são lançadas e boa parte delas é altamente noticiada nos nossos ouvidos. Existem programas que acompanham a vida de bebês, por exemplo, passo a passo e por um bomm tempo. O mesmo acontece com certos robos projetados no Japão, que com o passar dos anos vão ficando cada vez mais inteligentes a adquirindo casa vez mais habilidades. Ambos evoluem. A única diferença é que a evolução robótica desperta muito mais interesse do que a vida de um bebê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mouse, propriamente, também evoluiu, mas o mouse de bolinha não. Ele foi abolido por esse dispositivo incrivelmente inssosso, aparentemente imcompreensível. Diferente da bolinha. Seu movimento fricciona os eixos e um pequeno sensor detecta os giros, reproduzindo o movimento. Você vê isso. Esse mecanismo é como nós, mecânico e visível. Até precisava de nossa ajuda para limpar a poeira acumulada em seus eixos. Pode-se alegar que isso é um trabalho extra que o mouse luminoso não tem; realmente é, mas é um trabalho prazeroso, onde você faz a manutenção do seu próprio mouse, tornando-o mais eficiente. Esse trabalho é infinitamente melhor do que ver seu mouse de luzinha não funcionar e você não poder fazer nada, a não ser levá-lo para o seu técnico, do qual você pouco simpatiza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, encerra-se uma era em que muitas coisas não funcionavam, menos o mouse. Sempre presente e levando sucessivas pancadas, ele sempre prestou seu serviço. Hoje nossa raiva tem que se dirigir a outra coisa, pois o mouse óptico é delicado e não aceita carinho algum. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, no futuro, eu diga aos meus filhos que eles nunca usaram um mouse de bolinha. Talvez eles até perguntem o que seria um mouse, visto que, da maneira que tratamos as nossas relíquias, é possível que o mouse seja logo destituído de seu posto e seja realocado para a prateleira dos medalhões, só citado em crônicas saudosistas de tempos que na verdade ficam bons só para render um texto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;test&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14761800-112386774634845108?l=backwars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://backwars.blogspot.com/feeds/112386774634845108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14761800&amp;postID=112386774634845108&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/112386774634845108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/112386774634845108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://backwars.blogspot.com/2005/08/mouse-de-bolinha-onde-voc-vai-parar.html' title='Mouse de bolinha - onde você vai parar?'/><author><name>Guilherme Spader</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16819705920755866862</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14761800.post-112380553113348328</id><published>2005-08-11T17:09:00.000-07:00</published><updated>2005-08-11T17:12:11.140-07:00</updated><title type='text'>Causas da Segunda Guerra</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Causas da Segunda Guerra Mundial&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Never, never, never believe any war will be smooth and easy, or that anyone who embarks on the strange voyage can measure the tides and hurricanes he will encounter. The statesman who yields to war fever must realize that once the signal is given, he is no longer the master of policy but the slave of unforeseeable and uncontrollable events." &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Sir Winston Churchill &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum conflito influenciou tanto o mundo quanto à Segunda Guerra. No entanto, considerando a recíproca verdadeira, nenhum conflito foi tão Influenciado no mundo quanto esse. Os diversos fatores que atuaram antes, durante e depois do conflito impingiram um toque peculiar à maneira de se guerrear e nos seus reflexos na percepção de mundo na época. Portanto, se a Segunda Guerra alterou o panorama mundial, ela própria também teve seu destino alterado por uma imensidão de fatos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro e mais influente é a unificação tardia da Alemanha. Á medida que a Europa saía do Feudalismo, o poder começava a se concentrar na figura do Rei, em detrimento do nobre feudal. Sobre a égide da nobreza real, começaram a se formar os Estados Absolutistas, sendo Portugal o primeiro deles, no Séc. XIV. A organização política do Estado é importante, pois foi ele quem financiou, posteriormente, as grandes navegações, que expandiram os horizontes do mundo e alteraram profundamente o modo de vida na Europa. Logo depois de Portugal, França, Inglaterra, Espanha e Holanda se unificaram e, assim como os portugueses, também passaram a financiar expedições mundo afora para a obtenção de metais preciosos, o padrão de poder vigente. Enquanto esses países seguiam nas suas explorações colonialistas, Alemanha ainda engatinhava na formação de seu Estado moderno e forte, pois ainda predominavam pequenos estados independentes, com pouca união política. Os primeiros passos começaram com a liga Hanseática, um importante vetor de influência na Europa setentrional. Após isso, ocorreu a fundação da Igreja Protestante, ocorrida em 1530, que resultou na Guerra dos Trinta Anos (1618). Esse conflito debilitou ainda mais os Estados germanos e quando Napoleão invadiu a região, não houve como resistir. Com a queda de Napoleão, adveio a Confederação Germânica, que aproximou mais os Estados alemães, embora esse fenômeno tenha sido bem limitado. A fundação do Império Alemão só veio com Bismarck e a vitória na Guerra Franco-Prussiana, em 1871. Embora tenha se estabelecido fortemente, o Império Alemão somente se unificava quase 300 anos depois de Portugal, Franca, Espanha e Inglaterra. Restavam, agora, poucas colônias a serem exploradas, visto que todas elas eram possessões imperiais européias. Isso foi causa de muito atrito entre a Alemanha contra as demais potências européias e consiste na principal causa econômica da Segunda Guerra, uma vez que tem suas raízes na formação do capitalismo, ainda mercantil. Nesse quesito podemos incluir também as teses do Espaço Vital e a Geopolitik alemã(mais antiga), que calcaram seus princípios a partir do estudo da Alemanha inserida no contexto europeu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda na esfera política, as causas mal-resolvidas da Primeira Guerra também foram determinantes para o início, pois criaram condições políticas turbulentas o suficiente para a ascensão de um Hitler. Parte da crise alemã se deve a incapacidade aliada de perceber seus erros na conduta de pós-guerra, no entanto, não foi somente o Tratado de Versalhes que determinou essa mudança. A mentalidade política da época, principalmente seus pensadores, pregavam que o Estado deveria ser forte, autoritário, rígido e conservador, sendo obrigação do cidadão trabalhar pela Nação. Esse ideal nacionalista não era novo, mas assumia agora um caráter muito forte, principalmente na Primeira Guerra, quando o nacionalismo das potências beligerantes havia adicionado o fator ódio ao conflito militar. A população civil, na Primeira Guerra, teve papel determinante no ímpeto com que seus países combateram. Dias antes do início das mobilizações bélicas, os desfiles militares atraiam multidões ensandecidas que veneravam os soldados e compartilhavam do ideal comum de aniquilar o inimigo. Isso ocorreu tanto na Alemanha quanto na França. Ao fim da guerra, esse ódio ainda era forte e todo esse sentimento se traduziu no Tratado de Versalhes. Ao fim da guerra, portanto, a Alemanha encontrava-se em crise, dividida e sem um governo legítimo. O surgimento da República de Weimar, do ponto de vista econômico e até político, conseguiu aplacar as pretensões de grupos radicais. Seu primeiro teste ocorreu em 1923, quando a Alemanha não conseguiu pagar suas reparações de guerra e sua moeda desvalorizou-se violentamente. Nesse ano uma série de protestos tanto de esquerda quanto de direita (putsch nazista, revolta do Rühr, putsch de Kapp) botou em cheque a República de Weimar. A ascensão de Streseman como primeiro-ministro, o estabelecimento do Rentemark - uma moeda de transição para o Reichsmark -, o Plano Dawes e a austeridade dos gabinetes sucessores contribuíram em muito pela estabilização política e econômica da Alemanha até 1929. Ao contrário do que se afirma, a República de Weimar foi eficiente econômica e politicamente e acabou sucumbindo por uma crise que derrubou o mundo todo. Até 1929, o Partido Nacional-Socialista, bem como os comunistas, vinham perdendo espaço na política alemã. Foi só com a crise que Hitler conseguiu a popularidade que lhe levou ao poder sem ter sido eleito pelo voto popular. É importante salientar que Hitler nunca foi eleito para a Presidência alemã e tornou-se primeiro-ministro após sucessivos gabinetes incompetentes. Portanto, a República de Weimar não foi propriamente a causa de Segunda Guerra. Os reais motivos foram o Tratado de Versalhes e em muito maior grau a crise de 1929, que criou condições que antes não haviam para a meteórica ascensão nazista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, não só motivos econômicos e políticos influenciaram a guerra. Uma novidade inaugurada na Segunda Guerra foi a grande amplitude que pequenos motivos alcançaram. Os aspectos pessoais de Hitler, por exemplo, podem ter tido uma influência muito grande na conduta de guerra. É possível que a má vontade dos áulicos da Academia de Belas-Artes de Viena, quando recusaram seu pedido de ingresso, tenham em Hitler causado um ódio tão grande que o fez desistir da carreira. Claro que não se quer, aqui, por a culpa nos artistas austríacos, e sim demonstrar como um pequeno ato pode causar repercussões tão grandes. Se tivesse se tornado um artista, Hitler nunca seria primeiro-ministro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem muitos outros fatores também importantes, mas que não foram determinantes a ponto de sozinhos, causarem o conflito nas proporções que ele aconteceu. Fatos isolados, por exemplo, não eram capazes de causar um conflito enorme, como hoje, talvez, seja possível. A compreensão do contexto político, no entanto, é muito mais importante do que a análise de fatos isolados, pois, afinal, uma gota de exceção não contamina um oceano inteiro de certezas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guilherme Spader &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências Bibliográficas:&lt;br /&gt;* KENNEDY, Paul. Ascensão e Queda das Grandes Potências. Editora Campus, 1989 &lt;br /&gt;* VICENTINI, Cláudio. História Geral. São Paulo, 1997.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;test&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14761800-112380553113348328?l=backwars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://backwars.blogspot.com/feeds/112380553113348328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14761800&amp;postID=112380553113348328&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/112380553113348328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/112380553113348328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://backwars.blogspot.com/2005/08/causas-da-segunda-guerra.html' title='Causas da Segunda Guerra'/><author><name>Guilherme Spader</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16819705920755866862</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14761800.post-112368395401888986</id><published>2005-08-10T07:24:00.000-07:00</published><updated>2005-08-10T07:25:54.026-07:00</updated><title type='text'>Ditadura Militar no Brasil IV</title><content type='html'>&lt;strong&gt;O Governo Figueiredo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o crescimento da oposição nas eleições de 1978, o processo de abertura política ganhou força. Assumindo a presidência a 15 de março de 1979, João Baptista Figueiredo teve a difícil tarefa de garantir a transição do regime ditatorial para a democracia.&lt;br /&gt;Embora estivesse dando prosseguimento à abertura política, as decisões do regime nem sempre eram bem intencionadas. A declaração da Anistia, por exemplo, foi parcial, uma vez que contemplava condenados por atos terroristas, enquanto livrava de culpa militares acusados de tortura. Figueiredo também extinguiu a medida que permitia ao governo indicar senadores no Congresso, os chamados senadores biônicos, mas manteve os mandatos em curso. Na reforma política, foi decretada a Lei Orgânica dos Partidos, que extinguia ARENA e MDB e estabelecia o pluripartidarismo. Sobre a pressão da sociedade, criou-se uma frente pelas eleições diretas, que já ocorreram em 1980. Mesmo na concessão de eleições, o governo tomou medidas para evitar uma derrota acachapante, estabelecendo o voto por legenda, mas pondo nas células o nome dos candidatos. Além disso, não foram permitidas coligações entre as legendas.&lt;br /&gt;No plano econômico, a crise só veio a se agravar. Emaranhado em uma burocracia extensa, e dirigista, a economia brasileira, excessivamente regulamentada e presa por grilhões indexatórios e intervencionistas, não havia como combater a inflação de forma satisfatória. Em 1980, a inflação chegou a 110% e, em 1983, 200%. O Brasil entrou numa recessão cuja principal conseqüência foi o desemprego. Em agosto de 1981, havia 900 mil desempregados somente nas regiões metropolitanas. No início dos anos 80, segundo dados do IBGE, 80 milhões de pessoas (67% dos brasileiros) viviam nas cidades, contra uma população rural de 39 milhões de pessoas.&lt;br /&gt;A equipe econômica, liderada por Delfim Neto, tomando medidas heterodoxas, não conseguiu diminuir a crise econômica, que seguiu década adentro, ficando conhecida como Década Perdida, tempo no qual o Brasil esteve em recessão e não evoluiu em nenhum aspecto, a não ser no político.&lt;br /&gt;O governo de Figueiredo e conseqüentemente a Ditadura Militar terminou de maneira melancólica. Tancredo Neves, do PMDB, foi eleito pelo Colégio Eleitoral mas faleceu antes de assumir, ficando a cargo de seu vice, José Sarney, a tarefa de assumir o mandato. Figueiredo negou-se a passar a faixa para Sarney, saindo em protesto pela porta dos fundos. Terminava, de maneira desastrosa e nada honrosa, o período da ditadura militar no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Análise do Regime Militar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É quase consenso, hoje, que a Regime Militar foi um período danoso e desnecessário para o Brasil. A interrupção do regime democrático colocou o Brasil do rol de países totalitários e politicamente instáveis, sendo sua organização considerada – corretamente – inadequada para o desenvolvimento sustentável.&lt;br /&gt;No entanto, o Regime Militar efetuou reformas que modernizaram o país e que, se ele tivesse se mantido uma democracia, talvez não fossem feitas. Essa séria de medidas (a maioria delas, na verdade) concentrou-se no governo Castelo Branco. O estabelecimento de regras econômicas e a modernização dos mecanismos financeiros do Estado foram o grande feito da Ditadura, embora esses mesmos mecanismos tenham sido mal usados anos depois pela mesma ditadura.&lt;br /&gt;Alguns historiadores trabalham na hipótese de que a permanência da ditadura realmente deveria ter sido curta e isso estava, em parte, nos planos dos militares. Uma tímida manifestação de abertura política foi ensaiada no governo Costa e Silva, mas com a morte desses foram enterrados também a saída breve dos militares do poder. É, até certo ponto, contraditório, pois foi Costa e Silva o presidente que editou o mais terrível e cruel instrumento legal da ditadura, o AI-5.&lt;br /&gt;A partir do governo Costa e Silva a economia brasileira passou a sofrer com a incapacidade dos militares de administrar corretamente a administração pública e a incompatibilidade dos militares com instituições claras com compromissos e projetos bem definidos. Prova-se. Cada general de exército responsável pela sua jurisdição tentava impor as próprias regras, como se estivesse na administração de um feudo medieval. A insubordinação militar também se deu na forma de conspirações internas, onde, comumente, subordinados agiam sem a autorização de seus superiores para destituí-los do cargo. Os próprios presidentes tiveram esse destino: Castelo Branco foi substituído por Costa e Silva, seu ministro de guerra, que por trás dos bastidores criava a ambiente para sua escolha. Médici e Figueiredo, por exemplo, chefiavam o SNI antes de assumir. Esse cargo dava um poder político fenomenal ao ocupante, mas que não significava, obrigatoriamente competência para gerir um Estado. Essa desorganização política e administrativa relegou ao país um mal que ainda hoje se mantém, que é o de ostentar o título de país mais burocrático do mundo. Essa situação somente atrapalha o desenvolvimento econômico e trava qualquer ação econômica, por mais efetiva que ela seja. Explica-se. O orçamento brasileiro, por exemplo, é engessado, ou seja, não importa qual seja a vontade de seu governante, ele obrigatoriamente deve repassar uma quantia mínima para determinada área, mesmo que ela não necessite de tantos recursos assim. Essa estrutura irracional e inflexível somente contribui para a ineficiência e corrupção dentro do Estado, uma vez que dá espaço para a negociação política interna de verbas que deveriam ser avaliadas por critérios exclusivamente econômicos e por pessoas sem orientação política. Isso definitivamente não ocorreu nem ocorre atualmente na maior parte das estruturas governamentais do país.&lt;br /&gt;Portanto, a Ditadura foi um período danoso para o país por ter se imiscuído em áreas que não eram de sua gerência. Além disso, a permanência longa no poder acabou por desorganizar tudo no Brasil. Não se retira, no entanto, a hipótese de que a Ditadura poderia ter sido positiva se tivesse permanecido pouco tempo no cargo, pondo em andamento reformas que em períodos democráticos normalmente não são feitas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;test&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14761800-112368395401888986?l=backwars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://backwars.blogspot.com/feeds/112368395401888986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14761800&amp;postID=112368395401888986&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/112368395401888986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/112368395401888986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://backwars.blogspot.com/2005/08/ditadura-militar-no-brasil-iv.html' title='Ditadura Militar no Brasil IV'/><author><name>Guilherme Spader</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16819705920755866862</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14761800.post-112317108412629594</id><published>2005-08-04T08:56:00.000-07:00</published><updated>2005-08-04T08:58:04.133-07:00</updated><title type='text'>Ditadura Militar no Brasil III</title><content type='html'>&lt;strong&gt;O Governo Médici&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Militar, nascido na cidade de Bagé, no Rio Grande do Sul, em 4 de dezembro de 1905, Emilio Garrastazu Médici estudou no Colégio Militar de Porto Alegre, na Escola Militar de Realengo e na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais da Armada. Tenente do 12º Regimento de Cavalaria, em Bagé, apoiou a Revolução de 1930. Comandante da Academia Militar das Agulhas Negras, apoiou o golpe de 1964 que depôs o presidente João Goulart. Foi, também, chefe do Serviço Nacional de Informações (SNI) em 1967 e comandante do III Exército, no Rio Grande do Sul, em 1969.&lt;br /&gt;Emílio Garrastazu Médici assumiu a Presidência em 30 de outubro de 1969 e governou até 15 de março de 1974. Seu Governo ficou conhecido como "os anos negros da ditadura". O movimento estudantil e sindical estavam contidos e silenciados pela repressão policial. Nesse período é que se deram a maior parte dos desaparecimentos políticos e a tortura tornou-se prática comum dos DOI-CODIs, órgãos governamentais responsáveis por anular a oposição.&lt;br /&gt;No governo Médici os investimentos do regime em publicidade aumentaram vertiginosamente, como forma de maquiar a realidade e aplacar os ânimos da sociedade contra a falta de liberdade. Outra forma de controle foi a censura, que controlava todos os meios de comunicação e restringia sua liberdade de imprensa. Foi no governo Médici que diversos jornais, emissoras de rádio e TV foram fechadas como forma de evitar a transmissão de informações contrárias ao governo. Todo esse sistema, até certo ponto, funcionou bem, mas não necessariamente pela eficiência coercitiva dessas medidas e sim pelo chamado Milagre Econômico, que servia para ludibriar a população e respaldar ações repressoras.&lt;br /&gt;O Milagre Econômico, foi, na verdade, um breve surto de desenvolvimento econômico insustentável a taxas médias de 10% de crescimento do PIB. O governo Médici foi autor de diversos planos desenvolvimentistas, todos eles focados no ideal ufanista de crescimento e desenvolvimento da nação brasileira. O grande ponto negativo é que todos os projetos eram financiados com empréstimos tomados no exterior sem a menor responsabilidade fiscal. A conseqüência disso tudo é o endividamento nacional e o crescente juros da dívida externa, praticamente impagável.&lt;br /&gt;Em 1971 é lançado o I PND (Plano Nacional de Desenvolvimento), que abrangia um série de projetos no campo da indústria de base, como geração de energia, petroquímica, transportes, siderurgia, etc. Esses projetos foram todos lançados sobre a égide de estatais, aumentando o tamanho do Estado e conseqüentemente a ineficiência e a corrupção. O avanço dirigista, portanto, deu-se, principalmente através da criação e ou fortalecimento de estatais, financiando grandes e faraônicos projetos com dinheiro proveniente de empréstimos no exterior.&lt;br /&gt;Com esse financiamento maciço, aliado a uma conjuntura internacional favorável, a economia passou a crescer a taxas de 10%, mas de forma insustentável. A falta de bases sólida tornou-se clara quando, em 1973, ocorreu a Crise do Petróleo, levando o Brasil a crise. A partir daí, a Ditadura não mais recuperaria o ímpeto econômico, pelo contrário, os indicadores econômicos só viriam a piorar com o aumento galopante da inflação, crescimento da divida externa e endividamento interno. &lt;br /&gt;Com a crise econômica, O governo militar foi perdendo um de seus principais argumentos para sustentar-se no poder. A ditadura não garantia o desenvolvimento, e as oposições foram lentamente se reorganizando para exigir a volta da democracia. Médici deixou o governo em 15 de março de 1974.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Governo Geisel&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sucessor de Médici foi outro general, Geisel, indicado pelo alto comando militar e referendado pelo Congresso. Geisel era do grupo dos militares favoráveis a transferência de poder novamente para os civis, de forma lenta, gradual e segura.&lt;br /&gt;Nascido em 8 de agosto de 1908, em Bento Gonçalves, Ernesto cursou o Colégio Militar de Porto Alegre entre 1921 e 1924, continuando seus estudos na Escola Militar do Rio de Janeiro. Apoiou a Revolução de 1930, participando também, dois anos mais tarde, da campanha contra os rebeldes constitucionalistas de São Paulo.&lt;br /&gt;Seu governo se iniciou em meio a uma desaceleração econômica que havia iniciado já no governo Médici. Esse é dos motivos pelos quais Geisel estava inclinado a transferir o poder aos civis novamente. Embora tenha sido indicado por Médici e fosse um militar ideologicamente fascista e antidemocrático, Geisel iniciou a transição para a democracia devido a rumos que o governo militar inexoravelmente estava tomando.&lt;br /&gt;À essa época, havia um grande descontrole por parte das forças armadas, onde cada comandante tentava administrar suas regiões como feudo, agindo por conta própria. Os próprios aparatos repressores, subordinados ao general, estavam extrapolando em suas funções e caso fossem adiante, poderiam por em risco a ordem institucional do país.&lt;br /&gt;O sistema político idealizado por Geisel, no entanto, somente preconizava uma restrição aparente dos aparatos repressores, que levariam a reorientação da oficialidade do combate ao comunismo para posições mais sérias e profissionais, semelhante a de cargos civis. Seria, na verdade, uma democracia relativa, pois por um lado abria mão da censura e das cassações políticas, mas por outro criava impedimentos para que a oposição viesse algum dia a assumir o poder.&lt;br /&gt;Esse sistema não funcionou porque os militares sofreram uma forte derrota nas eleições legislativas de 1974. Dessa maneira, a transferência de poder idealizada por Geisel acontecia de forma precoce e para setores dos quais ele definitivamente não desejava. De qualquer maneira, Geisel não mais podia controlar esse processo e só lhe restava administrá-lo da melhor maneira possível. Se por um lado ele tentava restringir as liberdades individuais, por outro combatia dentro das forças armadas os militares linha-dura contrários à abertura política.&lt;br /&gt;No plano econômico, Geisel foi desastroso. Quando assumiu o país, encontrou em princípios de recessão e ao invés de aplicar políticas que freassem a recessão e diminuíssem a inflação, ele fez exatamente o contrário: aumentou os gastos públicos em grande investimentos em obras faraônicas financiadas por empréstimos tomados no exterior. A conseqüência disso foi o agravamento da crise econômica e a consolidação definitiva da dívida externa brasileira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;test&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14761800-112317108412629594?l=backwars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://backwars.blogspot.com/feeds/112317108412629594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14761800&amp;postID=112317108412629594&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/112317108412629594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/112317108412629594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://backwars.blogspot.com/2005/08/ditadura-militar-no-brasil-iii.html' title='Ditadura Militar no Brasil III'/><author><name>Guilherme Spader</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16819705920755866862</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14761800.post-112300246394229649</id><published>2005-08-02T09:53:00.000-07:00</published><updated>2005-08-04T08:58:27.396-07:00</updated><title type='text'>Ditadura Militar no Brasil II</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Começa a Ditadura – Governo Castelo Branco&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2751/1331/1600/ditadura1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2751/1331/320/ditadura1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;Com a deposição de Goulart, assumiu o Presidente da Câmara, Ranieri Mazzilli, Na prática, no entanto, o poder encontrava-se na mão dos militares. Uma das primeiras medidas do novo regime foi decretar o Ato Institucional n.º 1, que relegava ao Executivo poder para caçar mandatos parlamentares, suspender direitos políticos de quaisquer cidadãos, modificar a Constituição e decretar Estado de Sitio sem a anuência do Congresso. Foi, também, sobre os poderes do Ato Institucional n.º 1 que o Congresso, sobre forte pressão e ameaça, elegeu Humberto de Alencar Castelo Branco como presidente do Brasil, que assumiu já em 15 de abril de 1964.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cearense, Castelo Branco nasceu em Mecejana a 20 de setembro de 1900. Filho de militar, passou a juventude no Rio Grande do Sul, onde realizou o curso secundário no Colégio Militar de Porto Alegre. Em 1918, ingressou na Escola Militar do Realengo e foi promovido a aspirante-a-oficial de Infantaria em 1921. Concluiu o curso de Estado-Maior em 1º lugar, feito que lhe valeu a matrícula na Escola Superior de Guerra da França, em 1936. Na Segunda Guerra Mundial, foi o Oficial de Operações do Estado-Maior do General Mascarenhas de Moraes, comandante da Força Expedicionária Brasileira. Castelo Branco era, portanto, um militar de grande prestígio nas Forças Armadas e alguém - não há de se negar - com grande competência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No seu governo foram feitas várias reformas no sistema econômico brasileiro, algumas das quais perduram até hoje como ferramentas indispensáveis ao bom funcionamento da economia, como o Banco Central, FGTS, ampliação do Ministério do Planejamento, Leis de Isonomia de Cargos e Poderes, além de vários projetos estruturais que iriam redundar em um avanço econômico-social satisfatório, trazendo o Brasil de 48º lugar para 8ª potência econômica do planeta. Com Roberto Campos no Ministério do Planejamento e Otávio Gouveia de Bulhões no Ministro da Fazenda, foi estabelecido o PAEG (Programa de Ação Econômica do Governo). Além de incluir as medidas acima, o PAEG atuava no combate a inflação e a regulamentação da entrada e saída de investimentos estrangeiros. Suas medidas, nesse quesito, não foram restritivas; as remessas de lucros para o exterior estavam liberadas, o que significava uma abertura econômica maior, embora em outros aspectos o governo estivesse fazendo exatamente o contrário, como medidas restritivas sobre a economia, num dirigismo econômico sempre pendente ao estatismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ações econômicas do governo Castelo Branco, embora tenham surtido efeitos, foram brutais para a própria economia e para os trabalhadores e classes mais baixas. Tentando combater a inflação, o governo diminuiu os salários dos trabalhadores, restringiu o acesso ao crédito e mudou as regras a respeito da estabilidade no emprego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No plano político, o processo autoritário se aprofundou com o recrudescimento da repressão e  a edição do Ato Institucional n.º 2, que dava mais poderes para o presidente cassar mandatos e direitos políticos, extinguia todos os partidos políticos existentes e criava apenas dois: um para apoiar totalmente o governo (ARENA – Aliança Renovadora Nacional) e outro como oposição simbólica e bem-comportada (MDB -  Movimento Democrático Brasileiro). Foi, também, criada a Lei de Segurança Nacional, que enquadrava como inimigo da pátria todo e qualquer cidadão que se opunha ao governo militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No cômputo geral, o governo Castelo Branco foi razoável, embora as conseqüências políticas dele tenham sido péssimas. Ao invés de somente realizar reformas econômicas e estruturais, os militares foram mais longe criando mecanismos para também se perpetuar no poder. Isso acaba ofuscando as medidas econômicas de Castelo Branco, que foram essenciais para melhorar o funcionamento da economia.&lt;br /&gt;Ao fim de seu governo, o Alto Comando Militar escolheu como presidente o poderosíssimo marechal Artur da Costa e Silva, que era o ministro de Guerra e, por trás dos bastidores, conspirava contra Castelo Branco para assumir o poder. A escolha de Costa e Silva foi simbolicamente referendada no Congresso pelos membros da ARENA. Em protesto, o MBD retirou-se do local de votação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Governo Costa e Silva&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Costa e Silva substituiu Castelo Branco em um processo não-democrático, numa sessão plenária que contou com a abstenção de todos os parlamentares do MDB. Seu governo vai de 1967 até 1969, quando Costa e Silva se licencia do cargo por problemas de saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Natural de Taquari, no Rio Grande do Sul, nascido em 1899, Costa e Silva participou das revoltas tenentistas de 1922 (era, então, aspirante a oficial), razão pela qual foi preso. Esteve presente na revolução de 1930 e na de 1932, no entanto, depois desses episódios não mais se envolveu em grandes escaramuças. Com o sucesso do golpe de 1964, sua importância aumentou e sua influência voltou a crescer, principalmente por ser o articulador da junta militar e posteriormente ministro de guerra do governo Castelo Branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No plano político, seu governo foi caracterizado pelo aprofundamento e intensificação do processo autocrático. Sob o governo Costa e Silva ministérios importantes, como o do Trabalho e Previdência Social, Interior, Transportes, Minas e Energia, Indústria e Comércio, normalmente ocupados por civis, foram relegados à militares, num expediente não muito saudável de aumentar a influência militar no governo e dessa maneira controlar com mais facilidade todos as esferas governamentais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ápice desse controle desenfreado ocorreu com a decretação do Ato Institucional n.º 5, que simboliza o que foi de pior na ditadura brasileira responsável pela perseguição e morte de inúmeras pessoas por simplesmente se opor, direta ou indiretamente, ao Regime Militar. Com o Ato Institucional n.º 5 o presidente da República podia fechar o Congresso Nacional, Assembléias Legislativas e Câmaras Municipais, legislar em matérias parlamentares, intervir da maneira que convir nos Estados e nos municípios, suspender os direitos políticos de qualquer cidadão por 10 anos, destituir qualquer funcionário público e ou governante de seu cargo, restringir liberdades individuais e suspender a garantia de hábeas corpus. &lt;br /&gt;Com mecanismos de segurança poderosos e respaldados por atos institucionais, a violência e a repressão aumentaram, conturbando e desorganizando cada vez mais a sociedade brasileira. A interferência do Estado em questões da sociedade é um dos canais pelos quais, através de influências políticas, o Estado atrapalha e agrava (ou cria) problemas econômicos. Por meio de medidas arbitrárias, decretos-leis, indexações, correções monetárias, regulamentações excessivas, etc o governo militar passou a interferir em praticamente todo o sistema econômico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No governo Costa e Silva – um representante da linha dura militar – esse dirigismo, iniciado já no governo Castelo Branco, legislava sobre tudo, desde cotações até salários nominais. Através de regras, fórmulas e cálculos o governo taxava e controlava (tentava, ao menos) toda a economia. O correto de medidas econômicas é adaptá-las à realidade, para surtirem efeitos positivos. Os próceres da economia no governo militar inverteram a lógica, adotando quaisquer medidas e impondo suas regras, esperando que a realidade se adaptasse aos seus planos. Não é preciso dizer que isso foi extremamente danoso para a economia e um dos responsáveis pelo agravamento dos índices econômicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa política dirigista e intervencionista continuou a ser, infelizmente, a principal linha de atuação dos governos que sucederam a Ditadura e ainda hoje encontra seguidores dispostos a apoiar medidas desse quilate no cenário atual. Felizmente, a mentalidade econômica corrente é bem diferente da época da ditadura.&lt;br /&gt;O governo Costa e Silva termina em 31 de agosto de 1969, quando se afasta da presidência devido a um derrame cerebral, mal esse que vitima-lo-ia meses depois. No seu lugar, deveria assumir seu vice, Pedro Aleixo, que foi impedido pela Junta Militar formada pelas três armas. Essa junta alterou a Constituição e percebendo que Costa e Silva não se recuperaria, declarou extinto seu mandato e nomeou o general Emilio Garrastazu Médici como novo presidente. Em 22 de outubro de 1969, após 10 meses fechado, o Congresso foi reaberto e a posse de Médici foi referendada pelos políticos da ARENA, numa sessão em que muitos políticos do MDB não estavam presentes devido às cassações políticas do AI-5.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;test&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14761800-112300246394229649?l=backwars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://backwars.blogspot.com/feeds/112300246394229649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14761800&amp;postID=112300246394229649&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/112300246394229649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/112300246394229649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://backwars.blogspot.com/2005/08/ditadura-militar-no-brasil-ii.html' title='Ditadura Militar no Brasil II'/><author><name>Guilherme Spader</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16819705920755866862</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14761800.post-112294181680482575</id><published>2005-08-01T17:12:00.000-07:00</published><updated>2005-08-01T17:44:18.416-07:00</updated><title type='text'>Ditadura Militar no Brasil I</title><content type='html'>Esse é um trabalho feito sobre a Ditadura no Brasil. Novamente, postarei em partes, devido a extensão do trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Contexto Político&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 1964 a 1985 o Brasil foi governado por militares não escolhidos pelo povo. Esse regime não democrático, denominado de Ditadura Militar, marcou profundamente o Brasil e seus legados – positivos ou não - se manifestam até hoje.&lt;br /&gt;Para compreender melhor o sistema político vigente nessa época, é necessário incorrer sobre o sistema político em geral. Até o Séc XIX, reinavam no mundo países não-democráticos, com estruturas onde o poder monárquico ainda se manifestava, como, por exemplo, na maior parte dos países da Europa e Japão. Esses sistemas políticos foram perdendo força gradualmente, até que, com o fim da Segunda Guerra Mundial, tornaram-se definitivamente obsoletos. &lt;br /&gt;Teoricamente, deveria ser na segunda metade do século XX que a democracia passaria a triunfar como ideologia dominante e moderna, o que de fato ocorreu em alguns países, mas não foi unânime para grande parte dos países do globo. &lt;br /&gt;O principal fator que atrasou a florescimento inconteste da democracia foi a Guerra Fria, que foi um conflito envolvendo, em um lado, os Estados Unidos – capitalista – e de outro a Rússia (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) – comunista. É nesse contexto de Guerra Fria que está inserido o Regime Militar no Brasil.&lt;br /&gt;Nesse período, URSS e EUA faziam uso de todo o tipo de força – explícita ou não – para aumentar sua área de influência e dificultar a vida do lado oposto. Um dos expedientes usados por ambas as potências foi apoiar governos nacionais que estivessem aliados aos seus interesses. Para a infelicidade desses países – o que inclui o Brasil –, o meio mais eficiente de se neutralizar a ameaça era um governo forte e autoritário, que deveria suprimir qualquer ameaça inimiga. No Chile, sob o governo de Augusto Pinochet, comunistas e inimigos do regime – o que inclui qualquer cidadão – foram perseguidos e assassinados sem nenhum escrúpulo. O mesmo aconteceu na Hungria, quando a URSS impôs um governante-títere nesse país, o que levou a um levante popular, violentamente esmagado por tropas russas. O Brasil, inserido nesse contexto, não foi exceção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Governo Jânio Quadros&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/santos/lendas/h0077e.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://www.novomilenio.inf.br/santos/lendas/h0077e.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;O panorama político brasileiro começou a se abalar já em 1961, com a eleição de Jânio Quadros, um político um tanto peculiar. Quadros adotou uma postura ambígua e contraditória. No plano interno, confirmava a disposição de combater o comunismo e a manutenção da economia de mercado, aberta à investimentos estrangeiros. No plano externo, entretanto, flertou perigosamente com ideologias socialistas, chegando, até, a condecorar Che Guevara, líder da revolução cubana, com a mais importante comenda brasileira, a Ordem Cruzeiro do Sul. Essa atitude desagradava os setores mais a direita, que viam em Jânio Quadros uma ameaça comunista em potencial. A esquerda, por sua vez, não estava satisfeita com as atitudes do presidente, que tinha como plano a política de austeridade, baseada, principalmente, no congelamento de salários, restrição ao crédito e combate à especulação, o que desagradava a todos. Dessa maneira, Jânio Quadros conseguiu a proeza de se indispor com toda a classe política influente, restando-lhe pouco ou nenhum apoio político, o que culminou na sua renúncia. Assume então, seu vice, João Goulart, conhecido como Jango.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Governo de Jango&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Jânio Quadros renunciou, João Goulart estava na China comunista, em visita oficial. O poder foi assumido interinamente por Ranieri Mazzilli, presidente da Câmara. Os militares, junto com a UDN e setores mais á direita, tentaram impedir a posse de Jango, o que sofreu forte pressão política, principalmente no Rio Grande do Sul, onde foi deflagrada a campanha pela Legalidade, que exigia a posse de Jango como presidente, condição que, se não aceita, teria como resposta uma reação armada, o que causaria uma guerra civil. Para evitar um conflito interno, foi feito um acordo que determinava que Jango seria o presidente, mas sobre um regime parlamentar. &lt;a href="http://www.bibvirt.futuro.usp.br/imagem/cliparts/presidentesbr/Joao_Go1.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://www.bibvirt.futuro.usp.br/imagem/cliparts/presidentesbr/Joao_Go1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt; O cargo executivo, propriamente, seria cedido a um primeiro-ministro, eleito pelo Congresso. Jango aceitou o acordo e assumiu como presidente, e como primeiro-ministro Tancredo Neves foi escolhido. O sistema parlamentarista, no entanto, precisava ser confirmado através de consulta popular – plebiscito – de onde o povo, por escolha direta, optaria ou pele manutenção pelo regime parlamentarista ou a volta do regime presidencialista. Realizado o plebiscito, de um universo de 12 milhões de votos, 10 milhões votaram para a volta do regime presidencialista; ou seja, um vitória acachapante. Embora tenha vencido esse embate, Jango assumiu sem a legitimidade completa, num momento em que o que ele mais precisava era de apoio, tanto das classe populares quanto das elites governantes.&lt;br /&gt;É dessa maneira que começa seu governo, que foi marcado, acima de tudo, por um populismo radical, com forte ligação sindical e com um apelo popular imprescindível. Jango tentou por em prática diversas reformas, como a agrária, urbana e a de base, que não eram bem vistas pelos militares e pelos setores mais a direita, como os udenistas, na sua maioria antigetulistas. Como Jango era herdeiro direto do legado de Getúlio Vargas, a oposição a ele seria sempre ferrenha e automática.&lt;br /&gt;Sobre toda essa agitação política e recrudescimento das manifestações populares, armou-se o golpe que culminaria na deposição de Jango. Em março de 1964, Jango anunciou uma série de medidas, muito mal vistas pelos militares. Começaram, então, as grandes greves, sendo a principal dos marinheiros, que, juntos com os metalúrgicos, decretaram paralisação geral. Assustados com a situação e cientes da instabilidade política reinante, os militares resolveram agir e, no fim da março, depuseram Jango. Começava o Regime Militar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;test&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14761800-112294181680482575?l=backwars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://backwars.blogspot.com/feeds/112294181680482575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14761800&amp;postID=112294181680482575&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/112294181680482575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/112294181680482575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://backwars.blogspot.com/2005/08/ditadura-militar-no-brasil-i.html' title='Ditadura Militar no Brasil I'/><author><name>Guilherme Spader</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16819705920755866862</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14761800.post-112285901591840895</id><published>2005-07-31T18:14:00.000-07:00</published><updated>2005-07-31T18:16:55.926-07:00</updated><title type='text'>Causas da Segunda Guerra Mundial</title><content type='html'>&lt;em&gt;"Never, never, never believe any war will be smooth and easy, or that anyone who embarks on the strange voyage can measure the tides and hurricanes he will encounter. The statesman who yields to war fever must realize that once the signal is given, he is no longer the master of policy but the slave of unforeseeable and uncontrollable events." &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Sir Winston Churchill &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum conflito influenciou tanto o mundo quanto à Segunda Guerra. No entanto, considerando a recíproca verdadeira, nenhum conflito foi tão Influenciado no mundo quanto esse. Os diversos fatores que atuaram antes, durante e depois do conflito impingiram um toque peculiar à maneira de se guerrear e nos seus reflexos na percepção de mundo na época. Portanto, se a Segunda Guerra alterou o panorama mundial, ela própria também teve seu destino alterado por uma imensidão de fatos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro e mais influente é a unificação tardia da Alemanha. Á medida que a Europa saía do Feudalismo, o poder começava a se concentrar na figura do Rei, em detrimento do nobre feudal. Sobre a égide da nobreza real, começaram a se formar os Estados Absolutistas, sendo Portugal o primeiro deles, no Séc. XIV. A organização política do Estado é importante, pois foi ele quem financiou, posteriormente, as grandes navegações, que expandiram os horizontes do mundo e alteraram profundamente o modo de vida na Europa. Logo depois de Portugal, França, Inglaterra, Espanha e Holanda se unificaram e, assim como os portugueses, também passaram a financiar expedições mundo afora para a obtenção de metais preciosos, o padrão de poder vigente. Enquanto esses países seguiam nas suas explorações colonialistas, Alemanha ainda engatinhava na formação de seu Estado moderno e forte, pois ainda predominavam pequenos estados independentes, com pouca união política. Os primeiros passos começaram com a liga Hanseática, um importante vetor de influência na Europa setentrional. Após isso, ocorreu a fundação da Igreja Protestante, ocorrida em 1530, que resultou na Guerra dos Trinta Anos (1618). Esse conflito debilitou ainda mais os Estados germanos e quando Napoleão invadiu a região, não houve como resistir. Com a queda de Napoleão, adveio a Confederação Germânica, que aproximou mais os Estados alemães, embora esse fenômeno tenha sido bem limitado. A fundação do Império Alemão só veio com Bismarck e a vitória na Guerra Franco-Prussiana, em 1871. Embora tenha se estabelecido fortemente, o Império Alemão somente se unificava quase 300 anos depois de Portugal, Franca, Espanha e Inglaterra. Restavam, agora, poucas colônias a serem exploradas, visto que todas elas eram possessões imperiais européias. Isso foi causa de muito atrito entre a Alemanha contra as demais potências européias e consiste na principal causa econômica da Segunda Guerra, uma vez que tem suas raízes na formação do capitalismo, ainda mercantil. Nesse quesito podemos incluir também as teses do Espaço Vital e a Geopolitik alemã(mais antiga), que calcaram seus princípios a partir do estudo da Alemanha inserida no contexto europeu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda na esfera política, as causas mal-resolvidas da Primeira Guerra também foram determinantes para o início, pois criaram condições políticas turbulentas o suficiente para a ascensão de um Hitler. Parte da crise alemã se deve a incapacidade aliada de perceber seus erros na conduta de pós-guerra, no entanto, não foi somente o Tratado de Versalhes que determinou essa mudança. A mentalidade política da época, principalmente seus pensadores, pregavam que o Estado deveria ser forte, autoritário, rígido e conservador, sendo obrigação do cidadão trabalhar pela Nação. Esse ideal nacionalista não era novo, mas assumia agora um caráter muito forte, principalmente na Primeira Guerra, quando o nacionalismo das potências beligerantes havia adicionado o fator ódio ao conflito militar. A população civil, na Primeira Guerra, teve papel determinante no ímpeto com que seus países combateram. Dias antes do início das mobilizações bélicas, os desfiles militares atraiam multidões ensandecidas que veneravam os soldados e compartilhavam do ideal comum de aniquilar o inimigo. Isso ocorreu tanto na Alemanha quanto na França. Ao fim da guerra, esse ódio ainda era forte e todo esse sentimento se traduziu no Tratado de Versalhes. Ao fim da guerra, portanto, a Alemanha encontrava-se em crise, dividida e sem um governo legítimo. O surgimento da República de Weimar, do ponto de vista econômico e até político, conseguiu aplacar as pretensões de grupos radicais. Seu primeiro teste ocorreu em 1923, quando a Alemanha não conseguiu pagar suas reparações de guerra e sua moeda desvalorizou-se violentamente. Nesse ano uma série de protestos tanto de esquerda quanto de direita (putsch nazista, revolta do Rühr, putsch de Kapp) botou em cheque a República de Weimar. A ascensão de Streseman como primeiro-ministro, o estabelecimento do Rentemark - uma moeda de transição para o Reichsmark -, o Plano Dawes e a austeridade dos gabinetes sucessores contribuíram em muito pela estabilização política e econômica da Alemanha até 1929. Ao contrário do que se afirma, a República de Weimar foi eficiente econômica e politicamente e acabou sucumbindo por uma crise que derrubou o mundo todo. Até 1929, o Partido Nacional-Socialista, bem como os comunistas, vinham perdendo espaço na política alemã. Foi só com a crise que Hitler conseguiu a popularidade que lhe levou ao poder sem ter sido eleito pelo voto popular. É importante salientar que Hitler nunca foi eleito para a Presidência alemã e tornou-se primeiro-ministro após sucessivos gabinetes incompetentes. Portanto, a República de Weimar não foi propriamente à causa de Segunda Guerra. Os reais motivos foram o Tratado de Versalhes e em muito maior grau a crise de 1929, que criou condições que antes não haviam para a meteórica ascensão nazista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, não só motivos econômicos e políticos influenciaram a guerra. Uma novidade inaugurada na Segunda Guerra foram a grande amplitude que pequenos motivos alcançaram. Os aspectos pessoais de Hitler, por exemplo, podem ter tido uma influência muito grande na conduta de guerra. É possível que a má vontade dos áulicos da Academia de Belas-Artes de Viena, quando recusaram seu pedido de ingresso, tenham em Hitler causado um ódio tão grande que o fez desistir da carreira. Claro que não se quer, aqui, por a culpa nos artistas austríacos, e sim demonstrar como um pequeno ato pode causar repercussões tão grandes. Se tivesse se tornado um artista, Hitler nunca seria primeiro-ministro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem muitos outros fatores também importantes, mas que não foram determinantes a ponto de sozinhos, causarem o conflito nas proporções que ele aconteceu. Fatos isolados, por exemplo, não eram capazes de causar um conflito enorme, como hoje, talvez, seja possível. A compreensão do contexto político, no entanto, é muito mais importante do que a análise de fatos isolados, pois, afinal, uma gota de exceção não contamina um oceano inteiro de certezas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guilherme Spader &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências Bibliográficas:&lt;br /&gt;* KENNEDY, Paul. Ascensão e Queda das Grandes Potências. Editora Campus, 1989 &lt;br /&gt;* VICENTINI, Cláudio. História Geral. São Paulo, 1997.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;test&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14761800-112285901591840895?l=backwars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://backwars.blogspot.com/feeds/112285901591840895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14761800&amp;postID=112285901591840895&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/112285901591840895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/112285901591840895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://backwars.blogspot.com/2005/07/causas-da-segunda-guerra-mundial.html' title='Causas da Segunda Guerra Mundial'/><author><name>Guilherme Spader</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16819705920755866862</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14761800.post-112277189198275371</id><published>2005-07-30T17:59:00.000-07:00</published><updated>2005-07-30T18:07:11.563-07:00</updated><title type='text'>A Ascensão de Hitler II</title><content type='html'>&lt;strong&gt;A Imagem de Hitler&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Hoje, a percepção de que Hitler representava o caminho da guerra e da destruição não era tão óbvia. Ele era visto apenas como mais um político oportunista do que propriamente como uma ameaça ao sistema. Essa visão equivocada durou até ele assumir o poder, e as classes políticas alemãs só perceberam a dimensão do desastre tarde demais. Alguns sequer o fizeram, pois cooptados pelo partido, passaram a cooperar com os nazistas, achando que aquele era o caminho da vitória. Até mesmo figuras abertamente antinazistas colaboraram impudicamente com Hitler, como Franz von Papen e Hjalmar Schacht, brilhante economista alemão arquiteto da recuperação econômica de 1923.&lt;br /&gt;Da parte dos industriais alemães - os junkers - cabe uma ressalva especial. Assustados com o socialismo do Partido Social-Democratas e apavorados com os comunistas, os grandes industriais alemães apostaram suas fichas em Hitler considerando que ele, em breve, seria defenestrado do jogo político. Estavam apenas o apoiando para futuramente estabelecer um outro governo, mais conservador.&lt;br /&gt;No campo externo, a cegueira era talvez mais grave. Os alemães podem ser desculpados de tal tarefa, pois a partir de março de 1933 a imprensa livre deixou de existir. Nos demais países democráticos da Europa, no entanto, reinava a mais absurda simpatia pelo nazismo alemão. Nesse rol de equivocados, figuram desde pessoas pretensamente esclarecidas á líderes políticos que tinham projetos totalmente antagônicos ao dos alemães. Voltaire Schilling, na análise sobre a Inglaterra deixa bem claro a que ponto isso chegou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O antinazismo na Grã-Bretanha dos anos 30 não contava com a unanimidade em meio a sua elite. Longe disso. Se bem que as motivações daqueles que simpatizavam com Hitler eram as mais diversas, foi significativo o elevado número das personalidades das altas esferas de Londres, das finanças, do comércio, da política, e mesmo das artes, que devotaram apoio e simpatia ao que se passava na Alemanha dos anos trinta. &lt;br /&gt;Entre esses filonazistas encontrava-se tanto o brilhante economista Lord Keynes (que, em 1919, escrevera um verdadeiro libelo contra o Tratado de Versalhes que sufocara a Alemanha, intitulado “As conseqüências econômicas da paz”) como Lloyd George, ninguém menos do que o ex-primeiro-ministro que, durante a Primeira Guerra Mundial, mobilizara o Império Britânico na derrotar a Alemanha Imperial. &lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;Até mesmo membros da família real britânica, como foi o caso do Duque de Windsor (Eduardo VIII, que foi forçado a abdicar em 1936) e de sua esposa Wallis Simpson, que igual visitaram Hitler em 1937, deixaram-se seduzir pelo cenário de ordem e congregação patriótica que se formara em torno do nacional-socialismo e da sua liderança. &lt;br /&gt;O famoso casal manifestou publicamente o seu apoio à política alemã, entendendo-a como resultante de uma posição audaz, campeã do antibolchevismo e defensora dos valores ocidentais. Opinião essa que estava longe de ser isolada entre os integrantes da aristocracia britânica que viam em Hitler uma saudável e eficaz barreira contra Stalin. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na França, a complacência também era forte. A própria formação da República de Vichy e a adesão de ilustres figuras a ela demonstra que os Franceses não só aceitavam a dominação alemã, mas estavam também dispostos a colaborar. Essa dualidade foi posta a prova pelos ingleses quando eles atacaram possessões francesas na África. O colaboracionismo francês poderia por em risco todo o império britânico, pois a frota francesa, a quarta maior do mundo, quase caiu na mão dos nazistas por causa da inépcia francesa.&lt;br /&gt;Até mesmo Ghandi torcia por Hitler. No dia da rendição francesa, o pacifista indiano escreveu no jornal indiano Harijan de 22 de Julho: "Os alemães das futuras gerações honrarão Herr Hitler como um gênio, um homem corajoso, um organizador incomparável e muito mais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidente que tais manifestações de apoio ao nazismo não eram gratuitas. Atrás delas, existiam diversos fatores, tais como o ódio à Grã-Bretanha e a todo o sistema que ela representava, o desejo de ver o fim das plutocracias Européias, a necessidade de reparar os erros da Primeira Guerra, o medo do socialismo, dentre muitos outros. O problema desses fatores é que, pensando em reconsiderá-los, a classe intelectual e política européia compactuou quase que inteiramente com um ditador que não escondia suas famigeradas intenções. Portanto, a aceitação de Hitler na Europa e no mundo foi natural, como se estivesse surgindo ali um iminente político que, de forma competente, resolveria os problemas da Alemanha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Consciência&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos historiadores apontam a ascensão de Hitler também por motivos culturais. Antes da Primeira Guerra Mundial, a Europa vivia a Belle Èpoque, o apogeu da cultura e da expressão artística. As economias estavam em franco desenvolvimento e o avanço científico e tecnológico se fazia cada vez mais presente e permeava um futuro cada vez melhor. Reinava, portanto, um otimismo geral; um sentimento de que a Humanidade – ainda que na sua acepção eurocentrista – estava evoluindo. Com o derramamento de sangue que ocorreu na Primeira Guerra, todo esse sentimento otimista converteu-se em pessimismo, até mesmo vergonha. Toda a lógica absurda da guerra era, para alguns, o atestado de que a barbárie, de uma forma ou outra, sempre acabaria voltado e que, inexoravelmente, o destino dos Europeus era guerrear entre si. Se com todo o avanço, humano, científico, tecnológico, cultural, etc nenhum povo conseguia viver em paz com seus vizinhos, então não havia nada mais a fazer, a não ser aceitar o destino beligerante. Essa atmosfera de pessimismo refletiu em todos os Europeus e se manifestou de forma mais forte nas artes. Todos os movimentos artísticos surgidos após a Primeira Guerra negavam toda a herança renascentista que ainda existia na Europa, pois simplesmente esse tipo de arte não servia mais para os novos tempos. Boa parte dos movimentos artísticos, de alguma forma ou outra, traziam um certo pessimismo no seu conteúdo; o Dadaísmo, no seu irracionalismo proposital, chegava a ser irônico com toda a condição importante de arte; o expressionismo era ainda mais cáustico, sendo seu exemplo mais claro a pintura de Edvard Munch, o Grito. Graça Proença, em a História da Arte, dá uma dimensão do espectro artístico desse período:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É nesse contexto complexo, rico em contradições e muitas vezes angustiante que se desenvolve a arte do nosso tempo. Assim, os movimentos e as tendências artísticas, tais como Expressionismo, o Fauvismo, o Cubismo, o Futurismo, o Abstracionismo, o Dadaísmo, o Surrealismo, a Pintura Metafísica, a Op-Art e a Pop-Art expressam, de um modo ou de outro, a perplexidade do homem contemporâneo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;PROENÇA, Graça. História da Arte. São Paulo: Editora Ática. 1999. p. 153.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode-se dizer, portanto, que o período do entre-guerras foi um vácuo na consciência Européia, numa época sem referências sólidas e concretas. Do ponto de vista econômico, o Império Britânico já estava em forte declínio; não havia nenhuma outra potência forte e legítima; não havia, também, nenhum líder europeu de projeção, capaz de influência, de alguma forma, o cenário desolador que havia se estabelecido. Nesse contexto, o aparecimento de um líder como Hitler, por si só, já representa uma redenção quase completa. Sem nenhuma referência, culpada pelos erros da guerra e decepcionada com os caminhos que a humanidade estava tomando, todos os cidadãos europeus - desde a classe média burguesa decadente até os grandes e pretensos intelectuais – ficaram cativados e esperançosos com a vinda de Hitler, tal como os religiosos esperam seu Messias. Esse sentimento não foi uniforme e homogêneo, e o país que mais agiu dessa maneira foi, evidente, a Alemanha. Parafraseando Marx, Hitler foi o ópio do povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Considerações Finais&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para compreender completamente os motivos da ascensão de Hitler seria necessária uma imersão total na cultura alemã, desde seus costumes até a assimilação total da mentalidade da época. Tais tarefas são praticamente impossíveis, pois são muitas informações em tão pouco tempo. Isso, no entanto, não quer dizer que as análises sobre a época são imprecisas; pelo contrário, pode-se averiguar exatamente o que houve. O grande desafio consiste em saber porque as pessoas cometeram esse erro e dessa maneira, não repeti-lo. A Europa, felizmente, aprendeu a lição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guilherme Spader&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fontes&lt;br /&gt;  CHURCHILL, Winston Spencer. Memórias da Segunda Guerra Mundial. Editora Nova Fronteira. Rio de Janeiro, 1995.&lt;br /&gt;  MASON, David. Churchill. Editora Renes. Rio de Janeiro, 1973.&lt;br /&gt;  LUKACKS, John. O Duelo – Churchill x Hitler. Ed. Jorge Zahar Editor. Rio de Janeiro, 2002.&lt;br /&gt;  LUKACKS, John. Cinco dias em Londres. Ed. Jorge Zahar Editor. Rio de Janeiro, 2001.&lt;br /&gt;  PRITCHARD, John. O Incêndio do Reichstag. Editora Renes. Rio de Janeiro, 1976.&lt;br /&gt;  PROENÇA, Graça. História da Arte. Editora Ática. São Paulo, 1999.&lt;br /&gt;  SCHACHT, Hjalmar. Setenta e seis anos de minha vida. Editora 34. São Paulo, 1999.&lt;br /&gt;  WYKES, Alan. Hitler. Editora Renes. Rio de Janeiro, 1973.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Axis History - www.axishistory.com&lt;br /&gt;  Marxist Internet Archive - www.marxists.org&lt;br /&gt;  BBC World War Two - http://www.bbc.co.uk/history/war/wwtwo/&lt;br /&gt;  Conspirancy Center - http://www.joric.com/Conspiracy/Center.htm&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;test&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14761800-112277189198275371?l=backwars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://backwars.blogspot.com/feeds/112277189198275371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14761800&amp;postID=112277189198275371&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/112277189198275371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/112277189198275371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://backwars.blogspot.com/2005/07/ascenso-de-hitler-ii.html' title='A Ascensão de Hitler II'/><author><name>Guilherme Spader</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16819705920755866862</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14761800.post-112267259595163107</id><published>2005-07-29T13:49:00.000-07:00</published><updated>2005-07-29T14:32:34.040-07:00</updated><title type='text'>A Ascensão de Hitler I</title><content type='html'>* Dividi o trabalho completo em dois, para melhor visualização. Amanha postarei a segunda parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://rapidshare.de/files/2977077/rise.hitler.pdf.html"&gt;Formato .pdf&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As Origens&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É freqüente o questionamento de muitos estudiosos da Segunda Guerra sobre como Hitler, com todas as suas características, conseguiu chegar ao posto máximo da Alemanha em aproximadamente 10 anos de atividade política, suplantando exímios e competentes políticos. É uma pergunta extremamente válida, uma vez que Hitler conseguiu se sobressair em um cipoal de pequenos partidos com plataformas que não diferiam muito da sua. Para compreender corretamente essa ascensão meteórica, devemos entender a situação alemã do pós-guerra, seu sistema político e eleitoral, os demais partidos alemães, a personalidade de Hitler e a influência externa na Alemanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A carreira política de Hitler começou quando ele foi designado para espionar um partido socialista, o Partido dos Trabalhadores Alemães. Ainda ligado ao exército, Hitler recebia essas funções de uma espécie de política secreta alemã. Á essa época, o Exército estava agindo como um repressor policial tanto de manifestações quanto de agremiações políticas que ameaçassem, de alguma maneira, a recém estabelecida República de Weimar. Em 12 de Setembro de 1919, Hitler foi ao encontro do partido que deveria espionar e no fim acabou fazendo um pequeno discurso em prol da união da Alemanha. Seu discurso surpreendeu os líderes do pequeno partido, e dessa maneira ele foi cooptado a participar dessas atividades políticas. Desligado definitivamente do exército, em 1920, Hitler passou a dedicar-se exclusivamente ás atividades políticas nesse mesmo partido que ele deveria espionar. Não demorou muito para ele, Hitler, tornar-se líder partidário. Suas medidas foram mudar o nome para Partido Nacional-Socialista Alemão, ou NSDAP (Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei), conhecido também como Partido Nazista. Sobre seu comando, o partido começou a crescer gradualmente. Embora as habilidades pessoais de Hitler fossem bem acima da média, ele encontrava-se em um ambiente mais que propicio para que suas idéias fossem aceitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 1919 a 1923, a Alemanha viveu períodos mais que atribulados. Terminada a I Guerra, estabeleceu-se uma guerra civil entre várias facções políticas alemãs, que só acabou em setembro de 1919, ou seja, quase um ano após o fim da Primeira Guerra Mundial. Nesse período, a situação política alemã foi extremamente delicada e só começou a se estabilizar em 1923. Até então, muitos conflitos internos iriam se suceder. O primeiro chanceler da República de Weimar, o Social-Democrata Philipp Scheidemann, teve sua autoridade posta em questionamento várias vezes, quando ocorreram diversas revoltas ao longo da Alemanha, embora todas elas tenham sido debeladas. O ápice da crise ocorreu em 1923, quando o governo alemão não foi capaz de pagar as reparações de Guerra. Em resposta, tropas Francesas e Belgas ocuparam o Rühr, privando a Alemanha de uma valiosa área industrial. A crise econômica agravou-se com a hiperinflação, quando o Marco alemão desvalorizou-se totalmente frente ao dólar. Como o clima político alemão já não era propício à estabilidade, esse novo abalo serviu de impulso para novas revoltas, dentre elas o Putsch de Munique, liderado por Hitler. Nesse episódio, Hitler comandou uma vergonhosa tentativa de tomar o poder a força. Muito influenciado por Mussolini, que recém havia conquistado Roma numa marcha militar, Hitler tencionava fazer o mesmo em direção a Weimar. Ao contrário da Itália, reinava, na Alemanha, apesar de todos os abalos políticos, um forte sentimento de institucionalidade. Apesar de todos os problemas e crises, os alemães não iriam aceitar a tomada de poder dessa forma. Segundo alguns historiadores, foi no fracasso do Putsch que Hitler percebeu que só chegaria ao poder por meios legítimos. Ao sair da cadeia, foi nessa linha que ele melhor se sobressaiu, pois seus dotes de oratória e eloqüência davam-lhe vantagens em relação aos outros políticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O avanço pelas urnas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O Partido Nazista, nas suas idéias e no seu líder, era relativamente atraente para os cidadãos alemães desiludidos com a situação de seu país. No entanto, até 1929, não conseguiu crescer eleitoralmente. Nas eleições para o Reichstag de quatro de maio de 1924, os nazistas obtiveram algo em torno de dois milhões de votos (6,55% do total), conquistando 32 cadeiras. Nas eleições de sete de dezembro do mesmo ano, na segunda eleição para o Parlamento, os nazistas obtiveram somente 900 mil votos (3% do total), conquistando apenas 14 cadeiras. Nessas eleições, se comparado aos grandes partidos, o percentual nazista torna-se pífio. Mesmo em relação aos partidos menores alemães, como Partido Bávaro Alemão (19 cadeiras), Partido Popular Alemão (51 cadeiras), o percentual nacional-socialista ainda era inexpressivo. Nas eleições para o Reichstag de 1928, o desempenho alemão foi mais sofrível, obtendo apenas 810 mil votos (2,63% do total), conquistando apenas 12 cadeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior parte das críticas á ascensão nazista dá-se contra a República de Weimar, pois ela não fora eficiente no intuito de aplacar a instabilidade política alemã. Isso é incorreto, pois ao longo da década de 20 a situação tanto política quanto econômica da Alemanha estava melhorando drasticamente. Desde 1923, a Alemanha vinha pagando, com a ajuda do Plano Dawes, todas as dívidas. No campo político, os partidos de idéias radicais estavam perdendo espaço para agremiações políticas mais sérias, como o Partido Popular Alemão, Partido Central e o Partido Social-Democrata Alemão. Nesse tempo, Comunistas, Nazistas e partidos ligados aos Freikorps diminuíram sua influência no Parlamento alemão. Portanto, a República de Weimar estava neutralizando os radicalismos na Alemanha e assentando as bases para um futuro político mais estável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa situação danosa para os nazistas viria a terminar em 1929, com o crack da Bolsa, na Terça-Feira Negra. Essa crise econômica pode ser considerada como o principal motivo da ascensão de Hitler ao poder, pois criou a ele um cenário mais que favorável para que suas idéias fossem disseminadas e aceitas. Com o desemprego em alta, a insatisfação política aumentou e novamente começaram os protestos não só contra o governo vigente, mas também contra o Tratado de Versalhes e suas exigências. Nas eleições para o parlamento, os principais vencedores foram os pequenos partidos radicais, pulverizando as cadeiras e dificultando cada vez mais um governo majoritário. Nesse pleito os nazistas aumentaram em sete vezes seus votos em relação à eleição anterior, obtendo 6.379.672 (18,25% do total), conquistando 107 cadeiras no Parlamento, tornando-se o segundo maior partido. Os comunistas também cresceram em relação ao pleito anterior, conquistando 77 cadeiras, contra 54 do pleito de 1928.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://img36.imageshack.us/img36/5447/grafico13hc.jpg"&gt;Gráfico Eleitoral&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://img36.imageshack.us/img36/5447/grafico13hc.jpg"&gt;&lt;img style="float:center; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 450px;" src="http://img36.imageshack.us/img36/5447/grafico13hc.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos gabinetes anteriores, os Chanceleres eleitos sempre conseguiam formar uma chapa majoritária no Reichstag para garantir a governabilidade. A partir de 1929, isso se tornou cada vez mais difícil. Sem essa maioria, o chefe de governo, além de não conseguir governar bem, poderia ser destituído pelo Reichstag por uma Moção de Não-Confiança, uma ferramenta mal regulamentada pelos constituintes de Weimar. O primeiro Chanceler atingido pela crise de governabilidade foi Müller, que renunciou do cargo em março de 1930. Esse seria o último gabinete eleito por consenso no Reichstag. No seu lugar Hindenburg nomeou, após muitas discussões políticas, o economista Heinrich Brüning. Sua principal ação foi impor uma medida econômica na forma de decreto muito impopular e de caráter emergencial, evocando o Artigo 48 da Constituição de Weimar, que dava poderes ao presidente de editar uma medida sem a aprovação do Reichstag. Essa medida foi, no entanto, derrubada por uma apertada votação no Reichstag. Com a negativa parlamentar, Hindenburg dissolveu o Reichstag e convocou novas eleições, o que foi um erro político crasso. Ao convocar novas eleições, Hindenburg e Brüning comprometeram o escasso apoio político que lhes restavam. O resultado foi o fortalecimento dos nacional-socialistas, em detrimento dos partidos centros-conservadores que sustentaram os gabinetes anteriores. Como forma de neutralizar o partido nazista, somente uma coalizão liderada pelos Social-Democratas garantiu o mandato de Brüning até 1932. Ao longo de seus 26 meses de governo, Heinrich Brüning governou à base de decretos presidenciais, que, na sua maioria, tomavam decisões nada populares - embora muito eficientes -, como cortar benefícios dos desempregados e diminuir gastos públicos. Em 1932 vieram as eleições presidenciais, sendo os principais concorrentes Hitler e Hindenburg, tendo esse último ganho por uma margem pequena de votos. Aqui cabe uma ressalva: Hitler nunca venceu uma eleição majoritária na Alemanha e só chegou ao poder por meio de manobras políticas. Após a eleição de Hindenburg, Heinrich Brüning foi demitido pelo presidente e Franz von Papen foi nomeado para o cargo de Chanceler, com o intuito de formar um governo de coalizão para, de alguma forma, neutralizar o poder nazista, o que não deu certo. Hitler exigiu a Chancelaria com plenos poderes, pedido que foi negado. Embora não tenha conseguido a Chancelaria, Hitler continuou como força majoritária no cenário político alemão e forçou a demissão de Papen após oito meses de governo através de uma Moção de Não Confiança ao governo Papen imposto por Hindenburg. Essa moção foi aceita por maioria esmagadora no Reichstag, sendo que novas eleições foram convocadas. Nesse pleito, os nazistas perderam algo em torno de dois milhões de votos, embora continuasse sendo o partido de maior representação. Isso iludiu os social-democratas e comunistas, pois juntos, teoricamente, eles teriam mais votos que os Nazistas. No lugar de Von Papen, na Chancelaria, assumiu o principal conselheiro de Hindenburg e grande desafeto de Hitler, Kurt von Schleicher, que teria como meta a mesma que von Papen: estabelecer um governo com maioria no Reichstag. Incapaz de cumprir tal tarefa, ele não durou dois meses no cargo e foi demitido por Hindenburg após ter sugerido nova eleição para o Reichstag (seria a terceira no ano). Finalmente, então, chega a vez de Hitler. Aliando-se ao Partido Central de von Papen, Hitler propõe sua eleição para chefe de governo com Papen na vice-chancelaria. Embora tenha ocupado somente três ministérios, o poder de Hitler agora se estendia por toda a Alemanha e nada mais poderia impedir a escalada de terror nazista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O plano de Hitler de tomar o poder estava praticamente concretizado. Hitler era, agora, o Chanceler da Alemanha e Hermann Göering era o Governador-Geral da Prússia, principal estado Alemão, onde estava concentrada a maior parte da população Alemã. Estar no poder executivo era crucial para os Nazistas, pois dessa maneira eles detinham o poder sobre a polícia. Á essa época era comum a transformação de comícios políticos em batalhas campais, onde os membros dos partidos se engalfinhavam rua à rua, até que a polícia chegasse ou algum grupo debandasse. Controlando a polícia, Hitler podia usá-la para prender desafetos políticos, destruir comitês partidários, proibir encontros, calar a imprensa dos outros partidos, investigar qualquer cidadão, acobertar crimes cometidos pelos próprios nazistas, coagir cidadãos, entre muitas outras práticas criminosas.À medida que a escalada de terror aumentava, um fato muito importante selou simbolicamente o destino a República de Weimar. Em 27 de fevereiro de 1933 um incêndio criminoso diminui à cinzas o imponente prédio do Reichstag alemão. Imediatamente, os nazistas culparam os comunistas e social-democratas pelo crime. Muito se discute, hoje, sobre quem deflagrou o incêndio. É impossível precisar quem realmente mandou Marinus van der Lubbe por fogo no Reichstag ou se ele fez isso por conta própria. O fato é que com o incêndio Hitler teve um pretexto perfeito para agir de forma mais agressiva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado das eleições realizadas dois meses após o incêndio foram ótimos para os nazistas. Embora institucionalmente dentro das regras, a eleição nada tinha de legal. Muitos deputados comunistas e social-democratas sequer conseguiram assumir suas cadeiras no Parlamento devido às diversas prisões. Uma semana antes do pleito, somente os nazistas podiam fazer campanha. A conseqüência disso tudo é que Hitler conseguiu a aprovação de um decreto (o Reichstag Fire Decree) que lhe dava poderes ditatoriais. Para tal, seriam necessários dois terços dos votos no Parlamento, o que foi facilmente obtido. Somente 84 deputados votaram contra, contra 441 à favor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;test&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14761800-112267259595163107?l=backwars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://backwars.blogspot.com/feeds/112267259595163107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14761800&amp;postID=112267259595163107&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/112267259595163107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/112267259595163107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://backwars.blogspot.com/2005/07/ascenso-de-hitler-i.html' title='A Ascensão de Hitler I'/><author><name>Guilherme Spader</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16819705920755866862</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14761800.post-112249257729295761</id><published>2005-07-27T12:12:00.000-07:00</published><updated>2005-07-27T12:29:37.303-07:00</updated><title type='text'>As Origens da Blitzkrieg</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Os Primórdios&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Estou construindo carros de guerra seguros e cobertos, e quando eles avançarem, com seus canhões, por entre as linhas inimigas, farão recuar até mesmo as mais compactas formações adversárias, e atrás deles a infantaria pode evoluir a salvo e sem oposição".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Leonardo Da vinci, em 1482.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A frase acima resumo todo o desenvolvimento dos blindados feito até agora, sem exceções. É incrível, porém, que um conspícuo conceito, tão simples, porém genial, tenha demorado tanto para ser utilizado. Apenas em 1916, durante a Primeira Guerra Mundial, apareceram os famosos tanques. Á época, todas as potências belingerantes tinham capacidades de desenvolver esse tipo de unidade, no entanto, imaginou-se que não haviam motores fortes o suficiente para impulsionar tão pesadas estruturas. O desenvolvimento empírico das armas acabou determinando, portanto, o nascimento da arma mais letal que um campo de batalha já viu, responsável pela maior revolução tática das Guerras, que inferiu uma revolução na estratégia bélica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até a Primeira Guerra, a arma tática móvel passível de fazer a diferença no campo de batalha era o cavalo. Com o aprimoramento das armas - rifles, metralhadoras, etc - essa arma passou a perder eficiência. Um cavalo, no front ocidental, não tinha utilidade alguma. Primeiro, ele deveria transpor trincheiras grandes e cercadas de arames farpados. Feita a tarefa, teria de enfrentar fogo de metralhadoras a posteriormente granadas. Passada essa parte, ele iria avançar contra um trincheira apinhada de soldados armados, que poderiam muito bem, em ínfimos segundos, levantar-se e alvejar o eqüino com qualquer arma de fogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, estabeleceu-se a guerra estática. Não havia nenhuma arma capaz de romper esse estado de equilibrio. Desse panorama, temos dois desfechos. Um deles é o alto números de baixa na Primeira Guerra e o outro é o advento dos blindados. A batalha que exemplifica claramente a lógica militar absurda estabelecida, causa das enormes baixas, é Verdun. Durante 9 meses mais de um milhão de soldados morreram. Portanto, o advento de uma nova arma era uma questão de tempo. Já seus efeitos seriam prolongados até 1945, com a Blitzkrieg. Até formar-se o conceito de Guerra Relâmpago, muitas tentativas foram feitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Primeira Blitzkrieg: Sturmtruppen&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira experiência de Blitkrieg não foi feita com tanques e sim com tropas especiais, as Sturmtruppen. Os soldados que integravam essa tropa eram a elite do Exército Alemão e somente após um exigente treinamento o soldado ingressava nesses corpos. O propósito dessas tropas era primoradialmente o ataque e a rapidez. O treinamento era focado na iniciativa e na agressividade(em termos táticos) do soldado, tendo ele muito mais responsabilidade e liberdade para agir na frente de batalha. Dessa maneira, a disciplina não era tão trabalhada nessas tropas de elite quanto nas regulares e dava-se muito mais ênfase na cooperação e relação entre os soldados e superiores do que propriamente a inflexibilidade da cadeia hierarquica das tropas comuns. Havia esse treinamento especial porque, ao contrário de um soldado de trincheiras, que era estático, os Sturmtruppen era unidades móveis, bem armadas, rápidas, destinadas a penetrar nas defesas inimigas desorganizá-las por completo, não sendo seu objetivo, portanto, sua destruição física propriamente dita. Tudo, nas Sturmtruppen, era pensado com o intuito de atacar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O armamento padrão consistia em, no mínimo, uma granada M1915 ou M1916 e a arma primária era o rifle Karabiner 98 (M1898AZ), uma versão compacta do Gewehr 98 (M1898). No entanto, essa arma não atendia totalmente às exigências e foi parcialmente substituída pela Bergman MP18, que usava o calibre 9mm Parabellum, desenvolvida por Hugo Schmiesser especialmente para equipar essas tropas. O armamento secundáro era normalmente uma Luger P08 ou alguma pistola Mauser. A formação mais natural era um pelotão de metralhadoras, um de morteiros e às vezes um pelotão de lança-chamas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira experiência dessas tropas ocorreu na Rússia, às margens do rio Dvina. Os russos havia bloqueado todas as passagens de acesso ao porto de Riga, uma importante via de acesso marítimo. Com posições sólidas, os Russos comandados pelo General Klembowsky, estavam capazes, inclusive, de desfechar ataques contra as posições alemãs. O General alemão Oscar von Huntier, ao invés de fazer um ataque frontal, fez uso das Sturmtruppen, empregando-as no ataque na retaguarda russa cruzando o rio e atacando por detrás das principais defesas. Os russos não esperavam o ataque por essa área devido à distância e às dificuldades de serem feitas ofensivas através dela. Dessa maneira, com a retaguarda comprometida, os ataques alemães posteriores feitos às defesas principais dos russos foram eficazes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A batalha por Riga provou a eficácia das Sturmtruppen, mas no geral seu uso foi comprometido exatamente pela falta da espinha dorsal da guerra relâmpago: o tanque. Essas tropas foram eficientes no seu serviço, mas qualquer contra-ataque ou reorganização inimiga botava em cheque as conquistas realizadas por essas tropas. Faltava, portanto, um elemento de apoio aproximado que consolidasse os avanços feitos por essas unidades de vanguarda. As consequências disso seriam sentidas muito depois, quando o desenvolvimento da Blitzkrieg alemã no pós-guerra iria usar, além dos ensinamentos de Fuller, as lições aprendidas com os sucessos e fracassos das Sturmtruppen. Na blitzkrieg moderna, os tanques fariam o papel das Sturmtruppen e elas, por usa vez, fariam o papel de infantaria motorizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Blitzkrieg &lt;em&gt;blindada&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conceito de Blitzkrieg blindada teve caminhos diferentes. Ele inicou-se em 1916, quando 476 tanques britânicos Mark I foram usados na ofensiva de Cambrai. Inicialmente, a ofensiva foi um sucesso, deixando as defesas alemãs impotentes para reagir. No entanto, dias depois, uma nova ofensiva alemã retomou todo o terreno conquistado. Com esse sucesso parcial, os uso dos tanques passou a ser considerado, mas sempre com reserva pelos comandantes aliados mais antigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.firstworldwar.com/photos/graphics/mf_br_tank_01.jpg"&gt;Mark I, primeiro tanque inglês&lt;br /&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://www.firstworldwar.com/photos/graphics/mf_br_tank_01.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;A despeito da desconfiança sobre os tanques, a Triplice Entente começou a organizar o Plano 1919, encabeçado por Fuller. Esse plano teria como estratégia desfechar golpes rápidos e sucessivos, para desorganizar por completo as defesas adversárias. Várias levas de tanques seriam utilizados, desde os mais pesados, para romper as defesas iniciais, até os mais rápidos, que entrariam em cena para dar prosseguimento à perseguição das tropas remanescentes, mantendo o estado de desorganização do adversário, para que ele não estivesse capaz de estabelecer nenhuma defesa ou desfechar algum contra-ataque. Nesse ataque seriam usados mais de 6000 tanques. No entanto, o Plano 1919 não aconteceu devido a precoce rendiçao alemã. O esforço tático e os estudos de campo foram deixados de lado, e à medida que se passavam os anos, os orçamentos de guerra e a atenção ao Exército iam diminuindo. Os Aliados nunca chegaram vislumbrar o grande poder que tinham em mãos. Ignorada essa experiência, os Aliados só iam vê-la 23 anos depois, quando os alemães estariam usando-a na França. Nela estariam contido todos os ensinamentos de 1919 e décadas de aprimoramento, tudo isso tutelado por livros de guerra ingleses e russos, que eram leitura obrigatória nas escolas de oficiais alemães.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;test&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14761800-112249257729295761?l=backwars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://backwars.blogspot.com/feeds/112249257729295761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14761800&amp;postID=112249257729295761&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/112249257729295761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/112249257729295761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://backwars.blogspot.com/2005/07/as-origens-da-blitzkrieg.html' title='As Origens da Blitzkrieg'/><author><name>Guilherme Spader</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16819705920755866862</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14761800.post-112240147576651549</id><published>2005-07-26T11:00:00.000-07:00</published><updated>2005-07-26T11:11:15.773-07:00</updated><title type='text'>Governo de Hitler e a Economia Alemã</title><content type='html'>Sob o controle ditatorial, Hitler deu início a grandes mudanças econômicas. Há uma certa controvérsia sobre os aspectos econômicos do governo de Hitler, pois nem todas as suas medidas foram saudáveis a médio e longo prazo. As políticas econômicas do governo de Bruning, cautelosas e fiscalistas, vinham sanando as finanças e organizando o Estado alemão nesse aspecto. Hitler, ao contrário, pôs em prática um largo programa de intervencionismo econômico, baseado no keynesianismo, embora se distanciasse deste em muitos pontos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desemprego na Alemanha de 1933 era de aproximadamente 6 milhões. Esse número diminuiu para 300.000 em 1939. Essa diminuição fabulosa, no entanto, ocorreu por diversos motivos, como alterações estatísticas e projetos governamentais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- As mulheres deixaram de ser contadas como desempregadas a partir de 1933 &lt;br /&gt;- Judeus, a partir de 1935, perderam a condição de cidadãos do Reich, não contando mais como desempregados &lt;br /&gt;- Mulheres jovens que se casavam eram excluídas dos cálculos. &lt;br /&gt;- Ao desempregado eram dadas duas opções: ou trabalhar para o governo sob baixíssimos salários ou permanecer segregado da esfera governamental, longe de todas as suas obrigações, mas também vantagens, como saúde, lazer, etc. &lt;br /&gt;- As convocações para o exército começaram a se acelerar. Até 1939, 1,4 milhões de alemães haviam sido convocados. Para armar esse contigente, a produção industrial aumentou e a procura por mão-de-obra aumentou também. &lt;br /&gt;- Criação da Frente Alemã de Trabalho, dirigida por Robert Ley, que pôs em prática programas governamentais de trabalho que absorveram boa parte da mão-de-obra disponível, ora empregando-a no melhoramento da infra-estrutura do país, ora nas indústrias e na produção bélica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa medidas ocorreram a custa de pesadíssimos investimentos por parte do Estado, comprometendo a longo prazo as finanças. O que se viu, em conseqüência disso, foi um déficit crescente. De 1928 até 1939, a arrecadação do Estado havia subido de 10 bilhões de Reichsmarks para 15 bilhões, no entando os gastos, no mesmo período, subiram de 12 bilhões de Reichsmarks para 30 bilhões. Em 1939, o déficit acumulado era de 40 bilhões de Reichsmarks. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inflação, nesse periodo, cresceu tanto que em 1936 foi decretado o congelamento de preços. O governo alemão foi incapaz de lidar com o controle de preços e sua interferência constante apenas engessou a economia e dificultou o aumento gradual e equilibrado da produção. A partir de 1936, o dirigismo econômico passou, gradualmente, a substituir a adaptação automática da produção pelo mercado, de maneira que a regulamentação econômica passou a ser maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os planos ecomômicos alemães, tanto de Schacht quanto de Göring, era de tornar a Alemanha autosuficiente na indústria para que ela pudesse sobreviver à guerra e aos bloqueios britânicos. Essas metas, no entanto, não foram cumpridas e em 1939 a Alemanha não estava plenamente recuperada. Os dados demonstram como a Alemanha estava quando iniciou a guerra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* A Alemanha ainda importava 33% de matérias-primas necessárias.&lt;br /&gt;* O déficit acumulado era de 40 bilhões de Reichsmarks.&lt;br /&gt;* A Balança Comercial atestava um déficit de 100 milhões de Reichsmarks&lt;br /&gt;* O desemprego estava virtualmente suprimido&lt;br /&gt;* Consumo anual de alimentos, em 1937, havia diminuído em pão de trigo, carne, bacin, leite, ovos, peixes, açucar, frutas tropicais e cerveja, comparando-se com os dados de 1927. Só houve aumento de consumo em pão de centeio, queijo e batata.&lt;br /&gt;* O valor real dos salários, em 1938, era praticamente o mesmo de 1928.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;test&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14761800-112240147576651549?l=backwars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://backwars.blogspot.com/feeds/112240147576651549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14761800&amp;postID=112240147576651549&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/112240147576651549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/112240147576651549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://backwars.blogspot.com/2005/07/governo-de-hitler-e-economia-alem.html' title='Governo de Hitler e a Economia Alemã'/><author><name>Guilherme Spader</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16819705920755866862</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14761800.post-112230384874443115</id><published>2005-07-25T07:51:00.000-07:00</published><updated>2005-07-25T08:04:08.746-07:00</updated><title type='text'>Günther von Kluge</title><content type='html'>Günther von Kluge foi um importante general alemão da Segunda Guerra Mundial e um grande teórico e incentivador da Blitzkrieg.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido em Poznam, Alemanha, em 30 de outubro de 1882, ele ingressou no exército Alemão e lutou durante a Primeira Guerra Mundial como tenente de uma unidade de artilharia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Permaneceu no Exército até 1933, quando foi designado para o Wehrkreis VI, na Westphalia. Em 1938, Kluge discordou as políticas de agressão promovidas pelo governo alemão, motivo pelo qual foi destituído de seu cargo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a eclosão de Segunda Guerra Mundial, no entanto, ele foi reconvocado e assumiu o 4º Exército na invasão da Polônia. Em 1940, tomou parte na invasão da França e Rússia. Com a destituição de von Bock como comandante do grupo de exércitos do Centro, von Kluge assumiu seu lugar e deu prosseguimento à invasão da Rússia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.wilhelm-radkovsky.de/kluge.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://www.wilhelm-radkovsky.de/kluge.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt; Em 27 de outubro de 1943, von Kluge sofreu um grave acidente de carro. Seriamente ferido, só pôde voltar à ativa em julho de 1944. No retorno, assumiu o comando das forças alemãs no oeste. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora não estivesse envolvido no complô contra Hitler ocorrido em 1944, von Kluge tornou-se suspeito devido a sua proximidade com Henning von Tresckow, antigo chefe do seu Estado-Maior na Rússia. Kluge tinha ciência de que haviam planos para matar o Führer, mas nunca colaborou de forma alguma com os conspiradores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As suas relações com Hitler pioram com os resultados da Operação Lüttich, da qual von Kluge foi comandante. A operação estava fadada ao fracasso devido a insistência de Hitler em manter posições insustentáveis (como a linha Caen-Avranches) e também de atacar sem condições favoráveis (Operação Lüttich).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante os estágios finais da Operação, von Kluge ficou incomunicável por aproximadamente 48 horas, o que somente aumentou as suspeitas sobre ele, uma vez que a Gestapo o apontava como conspirador do atentado a bomba de Stauffemberg.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convocado por Hitler a voltar para a Alemanha em 16 de agosto, Kluge pressentiu que seria punido pelo líder nazista e cometeu suicídio em 19 de agosto, ingerindo cianureto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminava a carreira de um brilhante general da guerra relâmpago.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;test&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14761800-112230384874443115?l=backwars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://backwars.blogspot.com/feeds/112230384874443115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14761800&amp;postID=112230384874443115&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/112230384874443115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/112230384874443115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://backwars.blogspot.com/2005/07/gnther-von-kluge.html' title='Günther von Kluge'/><author><name>Guilherme Spader</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16819705920755866862</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14761800.post-112225492175940920</id><published>2005-07-24T18:27:00.000-07:00</published><updated>2005-07-26T18:06:22.563-07:00</updated><title type='text'>O Bombardeio de Dresden</title><content type='html'>&lt;BlogItemURL&gt;&lt;a href="http://rapidshare.de/files/3085843/O_bombardeio_de_Dresden.pdf.html"&gt;Formato .pdf&lt;/a&gt;&lt;/BlogItemURL&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ataque aéreo à Dresden, ocorrido em 13 a 15 de fevereiro de 1945, foi um devastador ataque desferido em conjunto pela USAAF e RAF, onde foram empregadas bombas incendiárias que destruíram quase toda a cidade e suas instalações. &lt;a href="http://img248.imageshack.us/img248/5580/dresdeningermany7qd.png"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://img248.imageshack.us/img248/5580/dresdeningermany7qd.png" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A grande polêmica desse ataque trata-se de seu enquadramento em crime de guerra ou não. Antes de se discutir o mérito das informações, razões e fatos que existem a respeito, é necessário precisar sob qual ponto se está considerando o ataque à Dresden. Listo-os:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Ponto de vista estritamente legal, desconsiderando demais fatores.&lt;br /&gt;* Ponto de vista legal em relação ás leis aplicadas nos Tribunais de Nuremberg, ou seja, a aplicação nos aliados das mesmas leis que foram aplicadas nos alemães em Nuremberg.&lt;br /&gt;* Ponto de vista moral e politicamente correto, considerando demais fatores, como bom senso, discernimento, violência excessiva, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença sobre qual ponto de vista se está analisando o fato é crucial para determinar se foi um crime ou não. Não existe, por exemplo, impedimento de um ataque ser correto sob o ponto de vista estritamente legal, mas ser considerado criminoso no lado moral. As leis nem sempre contemplam especificamente todas as hipóteses de guerra e mesmo que o façam, ainda sim podem ser submetidas ao bom senso, que visa analisar o contexto e a situação corrente para determinar se uma ação foi um crime ou não. Embora as leis sejam um tanto inflexíveis, elas regulam o comportamento de guerra e são importantíssimas para evitar abusos e excessos por parte de ambos os lados, tanto sobre a forma institucional, quando um Estado passa a cometer excessos sob a forma de ordens, quanto sobre a forma individual, quando um soldado, por vontade pessoal, venha a agir com crueldade desnecessária. Não quero, aqui, delongar-me sobre preâmbulos das leis de guerra e sim estabelecer uma linha consensual de raciocínio a respeito dos crimes de guerra e suas aplicações no episódio de Dresden. Após a exposição da maior parte dos fatos, retorno novamente aos pontos de vistas inicialmente abordados para então falar a respeito do ataque.&lt;br /&gt;Compilei, ao longo de muitas discussões, os principais argumentos dos que consideram o ataque um crime e adicionei alguns outros que também podem vir a ser questões abordadas. Junto com a sentença, vem a minha opinião, logo abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1) Dresden era uma cidade sem importância estratégica:&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1945, Dresden era a sétima maior cidade alemã em população¹, com 642.143 habitantes². Era, também, um importantíssimo eixo ferroviário³, por onde passava a famosa ferrovia Berlim-Leipzig-Dresden-Praga. Essa ferrovia foi a primeira linha de longa distância da Alemanha e crucial para a unificação alemã, em 187(14). Na Segunda Guerra, milhares de judeus por seus trilhos5, bem como uma quantidade incalculável de armas e suprimentos militares. Dresden era o ponto-chave para o fluxo militar Leste-Oeste. Após os bombardeios, as instalações ferroviárias foram seriamente danificadas e perderam muito de sua capacidade.&lt;br /&gt;Dresden era, também, o entroncamento de três grandes rotas de transporte e comunicação: (1) Berlin-Praga-Viena (2) Munique-Breslau e (3) Hamburgo-Leipzig. Como ponto chave de comunicação no denso complexo de transporte da Saxônia, Dresden era conectada diretamente a Leipzig e Berlim por duas linhas ferroviárias6.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2) Dresden era uma cidade indefesa:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dresden possuía defesas antiaéreas, embora elas estivessem em pequeno número e praticamente não causaram dano algum aos bombardeios atacantes. Os reportes de vôo ingleses registraram pouca atividade defensiva.&lt;br /&gt;O sistema de defesa de Dresden estava subordinado ao Comando Administrativo da Luftwaffe7, fazendo parte da IV Área (Dresden) e III Área (Berlim)(8).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato de Dresden ter poucas defesas antiaéreas não lhe retira o status de alvo legitimo, pois ela não era uma Cidade Livre* e tinha indústrias que produziam artefatos imprescindíveis ao desenvolvimento e produção de armas de guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* O termo Cidade Livre vem do equivalente em inglês Open City; a tradução literal não teria o mesmo sentido que possui no inglês, portanto adota-se a adjetivo livre, ao invés de aberto. Uma cidade é declarada livre quando ela não possui nenhum tipo de instalação ou tropa militar. Os alemães nunca fizeram tal declaração em relação a Dresden.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3) Dresden não possuía indústrias:&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com Escritório de Armas do Alto Comando Alemão, Dresden continha 127 fábricas. Elas produziam produtos como miras ópticas para bombardeios, canopis, componentes eletrônicos para radares, fábrica de fusíveis, componentes de aeronaves para a Junkers, equipamentos do cockpit de Messerchmitts, máscaras de gás que supriam quase toda a Alemanha e fábrica de cigarros. O parque fabril de Dresden empregava 10.000 trabalhadores, sendo 1500 nas fábricas de fusíveis9.&lt;br /&gt;O livro do ano de Dresden (Dresdner Jahrbuch) de 1942, ou seja, uma publicação alemã de tempo de guerra, faz a seguinte descrição de Dresden: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Anyone who knows Dresden only as a cultural city, with its immortal architectural monuments and unique landscape environment, would rightly be very surprised to be made aware of the extensive and versatile industrial activity, with all its varied ramifications, that make Dresden one of the foremost industrial locations of the Reich.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer um que conheça Dresden somente como uma cidade cultural, com sua imortal arquitetura de monumentos e paisagem ímpar, certamente &lt;strong&gt;ficaria surpreso ao ficar sabendo da extensa e versátil atividade industrial&lt;/strong&gt;, com todas suas ramificações, o que faz Dresden uma das mais proeminentes alocações industriais do Reich.&lt;/em&gt; (grifos meus)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;John W. Nelson, Ph.D. em Estudos sobre a Alemanha, escreveu a seguinte frase, em uma análise do livro Dresden: Tuesday, February 13, 1945, de Frederick Taylor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;As the seventh largest city in Germany, Dresden possessed a substantial industrial center with a number of precision engineering companies (the Zeiss-Ikon optical factory being perhaps the most well-known.) The city's reputation may have been built on its luxury industries, but Taylor reveals how the same factories that produced the typewriters, sewing machines, lingerie, cigarettes, and waffle irons easily made the wartime transition to produce searchlights, directional guidance equipment, aircraft and torpedo parts, machine guns, cartridge cases, and various other armaments. Cultural city or not, the Dresdeners' contribution to the German war effort was not insignificant. As Taylor notes, the 1942 Dresden Yearbook trumpeted the city's stature as "one of the foremost industrial locations of the Reich.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sétima maior cidade Alemã, Dresden possuía um centro industrial formidável, com inúmeras companhias de engenharia (fábrica de aparelhos ópticos Zeiss-Ikon , talvez a mais conhecida). A reputação da cidade talvez tenha sido construída sobre suas indústrias de luxo, mas Taylor revela como as mesmas fábricas que produziam máquinas de escrever e de costurar, lingerie, cigarros e barras de ferro facilmente passaram a produzir canhões de luz, guindastes, aeronaves, componentes de torpedos, metralhadoras, cartuchos e vários outros armamentos. Sendo uma cidade cultural ou não, a contribuição de Dresden e seus habitantes ao esforço de guerra não foi insignificante. Como Taylor cita, o Livro do Ano de Dresden de 1942 afirmava ser a cidade “uma das mais proeminentes alocações industriais do Reich.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4) Dresden tinha milhares de refugiados quando foi atacada&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existem números certos em relação à quantidade de refugiados quando foi atacada. Dresden era apenas um entreposto ferroviário, onde muitos refugiados passavam, indo em direção ao oeste, mas não necessariamente ali permanecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5) O bombardeio de Dresden foi desnecessário pois a guerra já estava ganha.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois meses antes de Dresden ser atacada, em 17 de dezembro de 1944, os alemães haviam iniciado a ofensiva nas Ardenas com aproximadamente 250.000 soldados(10), totalizando 70 divisões, 15 delas blindadas(11), causando 76.000 baixas aliadas(12) (8607 mortos, 47.139 feridos, 21.144 prisioneiros e desaparecidos), bem como a destruição e ou captura de 1284 metralhadoras, 542 morteiros, 1344 caminhões e 237 veículos de combate(13). No dia 3 da janeiro, a Luftwaffe, num esforço derradeiro, atacou aeródromos aliados com 700 aviões, causando a perda aos aliados de 156 aeronaves(14).&lt;br /&gt;Esse ataque foi um duro golpe nas tropas americanas e nos seus comandantes, aumentando ainda mais o pessimismo e a cautela nas operações. Por acreditar que a Alemanha não era mais capaz de reagir, negligenciaram as defesas prevendo possíveis ataques alemães.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6) Milhares de pessoas morreram no ataque à Dresden&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existe um número preciso de mortes, mas estimativas baseadas em relatórios emitidos pelos próprios alemães dão uma idéia aproximada desse número. Existem dois relatórios oficiais emitidos pelos alemães semanas depois do ataque:&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Relatório policial de Dresden, emitido em 15 de março de 1945, confirmou, até o dia 10 do mesmo mês, 18.375 mortes.&lt;/strong&gt;  &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Relatório das autoridades berlinenses (Tagesbefehl n. 47) emitido em 22 de março de 1945, acusou 20.204 mortes e estabeleceu o número de 25.000 mortes como estimativa final.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recontagens feitas por historiadores conceituados (Götz Bergander - 1977, Friedrich Reichert – 1994, Frederick Taylor - 2004) trabalham na hipótese de 25.000 até, no máximo, 35.000 vítimas, uma vez que foram descobertos novos corpos anos depois do ataque, a maioria em escavações para novas construções. &lt;br /&gt;Existe, no entanto, uma falsa estimativa que aponta as mortes de 35.000 a 135.000 pessoas, o que é, no mínimo, fantasioso. O principal artífice desses números é David Irving, um historiador revisionista condenado pela justiça americana.&lt;br /&gt;Ele se baseia numa falsificação da Ordem do Dia (Tagesbefehl n. 47), onde foi acrescentado um zero no fim das estimativas, elevando seu número para cifras enormes. O TB 47 original apontava 20.204 mortes e deixava em estimativa máxima 25.000 mortos; com a falsificação esses números se elevaram para 202.040, com o número máximo de 250.000.&lt;br /&gt;A prova desses números foi no julgamento(15) onde David Irving processou Deborah Lipstadt e sua editora, a Pinguin Books. Ltda., por calúnia. Como no mérito das acusações estavam inclusas as obras de Irving e a veracidade histórica do bombardeio de Dresden, todas elas foram analisadas e numa apuração mais detalhada provou-se que David Irving, além de se basear em documentos que ele sabia que eram falsificados, usava passagem de livros modificadas e notas de rodapé que não representavam o real sentido que o autor citado havia expressado.&lt;br /&gt;Outro fator que somou contra Irving foram os dados conflitantes a respeito do número de mortes. Segundo Richard J. Evans, professor de História Moderna de Cambridge, Irving não possui uma cifra exata a respeito das vítimas em Dresden. Na primeira edição do livro Apocalipse 1945 - A Destruição de Dresden, de 1966(16), estimou entre 100.000 e 250.000 mortes. Em 1993, em um vídeo destinado ao público australiano, Irving estimou em aproximadamente 130.000 mortes. Em 1996, em um livro sobre Goebbels(17), ele alterou novamente os números, que ficariam entre 60.000 e 100.000 mortes.&lt;br /&gt;É notável, portanto, a inconstância de David Irving em apresentar números plausíveis e prová-los através de documentos e testemunhos. A má fé e a falsificação de documentos e provas históricas não foi só averiguada no assunto Dresden e sim em outros livros, a maioria relativizando ou até negando o Holocausto, em exercício espúrio de pseudorevisionismo histórico.&lt;br /&gt;Por fim, há uma ultima alegação a respeito de um número alto de vítimas. Como o ataque havia sido com bombas incendiárias, corpos teriam sido carbonizados até virarem cinzas, tornando a contagem impossível. Isso foi desconsiderado por opiniões de peritos que seriam necessárias temperaturas absurdas e principalmente concentradas nos corpos, como em um forno de cremação, situação essa inexistente em Dresden.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7) O bombardeio de Dresden foi um crime, de acordo com as leis aplicadas nos alemães em Nuremberg, em 1946.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todos os tribunais estabelecidos depois da guerra que julgaram crimes de guerra, somente dois pilotos alemães foram condenados por ataques aéreos. O principal motivo foi ter bombardeado Belgrado após ela ter sido considerada uma Cidade Livre. Portanto, como Dresden não era uma cidade livre, não há nenhum dispositivo legal capaz de incriminar os aliados pelo ataque.&lt;br /&gt;A implicação de Dresden em crime de guerra tornaria todos os bombardeios alemães contra cidades inglesas lotadas de civis também criminosos, uma vez que o Alto Comando da Luftwaffe(OKL) e Hitler tinham em mente – e botaram em prática – planos para abalar a moral do povo alemão disseminando o terror na população civil(18,19).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8) Os aliados lançaram combustível sobre a cidade para alimentar os incêndios.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há nenhuma menção nos relatórios aliados sobre essa prática. No entanto, a própria lógica desmente essa afirmação, pois seria totalmente inviável e ineficiente tal prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;9) Caças aliados realizaram ataques à baixa altura contra civis.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa afirmação  é sustentada por David Irving, mas tanto suas alegações quanto a lógica desmentem a sentença. Essa questão foi levantada devido ao testemunho de poucas pessoas que foram entrevistadas por Irving, sendo que uma delas alega ter visto um caça aliado “apontar” suas armas em direção a civis e atirado. Entrevistada depois, essa mesma testemunha alegou estar inconsciente no momento do ataque e que afirmou isso baseada em um relato feito por um amigo vitimado no ataque.&lt;br /&gt;Nas pesquisas para o livro Apocalipse 1945 – A Destruição de Dresden, Irving alega ter entrevistado mais de trezentos aviadores aliados. Em todos esses questionamentos, ele, em nenhum momento, fez o cruzamento de relatos e perguntou aos pilotos se realmente haviam ocorrido ataques à baixa altura contra civis.&lt;br /&gt;É estranho, também, que a testemunha tenha visto o caça “apontar” suas armas, visto que no setor haviam só dois tipos de caças, Mosquito e Mustang, e nenhum deles possuía torretas de defesa, que poderiam “apontar” armas a um determinado alvo. Para tais caças realizarem ataques à civis, eles deveriam mergulhar contra civis e atirar, sem, no entanto, “apontar” armas, visto que elas estão sobre a fuselagem. &lt;br /&gt;Sob a explosão de bombas e fortíssimos incêndios, provavelmente tomado pelo desespero, é inconcebível que alguém tivesse tempo para olhar para o céu e conseguir visualizar uma aeronave à mais de 600 quilômetros horários em mergulho e ainda assim perceber sua trajetória para chegar a conclusão de que as mesmas estavam “apontando” armas ou mirando em civis.&lt;br /&gt;Além disso, os Mosquitos utilizados no ataque à Dresden tinham como função sinalizar os alvos e nessa função ficariam engajados, sem ter tempo para metralhar civis indefesos. Já os Mustangs envolvidos no ataque estavam realizando escolta à altas altitudes, e para atacar civis, deveriam descer em espiral sobre o alvo, realizar os ataques e então subir novamente ao nível de vôo anterior para depois retornar às suas bases. Para tal manobra simplesmente não haveria combustível suficiente.&lt;br /&gt;Embora essa alegação seja improcedente, a lógica novamente a desmente. É totalmente impensável que tais manobras tenham sido feitas. Mosquitos e Mustangs são aeronaves de alto desempenho e não foram projetadas para mergulhos, embora sejam capazes da fazê-o. Manobras de mergulho são arriscadíssimas e nas condições de Dresden nenhum comandante arriscaria aeronaves e valiosas tripulações sobre alvos de oportunidade. Os caças Mustang e Mosquito atuaram como, respectivasmente, caça de escolta e sinalizador e não teriam tempo hábil para efetuar tais ataques.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;10) Churchill condenou o bombardeio de Dresden.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Churchill nunca considerou Dresden um crime de guerra. Sua posição foi simples e concisa e representou uma opinião pessoal, a de que, com o fim da guerra, estava na hora de rever as posições adotadas pelos aliados em relação a Alemanha. Isso não deixa de embutir uma contradição, pois foi Churchill o principal incentivador dos ataques aéreos contra a Alemanha, inclusive na adoção da tática de bombardeio de área.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;11) A Estratégia dos aliados era vitimar civis alemães.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os aliados tinham ciência de que vitimar a população civil não ajudaria em nada o esforço de guerra e antes de efetuar tal prática, estavam focados em destruir as estruturas de transporte e comunicação da Alemanha, antes mesmo das indústrias bélicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;12) Os principais documentos a respeito do bombardeio de Dresden foram emitidos pelos governos aliados, representando assim a versão oficial dada sobre a guerra, sujeita às devidas pressões e alterações que tais governos podem, eventualmente, vir a fazer para satisfazer seus interesses.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem documentos oficiais do governo alemão em tempo de guerra que comprovam os dados aqui apontados. Embora todo o tipo de informação esteja sujeita à pressões de terceiros, o mesmo vale para os dados que apontam Dresden como um crime de guerra. A suspeita é recíproca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;13) Se Dresden não é um crime, então os bombardeios alemães às cidades inglesas também não foram.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, pois não havia, à época, nenhuma lei internacional sobre a guerra aérea nem experiências anteriores. O bombardeio à cidades com alvos civis foi uma opção tomada pelos dois lados. A Alemanha teve mais vítimas e sofreu mais porque ficou vulnerável aos ataques aéreos a partir de 1944, quando a eficiência dos bombardeios era enorme em relação a 1940, e à época da Batalha da Inglaterra, quando a superioridade era da Luftwaffe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;14) Pessoas notáveis consideram o ataque à Dresden um crime de guerra.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande parte dessas pessoas se baseiam, ás vezes sem saber, nas informações de David Irving. Como foi demonstrado aqui, esse individuo já foi condenado pela justiça americana e seu livro foi, diversas vezes, contestado e rebatido por outros historiadores (Taylor, Neilands, Reichert, Evans, Bergander, etc). &lt;br /&gt;Portanto, muitos consideram o ataque a Dresden um crime de guerra porque não têm conhecimento completo dos fatos ou se os têm, ignoram-no e continuam com as mesmas alegações. Grande parte dessas pessoas considera Irving totalmente certo, em detrimento de outros historiadores, muito mais sérios e responsáveis, com pesquisas muito mais extensas e rigorosas que a de David Irving.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Conclusões&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ataque à Dresden é uma discussão envolvida de mitos que nada ajudam para esclarecer o assunto. Além disso, considerar Dresden um crime de guerra serve de embasamento para várias ideologias.&lt;br /&gt;Nazistas e revisionistas têm esse interesse como forma de relativizar crimes de guerra e crimes contra a humanidade, como o Holocausto e demais arbitrariedades cometidas pelos nazistas, retirando-lhes a culpa.&lt;br /&gt;Por outro lado, foi bastante comum, durante a Guerra Fria, o bloco comunista disseminar mitos a respeito de Dresden para demonstrar que os aliados tiveram uma participação espúria na Segunda Guerra e que também haviam cometido crimes de guerra. &lt;br /&gt;Mesmo que o ataque a Dresden não seja um crime de guerra sob nenhum aspecto legal, há o aspecto moral, que é mais subjetivo e sujeito a meras opiniões. Nada impede de considerar o bombardeio um episódio horrível e lamentável; isso é consenso, afinal, 25.000 mortes, ou seja, o número mínimo, é um número altíssimo. Dresden foi um fato lamentável, mas não um crime de guerra. Existiram tantos outros e nenhum deles é citado, como o bombardeio de Guernica ou o ataque a Franpol, um vilarejo de 3.000 habitantes que simplesmente foi dizimando pela Lutfwaffe, que estava testando novas armas.&lt;br /&gt;No entanto, as análises dos ataques aéreos (e de todo e qualquer fato histórico) não devem ser feitas de forma emotiva, e sim da maneira mais racional e imparcial possível, deixando convicções pré-estabelecidas de lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor&lt;br /&gt;Guilherme Spader&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Notas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;1. Censo de 17 de maio de 1939, reportado no Statesman's Year Book, Londres, 1945&lt;br /&gt;2. Statistisches Handbuch von Deutschland: 1928-1944 (Livro Alemão de Estatísticas: 1928-1944), Munique, 1949, p. 19. &lt;br /&gt;3. The Leipzig-Dresden railway line through time (Ferrovia Leipzig Dresden através do tempo), John Lance, 1998, p. 17.&lt;br /&gt;4. The Leipzig-Dresden railway line through time (Ferrovia Leipzig Dresden através do tempo), John Lance, 1998, p. 14.&lt;br /&gt;5. The Leipzig-Dresden railway line through time (Ferrovia Leipzig Dresden através do tempo), John Lance, 1998, p. 17.&lt;br /&gt;6. Chambers Enciclopédia, Nova Iorque, 1950, Vol. IV, p. 636. &lt;br /&gt;7. Centro Histórico da Força Aérea Alemã, Análise Histórica do Bombardeio de Dresden, 1953.&lt;br /&gt;8. Serviço Secreto Britânico, T-3472, Alemanha: Condições aéreas em Dresden, 6 de abril de 1945.&lt;br /&gt;9. NEILANDS, Robin. The Bomber War, 23 de junho de 2001.&lt;br /&gt;10. BALDWIN, Hanson W. Batalhas Ganhas e Perdidas. Rio de Janeiro, 1978, p. 428.&lt;br /&gt;11. CHURCHILL, Winston Spencer. Memórias da Segunda Guerra Mundial. Editora Nova Fronteira. Rio de Janeiro, 1995, p. 1016&lt;br /&gt;12. BALDWIN, Hanson W. Batalhas Ganhas e Perdidas. Biblioteca do Exército. Rio de Janeiro, 1978, p. 417.&lt;br /&gt;13. BALDWIN, Hanson W. Batalhas Ganhas e Perdidas. Biblioteca do Exército. Rio de Janeiro, 1978, p. 417.&lt;br /&gt;14. BALDWIN, Hanson W. Batalhas Ganhas e Perdidas. Biblioteca do Exército. Rio de Janeiro, 1978, p. 416.&lt;br /&gt;15. Irving x Lipstadt - www.holocaustdenialontrial.com&lt;br /&gt;16. IRVING, David. A Destruição de Dresden. Corgi, London, 1966.&lt;br /&gt;17. IRVING, David. The Mastermind of the Third Reich. Focal Point Publications. 1996.&lt;br /&gt;18. “Reservo-me decidir sobre os ataques de terror como meio de represálias” Diretiva n.º 17 para se conduzir a Guerra Aérea e Naval contra a Inglaterra, Item IV apud Ascenção e Queda do Terceiro Reich. SHIRER, Willian L. Shirer. Ed. Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 1964, p. 217, vol III.&lt;br /&gt;19. “Juntamente com a propaganda e ataques periódicos para implantar o terror, enunciados como represaria, esse crescente enfraquecimento de bases de abastecimento de alimentos paralisará e dobrará finalmente a vontade do povo em querer resistir, e com isso forçará o governo a capitular. General Jodl, em seu diário apud Ascenção e Queda do Terceiro Reich. SHIRER, Willian L. Shirer. Ed. Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 1964, p. 209, vol III.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia&lt;br /&gt;CHURCHILL, Winston Spencer. Memórias da Segunda Guerra Mundial. Rio de Janeiro, 1995, Editora Nova Fronteira.&lt;br /&gt;VICENTINI, Cláudio. História Geral. São Paulo, 1997, Editora Scipione.&lt;br /&gt;BALDWIN, Hanson W. Batalhas Ganhas e Perdidas. Rio de Janeiro, 1978, Biblioteca do Exército.&lt;br /&gt;LANCE, John. The Leipzig-Dresden railway line through time. Londres, 1998.&lt;br /&gt;IRVING, David. The Mastermind of the Third Reich. Londres, 1996. Focal Point Publications.&lt;br /&gt;IRVING, David. A Destruição de Dresden. Corgi, London, 1966&lt;br /&gt;Irving x Lipstadt - &lt;BlogItemURL&gt;&lt;a href="http://www.holocaustdenialontrial.com"&gt;Holocaust Denial On Trial&lt;/a&gt;&lt;/BlogItemURL&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;test&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14761800-112225492175940920?l=backwars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://backwars.blogspot.com/feeds/112225492175940920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14761800&amp;postID=112225492175940920&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/112225492175940920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/112225492175940920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://backwars.blogspot.com/2005/07/o-bombardeio-de-dresden_24.html' title='O Bombardeio de Dresden'/><author><name>Guilherme Spader</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16819705920755866862</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14761800.post-112216998433763479</id><published>2005-07-23T18:51:00.000-07:00</published><updated>2005-07-24T11:14:12.700-07:00</updated><title type='text'>Primeiro Post</title><content type='html'>Depois de muito hesitar, criei coragem e dei início a esse projeto. Vou tantar não me ater só em guerras, pelo contrário, vou ser bem amplo nos assuntos. Espero que funcione.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Here we go!&lt;br /&gt;Wish me good luck!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;test&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14761800-112216998433763479?l=backwars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://backwars.blogspot.com/feeds/112216998433763479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14761800&amp;postID=112216998433763479&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/112216998433763479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14761800/posts/default/112216998433763479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://backwars.blogspot.com/2005/07/primeiro-post_23.html' title='Primeiro Post'/><author><name>Guilherme Spader</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16819705920755866862</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
